MENSAGEM ao LEITOR
CONHEÇA QUEM ESCREVE

BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

COMENTÁRIOS
RSS - Quer subscrever?
AddThis Feed Button

Share/Bookmark

VIAJE neste blog

Fotos de viagens
PROCURA
Quer ler outras viagens?
De onde chegam os visitantes
« Escrever sobre viagens. Prazer ou desgosto? | Main | UZBEQUISTÃO e QUIRGUISTÃO - A vida é breve. E sua beleza, perecível. »
Quinta-feira
Set132012

ISTAMBUL – Preferência não se discute, mau gosto sim

                 O que torna um destino turístico admirável ou horrendo depende mais da maneira de vê-lo do que propriamente suas características. Ou, como se costuma dizer, decorre do “gosto pessoal”. O MUNDO e mais tudo o que há nele pode ser tão bonito ou tão feio quanto nossa visão nos permita enxergar. Tudo depende de nós, de nosso poder, de nossa sensibilidade e capacidade de o percebermos. O Mundo está aí, e é igualzinho pra todos. Pra todos os diferentes. 

              Istambul é um belo exemplo de destino turístico tão espetacular quanto unânime, extremamente popular entre toda a sorte de pessoas. E não por poucos motivos, mas por inúmeros e diferentes: uma cidade incrível, de pessoas acolhedoras, da comida mais deliciosa, de uma arquitetura fabulosa, de monumentos e paisagens inigualáveis, de um passado de histórias fascinantes e sobretudo por sua enorme quantidade de atrações. Pra não falar de exotismo, porque nem todo mundo gosta dele. Mesmo assim, nem todos gostam de Istambul, o que é absolutamente natural. Entretanto, quando algum destino é tão unânime e tão popular e mesmo assim consegue desagradar a alguém, tomo posição ao lado do primeiro, ou seja da maioria, e reflito que o problema está com quem viu e não gostou, não com o destino. Tal conceito tem me guiado quando faço uso do Tripadvisor. Ao ler comentários e classificações de leitores sobre destinos, atividades, hotéis e restaurantes, descarto opiniões negativas quando são minoria. E acabo sempre confirmando que quem tem problemas é o comentarista.

                 Dizem que gosto não se discute. Eu também discordo disso. Se discute sim. E enquanto bom gosto se aprende com educação e cultura, mau gosto expurga-se. Quem acha que não é discutível por exemplo o mau gosto da música de Michel Teló, levanta o dedo. E também quem acha que não se discute toda a sorte desagradável de lixo artístico que a mídia empurra garganta adentro do público, essa orgia do mau gosto que nos invade. Alguns até verdadeiramente sórdidos. Como, por exemplo, devemos ser obrigados a admitir que o genial Mozart e o funkeiro Mc Sapão têm o mesmo valor?, igualados pelo jargão “Gosto não se discute”. Especialmente aí o jargão toma jeito de petulância coletiva. Tão ignóbil quanto o (mau) gosto por apoiar a legalização das drogas e de negar o direito à união civil gay, seja por preconceito, tacanhice e mau gosto. Mais que sandice, reresentam uma estupidez: a afirmação de que predileções pessoais são indiscutíveis. No campo do turismo, alguém acha de bom gosto as lembrancinhas que trazem apenas o pênis da escultura de David, de Michelangelo, em camisetas?  

“A incapacidade de refletir sobre a própria existência leva pessoas a se apoiarem em verdades dogmáticas em relação a sua própria vida. Quando se diz que "gosto não se discute" encerra-se dogmaticamente a discussão, fazendo exatamente aquilo que se finge condenar: impor uma opinião. Sacraliza-se o tal gosto, impedindo sua discussão como se isso fosse uma heresia.” (*)

                 Pois bem. Tenho especial atração por questionar o que é estabelecido e adotar opiniões contraditórias. Especialmente clichês, jargões e estereótipos. Não pense que é ranzinisse, muito menos que é algo gratuito, senão por acreditar que há muita besteira estabelecida a necessitar demolição. E que é preciso ter peito e coragem pra isso. Escolher posições implica uma série de conseqüências. Boas e más. Sustentar opiniões e argumentar bem, também. Mas como não jogo pra platéia, estou pouco me lixando pro incômodo coletivo, já que escrevo apenas para leitores espertos, educados, inteligentes, que pensam e demonstram bom gosto, assumo as consequências. Especialmente quando noto que meu leitor prefere o valor de uma boa crítica (de bom gosto) a definições grotescas e toscas (de mau gosto) sobre qualquer destino.

