CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

             Por bom tempo - antes de me decidir por publicar um livro - meu lado esquerdo do cérebro brigou com fúria contra o direito até certificar-se de que o leitor teria nos meus livro não os textos que escrevi no blog, porque, entre outros motivos, livro é coisa séria, e ninguém (ninguém de verdade!) merece ler posts de blogs reproduzidos em livros, especialmente textos efêmeros, perecíveis, descartáveis ou preocupados em agradarem "o mercado" e a blogosfera. Felizmente, ao que parece, posts continuarão restritos aos blogs e livros a serem livros. O tema da viagem parece ainda não ter-se banalizado na literatura universal, nem ter-se rendido às formas diversas da monetização.

           Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Segunda-feira
Nov042013

IRÃ, Teerã – As primeiras lições da Pérsia

A belíssima caligrafia farsi no mural do National Museum of Iran

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26 de Novembro de 2013, dia da partida: Restaurante Shabestan, Teerã.

CINCO brasileiros, o encontro e um jantar de despedida

                       SE o visto era uma insígnia, a viagem um troféu. Que embora não devesse, terminava naquela noite em Teerã. Nos despedimos com melancolia, de um jeito que me ocorre apenas em viagens brilhantes. A cada nova cidade, novas e tão boas lembranças, experiências, encontros e boas surpresas se sucediam. E se havia algum conforto revendo as milhares de fotos, relendo anotações, naquela última noite no Irã recordar o que vivemos aumentava a saudade, ressaltava a tristeza da partida.

                       VIAJAR é sempre um privilégio que agradeço, especialmente nas despedidas. Retornar retornar pra casa, todavia, é um prazer de ainda maior valor. Entretanto ainda que fosse, não devia ser a hora de partirmos, e assim lamentávamos a despedida do Irã. Até o clima parecia conspirar a favor do nosso estado de humor: chovia em Teerã, o céu estava sombrio como nunca víramos nos quinze dias andando pelo país sob sol pleno e nenhum sinal de nuvens. Lamentávamos não ter mais uns míseros diazinhos no Irã. Na manhã seguinte o voo de Teerã a Dubai seria bem cedo. A longa distância do Aeroporto Imam Khomeini obrigava-nos deixar o hotel no fim da madrugada. Nada então poderia ser mais oportuno que uma despedida como aquela: jantando com três ilustres brasileiros em Teerã!

                       ÉRAMOS cinco. Além de nós, Gabriel Britto e sua Márcia - que começavam sua jornada pelo Irã -, a simpática Caroline Dutra, já familiarizada com o país, onde mora e trabalha, e nas horas que pode comanda o Coordenada XY, blog onde compartilha informações úteis e suas opiniões sobre o Irã. No dia seguinte teríamos o privilégio de jantar com a brasileira Fê Costa, desta vez em Dubai. Sua simpatia e delicadeza já nos coquistara virtualmente, e ansiávamos agora conhecê-la presencialmente. Mora e trabalha há cinco anos no Emirado, viaja mais que andorinha em migração e conta tudo no Viaggio Mondo. Tornou-se uma "embaixadora" brasileira, não oficial, mas que promove o encontro de outros blogueiros em visita ao país.   

                        FOI no Shabestan Iranian Traditional Restaurant, em Teerã, escolha do Gabriel - pela conveniência da proximidade com nosso hotel e pela recomendação no Lonely Planet. Teria sido uma daquelas noites de varar madrugada, de comida boa, entusiasmo coletivo, afinidades e alegria do encontro, da ansiedade por trocarmos experiências no país. Enfim, cheia de motivos para ser uma dessas que terminam com garçons pondo cadeiras sobre as mesas e varrendo os pés de clientes.

Shabestan Iranian Traditional Restaurant, em Teerã

                      ENTÃO, a contra-gosto, encerramos o encontro, mesmo com tanta vontade de continuá-lo. Foi por volta da meia-noite. Mas não de qualquer uma, senão de uma memorável noite. Já no hotel tentei descrevê-la em breves anotações. Mas a página em branco foi um tormento. Sobrava assunto, mas faltava entusiasmo.  Tentei reconfortar-me voltando no tempo, antes de dormir. Não muito, treze dias, quando chegamos em Teerã

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13 de Novembro de 2013, dia da chegada em Teerã.

AS primeiras lições da Pérsia 

                       PARA mim aquilo não era coisa simples. Eu estava no Irã. Acordei às dez da manhã. Dormimos às quatro, mas a ansiedade da exploração já nos deixara despertos àquela hora. Ainda que faltassem horas de sono e sobrassem de fuso horário. Embriagado por um trivial jet leg que um vôo Rio-Dubai-Teerã (por mais confortável que seja) não exclui ninguém dos efeitos, abri as cortinas espessas da janela do quarto.

Primeira de todas as lições da Pérsia: o povo é bonito, educado, elegante, discreto, receptivo e hospitaleiro

                      Eu estava ansioso pela vista que o hotel nos reservava. Eu não esperava avistar usinas atômicas, mas confesso que também não um panorama tão feio: o quarto andar lateral que o hotel nos entregara revelava telhados, um horizonte limitadíssimo, uma ruazinha sem vida, uns prédios feios e a lage do pavimento de serviços do hotel. Não era um espetáculo...mas eu estava no Irã

 Narguilé, o chachimbo de água, extremamente popular no Irã, entre homens e mulheres

                         O desjejum foi um reconforto. Mas havia ansiedade. Tudo o que eu queria - começar a viver nas ruas nosso primeiro dia no país - não me conferia o direito de relaxar. Afinal, chegava ao fim a manhã, um desperdício. Eu ainda me sentia num universo paralelo, nada era familiar, ainda que confortável e seguro. A falta de familiaridade, ou exotismo, contudo muito me agrada em viagens.

                       O ar em Outubro é respirável, a temperatura é amena, ronda os 25 graus no topo e os 12 na base. Os dias são plenamente ensolarados. Não se encontram sinais de nuveus no céu. O hotel parece estar num bom lugar, é centra, movimentado, não remoto. Mas Teerã é gigantesca, eu ainda não sabia avaliar a localização. O café espresso foi revigorante. E muito interessante o desjejum com raros estrangeiros e muitos iranianos. Às onze e meia estávamos na Recepção do hotel e logo encontramos Mojick, nosso guia, o jovem extremamente educado, simpático, elegante e culto. Características que só mais tarde perceberíamos serem comuns aos iranianos.

  Centro de Teerã. Movimentada, frenética, ardida de fumaça, mas receptiva e hospitaleira

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TEERÃ, a megalópole

                       Toda cidade tem sua personalidade, história, momentos de brilho e declínio. Algumas resistem aos seus conquistadores e governantes, outras não. Umas atraem mais, outras nem tanto, têm mais história ou modernidade. Teerã tem tudo para agradar, mas não posso dizer que seja encantadora. É o portão de entrada do país, o primeiro gosto que se tem da Pérsia, mas não o mais saboroso. É megalópole, impressionante. E entupida pelo tráfego, engasgada pela fumaça. Tem 8 milhões de habitantes, ou 15 se contabilizados quem vive na periferia, ou Grande Teerã. Entretanto, limpeza e capricho parecem fazer parte da cultura persa, porque apesar desta fenomenal aglomeração urbana, e de todos os problemas comuns às megalópole, sobretudo da poluição do ar (e visual), a cidade é limpa no chão. 

 (Kashan) Antigas ou não, ruínas ou conservadas, as principais atrações do Irã não estão em Teerã

                         As muitas maravilhas do Irã não estão concentradas apenas na arte e arquitetura. Quem lê sobre o país sabe que a Pérsia tem uma literatura rica e abundante, especialmente representada pelos poetas Ferdowsi, Rumi, Sa´di, Hafiz e Omar Kayan. E uma natureza relativamente variada em seus 1.648.000 Km2. Tem clima variado, que representa bem as quatro estações do ano. Dpois da água, o Sol é um patrimônio. Juntos com o solo, proporcionam plantio e colheita de produtos da agricultura, limitada na variedade, rica na qualidade: arroz, trigo, frutas, milho, cevada, por exemplo. E tem produtos da pesca, originados do Mar Cáspio, no Norte do país. Tem altas montanhas, densas florestas e semi-desertos.