                 Dogmas nada mais são do que conceitos que tentam ser verdades absolutas, entretanto não resistem à análise. E a única verdade universal, absoluta, na qual acredito é a mesma que ninguém pode negar: todos, um dia, vamos morrer. Já os gostos e outros comportamentos sociais podemos (e devemos) sim criticar, apontar e discutir, embora jamais julgar. Dentre os conceitos a que me refiro, os que mais me irritam são clichês, jargões, estereótipos, frases feitas, dogmas, mesmices e superficialidades. Especialmente quando estes, em conjunto ou isoladamente, não conseguem disfarçar a pretensão e/ou a superficialidade de quem as profere. Mas são os jargões os que mais desprestigio no universo das superficialidades críticas. Entre eles, “Gosto não se discute”. O jargão pretende assegurar que não há falta de gosto, tampouco gosto medíocre. Assim, fica então definido pelo jargão, que mau gosto não se discute. E quem não pensa, assume-o como verdade. Mesmo que seja o que mais se encontre por aí: falta de gosto e mau gosto.

                 Mas o que é bom gosto senão gostar do que é bom, e mau gosto gostar do que é ruim? Ter preferência não, esta não qualifica absolutamente nada como bom ou ruim, nem de bom ou mau gosto. Quem acha que gosto não se discute não quer ou não pode justificar suas escolhas, pretende apenas evitar polêmicas ou simplesmente abreviar discussões. Mau gosto, não se discute, expurga-se! E sabe como? Com educação e cultura. Gosto é social, é geográfico, é cultural, é estético. Por isso não é igual para todo mundo, obedece a grupos, a valores, a posições sociais. Para uma pessoa de bom gosto, gostar de música erudita, por exemplo, não a impede de gostar de Chico Buarque e de suas músicas e letras cheias de erudição e poesia, daquele perfeito domínio da linguagem e do idioma, algo infelizmente não acessível a todos. Mas decididamente impede esse mesmo alguém de gostar de Michel Teló. O contrário também é verdadeiro. Quem gosta de porcaria detesta Mozart, Chico Buarque, Caetano Leloso, Gozaguinha, Cartola, Paulinho da Viola... Ou melhor, definição do que é bom ou mau gosto resulta de um processo de ensino e aprendizagem, da infância à idade adulta. E de repetição. 

                 O gosto classifica uma pessoa. Ainda que possa não ser algo tão racional assim. Mas daí a dizer que "gosto não se discute" é encerrar qualquer possibilidade de compreensão social, do entendimento de que as pessoas agrupam-se em torno de determinados sistemas de valores e de posições sociais. Gosto é apenas mais uma complexa manifestação humana relacionada a comportamento social. Portanto, o mau gosto decorre sobretudo da imaturidade, da falta de conteúdo, da falta de graça, de cultura, de educação, de acesso, especialmente de competência para criticar bom e mau gosto. A afirmação de que o gosto não se adequa a regras da discussão e do desacordo, ampara-se na suposição de que gosto é único, privativo, resultado de algo individual, portanto distante de argumentações contrárias. Será mesmo assim? Considerar o gosto à prova de questionamento não contradiz o direito de diagnosticar o que é de bom ou de mau gosto. (*)

                  Evidentemente que eu compreendo o fato de que as pessoas são diferentes. Sobretudo de mim. Compreendo, gosto e admiro. Aliás, esta é uma das características mais atraentes nas pessoas: serem diferentes. De mim e dos outros. E seus gostos também. Nada mais do que aquilo que genuinamente todos somos: indivíduos comportando-se bem ou mal. Independentemente de concordar ou não com elas e seus gostos, aqui faço referência aos bons gostos. E ainda mais, àquelas pessoas de bom gosto que podem perfeitamente não gostar de um destino que eu tenha adorado, ainda que ela possa ser minoria. Por essas eu tenho o maior respeito e admiração. Já para as pessoas de opiniões grotescas, deixo o mau gosto dar conta de suas vidas, protegidas por seus raciocínios capciosos, pelo engano, pelo argumento ou raciocínio falso, ainda que com alguma aparência de verdade, pela falta de estilo, pelo estiloso mau gosto, pelo logro do jargão “gosto não se discute”.

                 Quando uma cidade como Istambul, com tal potencial turístico, torna-se familiar, suas melhores atrações deixam de ser as “imperdíveis” e unânimes para os que têm bom gosto, e então tornam-se as “escondidas” e desconhecidas. Ainda que possam estar emolduradas ou vizinhas de incríveis mesquitas otomanas, de muralhas bizantinas, de palácios de sultões e de bazares islâmicos. Ou, então, quando suas mais antigas tradições ficam encobertas aqui e ali pelo último grau de modernidade que um viajante atento e esperto sai para descobrir. Qualquer grande cidade antiga que já tenha sido Capital de tantos impérios da antiguidade - romano, bizantino e otomano, por exemplo - teria sua dose de modernidade fundindo-se ou tornando-se vizinha do antigo, seu repertório de atrações exposto lado a lado com o contemporâneo ou mesmo com o mais arrojadamente moderno. Por certo qualquer cidade monumental e antiquíssima tem atrações tão expostas quanto escondidas, tão dentro quanto fora dos caminhos batidos. Mas por vezes ficam ali à mostra apenas de quem se decide, pode, sabe e quer explorar o incomum. Nesta quarta vez que visitaremos Istambul, estou certo de que ela se tornará ainda mais "nossa", agora já familiar, sobretudo ainda incrivelmente prazerosa.