  Tapetes persas. Principal produto de exportação. Na foto, um lindo Tabriz

                        Não se pode dizer que o gosto iraniano moderno - na decoração e ornamentação de suas fachadas e nos letreiros das lojas - seja o que se possa chamar "minimalista". Tampouco atual. Há excesso de linhas e conceitos, ainda que tudo com uma personalidade indiscutível. Vimos bairros com habitações simples, outros mais requintados. Soubemos que o valor do metro quadrado de um apartamento vai de mil a três mil dólares em Teerã nos bairros melhores. As ruas são bem calçadas e arborizadas. O asfalto é impecável, liso e brilhante, como además em todas as cidades que visitamos e nas rodovias. O país vive problemas econômicos restritivos, mas o equipamento urbano é bom e bem mantido. Teerã é bem sinalizada. São muitos os viadutos, túneis e passarelas, todos enriquecidos com mosaicos cerâmicos decorativos de desenhos bonitos. E bem iluminados à noite.  

 Em geral, bem sinalizadas são estradas e cidades. Mas podem render boas aventuras quando escritas apenas em farsi

                       Os hotéis são medianos e há boa quantidade de restaurantes. Tudo na cidade espalha-se por seu imenso território. Anda-se com segurança e tranquilidade nas ruas, como o fizemos várias vezes à noite e a sós. Não há tanto o que ver turisticamente em Teerã, mas o muito que viver. São excelentes os museus, sobretudo no acervo, ainda que extremamente simples as instalações. A cidade é apropriada para aclimatar o turista ao país, sobretudo para resolverem questões práticas relacionadas às jornadas pelo interior. Há boas agências de viagens e casas de câmbio. Com um dólar americano trocado por 30 mil rials, o câmbio de 200 ou 300 equivale a sair com um monte de notas velhas. 

Portal de Bagh Melli, de 1922. Construído por Reza Khan. Estilo "qajar-pahlevi" em Teerã

                       O que eu sabia do Irã estava nos livros de História, nos romances, nas lendas e nos contos persas. E a Capital não é a cidade que represente tão bem esse papel de milhares de anos de história, de romantismo, dasde influências pré-islâmica, islâmica, assíria, babilônica, egípcia e grega, civilizações que moldaram a cultura do país. Gostamos da cidade, mas eu ansiava pelo interior, pelos oito sítios classificados pela UNESCO como Patrimônio Mundial, pelas pequenas cidades, e tudo o que estivesse associado aos poetas iranianos Omar Khayyam, Hafez e Saadi, precursores da sofisticada cultura da poesia, mais valorizada pelo povo que o petróleo por seus exploradores. O gosto vem de tempos antigos, parecem ter sido influenciados por povos ancestrais que governaram a Pérsia: safávidas, afsháridas e qadjars. E também pelo romantismo das cidadelas, mesquitas, madrassas e bazares, jardins, fontes e perfumes. E fundamentalmente pelo que é mais nobre: o amor.

  

Viajar pelo interior é adorável. Mas nos banheiros, nem sempre é possível identificar feminino ou masculino!

                        Não fosse minha disposição em olhar o mundo como ele é, provavelmente o faria como divulgam americanos e israelenses. Para quase todo o Oriente Médio, sobretudo para o Irã. Mas nada como viajar ao país para logo perceber que o Irã em nada se parece com aquelas imagens perversas: violência, fanatismo, atrasos econômico e social, ignorância e falta de cultura. Não é o Estado, mas a sociedade civil que se destaca no país. Ideologicamente teocrática, profundamente controlada pelo governo, dominada pela religião, mas também regida pelo capitalismo. O país é riquíssimo em recursos naturais. Tem a segunda reserva mundial de gás e petróleo do planeta, uma indústria automobilística que produz 500 mil veículos por ano, entre carros e caminhõs de marcas nacionais. Há muitas outras fábricas, a maioria estatais.  

As estradas por onde passamos, assim como as cidades, tinham asfalto impecável

                        As covardes sanções econômicas impostas ao Irã impedem-no de serem a potência econômica e a liderança do Oriente Médio, que tanto temem (e não desejam!) Estados Unidos e Israel. Mas os dias da demonização americana, temperados com pitadas de suja e preconceituosa visão ocidental, não fizeram o mundo inteiro acreditar que o Irã fosse mesmo o centro de todo o mal. Muitíssimo menos uma incendiária sociedade inculta, ignorante, incivilizada, que vive para disseminar o ódio pelo Ocidente. Colocaram o Irã no patamar do Paquistão, da Somáia, do Afeganistão e do Iraque. Uma barbaridade que felizmente o visitante compreende ser apenas o que tentam fazer crer israelenses e norte-americanos.

  

E ainda que a sinalização seja eficiente, nem sempre é eficaz para quem não domina o farsi

                        O povo é culto e educado: apenas 8% são analfabetos entre os 75 milhões de habitantes. O desenvolvimento econômico seria comparáveis e até superiores aos do Brasil e México, não fossem os embargos. O país não depende de importação de alimentos, inclusive de milho. Produz arroz da melhor qualidade, mas não o suficiente para o gigantesco consumo interno. E um certo desperdício que notamos na quantidade que sempre sobrava ao pedirmos os pratos sempre acompanhados de arroz. O que lhe falta, importa da Tailândia, mas consideram de qualidade inferior o produto. Também é um dos maiores produtores de trigo e de frutas, que também exporta. Na pecuária, tem cerca de com 60 milhões de ovinos, 40 milhões de caprinos e 12 milhões de bovinos. Seu produto de exportação mais reconhecido são os tapetes persas, depois o caviar.

Eu já mencionei que o povo é simpático, sorridente, gentil, acolhedor e bonito? OK!

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São insondáveis os costumes iranianos 

                       Viajar é um interminável aprendizado. O caráter do povo é impressionante, sua polidez e elegância comuns em qualquer nível sócio-econômico, de forte identidade nacional. Como bem definem as palavras de João Oliveira, cidadão português, autor do livro “Uma Volta ao Mundo - Crónicas em Viagem(*):

O que pensar de um povo que peregrina aos túmulos de seus poetas, alí se reúne e convive com alegria? O que pensar de um povo  que pede aos poetas que alí estão enterrados, sua benção?”  (como seria bom ler escritores brasileiros de viagens escrevendo tão bem quanto s autores portugueses. Quanta diferença!).

                       O Irã é grande demais para ignorar. E complexo demais para entender. Tudo o que recomenda aos visitantes estudarem as características fundamentais da sociedade, a cultura e o patrimônio do país. Mesmo que num relance. Um viajante que o fizer verá muitas portas e janelas abrirem-se, levando-os a enxergarem além da superfície, compreenderem as peculiaridades, encontrarem mais que o óbvio.

Portão do Parade Ground Complex -Teerã. Portas e janelas que se abrem ao visitante

                       Minha primeira fonte de consulta sobre costumes e comportamento foi o livro "Iran - Culture Smart!: the essential guide to customs & culture"(*). E não ignorei o universo de informações disponíveis na Internet. Turísticas ou não. Das mais práticas, de sobrevivência, às mais complexas, comportamentais. Coisas como saber que não se aceitam cartões de crédito internacionais, o que torna imprescindível viajar com boa soma de dinheiro. E saber como trocá-lo pela moeda local. Foi assim que encontrei o blog Coordenada XY no mundo de informações brasileiras e estrangeiras na Internet.

                       Com a eleição de Rohani, há muita coisa nova no horizonte sobre o Irã. Há céticos e descrentes, mas também quem acredite em mudanças. O que eu pude sentir, tanto quanto me foi possível avaliar, é um discreto sentimento de alívio das pessoas com o fim do período Ahmadinejad. Especialmente percebido quando em conversas conseguíamos desenvolver o assunto. Notamos esperança nas perspectivas de um futuro diferente, na abertura do país para o mundo e no relaxamento nas sanções econômicas impostas por parte do Ocidente. 