                 No campo das viagens e seus relatos, estamos cheios de clichês e assertivas. Tudo do qual discordo vivamente. Especialmente de quem pretende aparentar ser cool definindo-se como viajante, não como turista. Ou daquele que diz “não vá em hipótese alguma” a um lugar que detestou porque se esquece que pessoas são diferentes e seus gostos também. Todo e qualquer indivíduo que aparenta ser o que não é, torna-se pretensioso e de mau-gosto. Especialmente um turista que faz o que pode pra parecer local. Nós somos turistas. E sem frescuras. E tenho a mais escancarada vergonha alheia de pessoas que odeiam se sentir turistas enquanto viajam a turismo. Essa gente “bacana” que se espreme entre milhares de turistas para fazer aquela foto do Pôr do Sol em Santorini e depois sai com cara de desgosto e torna isso público. Ninguém é obrigado a gostar de espremer-se, mas deveria ser proibido de sendo turista fingir não ser. Nós nos esprememos quando é inevitável num lugar turístico repleto de turistas cada qual tirando suas fotos. Fazemos nossas fotos nos mesmos lugares onde milhões de outros turistas fizeram, porque afinal estamos ali fazendo o que todos fazem: turistando. E sem qualquer constrangimento tolo. Nos colocamos abertos a experimentar tudo o que há de bom numa cidade, seja turístico ou não. Seja indubitavelmente bom ou inesperadamente ruim. E tanto quanto possível, depois do óbvio, tentamos descobrir caminhos alternativos e jóias escondidas, sem todavia jamais acharmos que aqueles que não o fazem sejam idiotas ou desclassificáveis.

                 Com Istambul tem sido assim: quanto mais a vemos, melhor a percebemos, mais a descobrimos. A cidade velha é onde a maioria dos visitantes concentra-se, e em volta da famosa Mesquita Azul, da Hagia Sophia, do Topkapi, da Cisterna e dos Bazares, todos eles tremendos, espetaculares, tão incríveis quanto turísticos. Mas o turista que esticar seu olhar e desejo para longe dos principais pontos turísticos poderá descobrir verdadeiras jóias pouco exploradas: mesquitas como a Küçük Ayasofia e a Ortakoy, autênticos hammans (Çemberlitaş, Cağaloğlu ou Galatasaray), as yalis do Bósforo, galerias como a Cicek Pasaji de Istiklal Caddesi, as obras do primeiro arquiteto otomano, Mimar Sinan,  a Princes’ Islands, as casas e edifícios antigos do lado asiático, os jardins tranquilos, alguns bairros incríveis de vida cotidiana, como Kumkapı e seus inúmeros restaurantes de peixes.

                 Istambul sempre esteve em nosso imaginário. Talvez por seu exotismo e grandiosidade. Para viajantes nada mais natural do que tornar-se então um destino desejado. O melhor é que tão logo tornou-se realidade, correspondeu tanto ao que sonháramos que logo tornou-se a “nossa cidade”. E não foi apenas pelo que representou, nem só pelo que significa em nossa própria história de vida, de encontro e de amor, mas sobretudo também por sua potência. Istambul, além corresponder, excedeu nossas expectativas. E agora, ao tornar-se familiar, deliciosamente “habitual”, já a conseguimos reconhecer pelos cheiros. E os muitos prazeres que renovam-se a cada visita, mesmo já não aguçando nossos sentidos com a gravidade do primeiro encontro, agora nos proporcionando certos sorrisos, aqueles diferentes sorrisos próprios dos prazeres da familiaridade.  

                 Para esta nossa viagem ao Uzbequistão e Quirguistão escolhemos Istambul e a Turkish Airlines como pontos de chegada e de saída e nosso meio de transporte. Ambas acabaram tornando-se atrações acessórias à nossa viagem principal, uma dobradinha que nos atraiu mais do que a primeira opção - Paris e Air France - tão extremamente familiares e igualmente nada desprezíveis. Ficaremos um dia e meio na ida e dois na volta. E aqui estará o meu relato destas anterior e posterior à visita ao Usbequistão e Quirguistão. 

            Até lá. E boas viagens!