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T'aarof, Ta’arof ou Tarof – O ritual da cortesia

                       A mais curiosa e complexa forma de expressão comportamental é o Tarof. Superficialmente é fácil entendê-la, mas impossível colocá-la em prática. Resumidamente o tarof origina-se na hospitalidade ancestral do iraniano. Tournou-se parte da psiquê do povo, mais que educação, polidez ou formalidade social. O termo é persa, portanto define um costume exclusivamente iraniano. Fundamentados na polidez e na pretensão da humildade, no costume de tratar bem aos convidados até melhor que à própria família. No Ocidente o que mais se aproxima do "taarof" é quando duas pessoas discutem quem vai pagar a conta no restaurante. É um código do tipo “recusar-se para depois aceitar”. Mas é importante saber que uma das partes esconde sua verdadeira intenção, isto é, recusa duas vezes e espera a terceira oferta para aceitá-la. Jamais deve ser confundida com “barganha”, costume comum aos árabes, não muito aos persas. Se fosse possível traduzir para o português, eu chamaria "jogo de cerimônia". Algo como oferecer demais (ou recusar), por educação. 

                        Experimentamos nosso primeiro taroof ainda no primeiro dia em Teerã. Pagamos o almoço de nosso motorista, que ao fim do dia convidou-nos para jantar em sua casa. Declinamos porque estávamos exaustos, mal dormidos, sobretudo porque não estávamos certos de que o convite era para ser aceito. Todavia, ficamos tocados com a simpatia do senhor. Foi muito agradável comermos deliciosos kebabs, yogurte, salada e arroz iraniano com açafrão sentados em tapetes orientais. Também experimentamos o taroof quando almoçamos num restaurante popular no Grande Bazar de Kerman. Ao pagarmos a conta o dono do restaurante “zerou” seu ábaco (sim, ele não usava uma calculadora eletrônica!) dizendo que não tínhamos que pagar nada, que era um prazer receber brasileiros em seu restaurante. Recusamos com simpatia e ele aceitou o pagamento pelo delicioso almoço. Outro cuidado que o turista deve ter é que não deixa de ser relativamente comum ser convidado para ir à casa de um iraniano. Mas é preciso saber se o convite é real ou uma forma polida de despedir-se. Não é muito fácil distinguir o que deve ou não ser aceito.

O povo. Casais andam no máximo de mãos dadas

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O povo 

                       O Irã é uma sociedade multiétnica e multicultural. Resulta de milênios de migrações e conquistas. A maioria da população fala persa e dialetos relacionados à sua etnia principal. O restante, línguas indo-européias, uralo-altaicas, grupo hipotético de idiomas que seriam compostos pela união das línguas urálicas com as línguas altaicas e de outras da família semítica. Homens e mulheres socializam-se separadamente. Apresentações geralmente restringem-se ao mesmo sexo. Uma mulher jamais estende a mão a um homem, tampouco senta-se ao lado dele num lugar público, a menos que seja da mesma família. Casais andam nas ruas no máximo de mãos dadas. Beijos, nem pensar. Homens cumprimentam-se beijando outros homems no rosto. Com três beijos. Mulheres também.

                       Talvez devido à multietinicidade o iraniano seja tão historicamente curioso acerca de nós. Sobretudo de que país viemos. Mas nos perguntam se somos casados e em que trabalhamos. Um turista desavisado poderá intimidar-se, mas a curiosidade é honesta. O iraniano é low profile. Além de sua orientação religiosa ortodoxa, foi provavelmente esta característica comportamental que ajudou a desenhar seu caráter tão formal. Na hora de comprar, diferentemente do que acontece nos países árabes do Magreb, o iraniano não dá um preço inicial exagerado esperando negociá-lo para então fechá-lo pela metade. Ao contrário, são objetivos, muito mais transparentes, confiáveis. Preços aceitam descontos no máximo em torno dos 10% a 13%. Todavia há casos em que nenhum desconto é concedido. As compras no país, então são bem mais agradáveis e serenas, confiáveis e transparentes do que no Marrocos e Egito, por exemplo. Além de tudo o iraniano é extremamente simpático, educado e polido, fala baixo, não gesticula e respeita as mulheres. Visitantes são considerados uma honra, mais que isso, um privilégio. Recebem-nos então com calor e generosidade. E uma delícia inteagir com eles. Mas são os jovens particularmente os mais curiosos e abertos ao contato. São bem informados sobre o Ocidente.

Eu já disse que o povo é doce, simpático, educado, receptivo, curioso e interessante? Ok!