_______________________

(*) Notas: 

 Afinal, gosto se discute?”, de Gerson Luís Trombetta - Professor do Curso de Filosofia e do PPG em História da UPF, em

http://www.upf.br/filosofia/download/Texto%20Gerson%20ON%203_Afinal,%20gosto%20se%20discute.pdf

Gosto se discute?”, http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/2699121

Gosto se discute?”,  por Ramon Mapa, em Marmita Filosófica:  http://marmitafilosofica.blogspot.com.br/2009/11/gosto-se-discute.html

 

Reader Comments (12)

Engraçado, pois estava discutindo hoje sobre a questão mexicana: Cancun x Tulum x Playa del Carmen. E que tem muita gente gosta de Playa del Carmen, mas muitas que também não vêem muita graça nela. Isso não é motivo para desqualificar o destino, mas saber exatamente o que agrada o que não agrada.
E eu só sei que Istambul me agrada e que, das pessoas para quem indicamos a cidade, todas amam. Talvez algumas sejam mais unanimidades que outras, quem sabe? Mas mesmo que não se goste, uma coisa é certa: não deixa ninguém indiferente :-)
Um beijo...

17:25 | Unregistered CommenterEmília

Arnaldo,

Acompanho seu blog pelo leitor de feeds e hoje ao cadastrá-lo em outro navegador, precisei visitar a página principal.
Por isso não sei dizer se é novo ou não, mas não posso deixar de dizer que gostei bastante do 'novo layout'. Ficou moderno, bonito mesmo!

Bom dia
Estou interessado em trabalhar com para seus artigos do blog.

Entre em contato comigo.

Muito obrigada

Olá, Arnaldo!

Quero começar dizendo que eu realmente gostei de seu site e gostaria de contribuir com artigos com bom conteúdo em seu blog, bastando que você respeite os links que eu colocar nos artigos.

Eu trabalho em uma agência de viagens muito importante no México chamada Best Day. O que nós gostaríamos é poder enviar um artigo escrito por nós e que irá publicar em seu blog. O artigo teria um conteúdo bom e interessante sobre viagens, que possui links para o nosso site.

Não cobramos pelos itens, você pode até apropriar-se da autoria, tudo o que pedimos é que você respeite os nossos links.

Muito obrigado pela sua atenção, um abraço

Mafer

Olá, Arnaldo.

Quero começar dizendo que eu realmente gostei de seu site e que gostaria de contribuir com artigos com bom conteúdo em seu blog. Tudo que eu peço é que você respeite os links que eu colocar nos artigos.

Trabalho em uma agência de viagens muito importante no México chamada Best Day. O que nós gostaríamos é poder enviar um artigo escrito por nós e que você publicará em seu blog. O artigo teria um conteúdo bom e interessante sobre viagens e que possui links para o nosso site.

Não cobramos pelos itens, você pode até apropriar-se da autoria, tudo o que pedimos é que você respeite os nossos links.

Muito obrigado pela sua atenção

Um abraço

Eu visitei alguns lugares em minhas viagens eu não gostei tanto quanto eu pensei que eu gostaria, mas faziam parte da viagem, e eu tive que passar por eles para ir para outros que realmente gostava. Algumas pessoas adoram Benidorm, por exemplo, mas para mim é um destino que assusta-me como um turista. Embora eu deva admitir que há cerca de aldeias de montanha muito bonitas e um bom clima mediterrâneo.

Gostei muito desta reflexão, Arnaldo.
bjs

15:57 | Unregistered CommenterCarmen

Entretanto, Istambul tem isso, agrada a Gregos e Troianos e a nós.... e de repente virou "mania"...
e vai virair "mania" voltar ao teu blog, mas nada tenho a oferecer.....kkk somente o nosso bom gosto para ler e absorver coisas boas, que aqui vemos.
abs,

Amei Istambul quando lá estive.E concordo com você: gosto se discute sim.

Gostei muito da sua reflexão.

Abraços

Obrigado, Vera Marques. Istambul é óbvia demais. Não há quem não goste.

Concordo em genero, número e grau com todo o post. Quanto ao ranzinza, acho sim, que podemos ser um pouco. Implicante também, mas não muito. Abraço.

9:38 | Unregistered Commenterartur

Maravilhoso blog; ainda mais maravilhoso texto!

Com o passar do tempo, percebemos que não é edificante conversar sobre viagens com meros viajantes. Há muito para ser ver e "se sentir", dentro e fora dos pontos "ultraconhecidos" duma cidade. Quando fui à Istambul, aproveitei também o lado asiático e encontrei tantas pérolas guardadas até hoje em minha jovial memória.

No mundo, há muitos viajantes. Porém, contam-se o realmente "vividos".

Caro Renato Moul, a SULTAN AHMED está na décima terceira posição entre as maiores 15 mesquitas
do mundo, segundo esse site aqui:

http://amulhereoislam.wordpress.com/2012/02/12/as-15-maiores-mesquitas-do-mundo/

PostPost a New Comment

Enter your information below to add a new comment.
Author Email (optional):
Author URL (optional):
Post:
 
All HTML will be escaped. Textile formatting is allowed.