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Teerã, turisticamente falando

                       HÁ bons museus. De arte moderna, do vidro, de tapetes, de jóias e obras antigas. Bons mesmo. O National Jewels Museum of Iran tem peças tão incríveis da dinastia safávida, que governou a Pérsia de 1502 a 1736, que seu enorme valor e significado ocupa uma enorme caixa forte no subsolo da Casa da Moeda do Irã. São jóias que literalmente fazem o visitante reavaliar tudo que já viu. Até ao ponto de achar o Topkapi de Istambul um diamante tosco e as jóias da coroa inglesa uma pobreza. É tão valioso, tão espetacular, tão abundantemente rico que a visitração é controladíssima, feita em grupos de cerca de 15 pessoas, acompanhada por dois agentes do Banco Central do Irã. Há alarmes e câmeras por todo lado. Evidentemente que não se pode fotografar a suntuosa coleção.

                     O National Museum of Iran combina dois museus, projetados em 1937 pelo arquiteto francês Andre Godar. O prédio principal abriga uma coleção arqueológica apreciável, distribuída em três halls, com artefatos das eras paleolítica, neolitica, da idade do bronze, da idade média e dos períodos aquemidas, seleucidas, sassanidas. A parte pós-islâmica foi inaugurada em 1996, ocupa três andares e contém peças cerâmicas, têxteis, instrumentos e peças com até 1.400 anos de história islâmica.

Persépolis, no National Museum of Iran

                      Do Grand Bazaar não se pode dizer que seja grande. É enorme. Um centro comercial oriental labiríntico, autêntico, ainda que a recheado de lojinhas de badulaques e bugigangas chinesas. Há lojas de jóias de ouro e prata, de especiarias, de cobre, de tapetes, de tecidos, de roupas, alimentos, especiarias, de tudo, distribuídas por um enorme conjunto de corredores cobertos e por setores. Dizem que são mais de 10 km de ruas internas cobertas, sei lá quantos milhares de lojinhas e dezenas de caravansarais antigos transformados em espaços comerciais.

 No Bazar de Esfahan, um mundo de produtos e artesanato fabuloso

                       Para as mulheres estrangeiras,é um bom lugar para adaptarem-se à moda iraniana, ainda que seja popular e a qualidade bem inferior ao que se encontra em lojas de rua. Para a sociedade local, é também um lugar para discussões, encontros sócio-políticos, e de todas as classes sociais.

É difícil encontrar um lugar mais atmosférico que o interior de um Bazar iraniano. Especialmente entre 12 e 15 horas, quando fecham para a sesta, reabrindo até 21 horas

                     Complementando o Grand Bazaar de Teerã, há serviços como bancos, financeiros, câmbio, mesquitas, restaurantes e até guest houses. Já visitei alguns bazares no Oriente Médio, na Turquia, no Norte da África, especialmente o de Damasco, Síria. O de Teerã não me empolgou tanto, ainda que tenha sua autenticidade, seja algo atmosférico. Mas não é tão misterioso e fascinante quanto os do interior do país. 

Bazares. Em todo o Oriente Médio, uma grande atração, mas os do Irã excedem na autencidade e atmosfera...

                       Na lista de curiosidades da Capital iraniana, ainda que não propriamente uma atração turística, está a antiga embaixada Norte-americana, chamada U.S. Den of Espionage (antro de espionagem). Pegamos o metrô cuja estação sai diretamente defronte a ela. O complexo abrigou agentes da CIA que em 1953 engenharam o golpe de estado contra Mohammad Mossadegh, depôs o governante eleito pelo povo. Depois, por 25 anos, serviu de base às ações americanas que suportavam o Sha Reza Pahlevi, posto no poder pelos americanos. Em Novembro de 1979, depois que o Ayatollah Khomeini foi eleito Supremo Lider da primeira República Islâmica do mundo, a embaixada abrigou os 52 cidadãos norte-americanos mantidos reféns por 444 dias, em represália à não devolução do Xá, exigida pelo Irã, que fugira para a Europa e depois para os Estados Unidos.

 Foto: João Leitão Travel

http://www.flickr.com/photos/joaoleitao/

                       O edifício agora abriga a Sepah, a guarda revolucionária.  O complexo era fechado ao público na época de nossa visita, mas lemos que uma semana depois foi aberto. O que os transeuntes não ignoram são os murais coloridos pintados nas paredões que cercam a embaixada, mostrando a aversão do Irã aos Estados Unidos, especialmente o que retrata a Estátua da Liberdade com face de caveira, segurando um rifle em vez da tocha original. Há incrições em inglês e persa desejando a "morte" da América. O antigo selo dos Estados Unidos, originalmente exibido no portão da antiga embaixada, foi raspado até praticamente tornar-se ilegível. Infelizmente fomos advertidos para não tirarmos fotos. Mas há boas no Flickr, feitas por quem teve mais coragem que nós.

Os palácios

                       O Palácio de Golestan é uma das atrações turísticas mais atraentes e concorridas de Teerã. Na Praça Khordad, é um conjunto de edifícios dentro de um parque, murado e rodeado por com canais que trazem água das montanhas Tochal. Originalmente construído na época de Shah Abbas, da dinastia Safávida, que durou de 1502 a 1736, foi renovado por Karim Khan Zand (1750-1779). Agha Mohamd Khan Qajar (1742–1797) escolheu Teerã como capital de seu reinado, a partir da Dinastia Qajar, e tornou o palácio sua residência oficial e da família real. Fica no Arg, ou cidadela, a parte antiga mais histórica da cidade. Desde sua construção novos edifícios foram sendo construídos durante os diferentes reinados de Karim Khan Zand, tais como o Shams-ol-Emaneh (Edifício do Sol) e o Emarat-e Badgir (Edifício das torres de vento), ambos com traços de um estilo arquitetônico com traços europeus, influências obtidas durante as viagens do rei. O interior de alguns edifícios foram projetados para impressionar dignatários estrangeiros durante suas visitas oficiais ao país na corte Qajar. O Eyvan-e Takht-e Marmar (Terraço do trono de mármore) e o Talar-e Aineh (Salão dos espelhos) têm um belo curioso trabalho decorativo de espelhos cobrindo parte de suas paredes. Também podem-se ver bonitos exemplos de pinturas, mosaicos e vitrais iranianos.

 

                      O Saadabad Palace Complex é um complexo palaciano construído pela Dinastia Pahlavi, onde o Xá Reza Pahlavi viveu na década de 1920. Após a Revolução Iraniana, em 1979, os pavilhões foram transformados em museus, mas o palácio presidencial atual do Irã, ou Kakhe malakeye madar, é adjacente. Numa visita, além da arquitetura o ornamentação, o visitante pode observar parte da história do Irã e aspectos culturais do país através do seu acervo. 

Palácio da era Pahlevi. Os maiores tapetes iranianos do mundo

                     O Azadi Monument não é exatamente uma "atração turística", mas tem a curiosidade de ser o símbolo da cidade e da independência do país. Foi construído em 1971, pelo Xá Mohammad Reza celebrando os 2500 anos de reinados persas. São 3 andares em 45 metros de altura, revestido com  25.000 blocos de granito da província de Hamadan. Apesar de seu desenho moderno, nele incorporam-se traços dos períodos islâmico e pré-islâmico na arquitetura e na ornamentação, como o arco de 21 metros, que representa o período sassânida, pré-islâmico. O desenho do monumento também representa as mãos em oração. Quatro elevadores e duas escadas com 286 degraus levam ao topo do monumento, de onde se tem uma grande vista de Teerã. No porão há um museu com cerâmicas, artefatos de bronze e vidros pré-históricos, além de fotografias e modelos retratado a vida tradicional de diferentes partes do Irã. É fora de mão, fica a meio caminho do aeroporto interncional.

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O Metrô de Teerã

                      Ainda que um projeto dos anos 70, o Metrô de Teerã foi inaugurado em 2001. Tem 4 linhas, duas construídas recentemente, em 2007. Transporta mais de 2 milhões de passageiros por dia e em 2010 foram contabilizados 459 milhões de passageiros. É bonito, moderno, claro, confortável e eficiente. 

                      Passamos um dia e meio em Teerã nesta primeira fase da viagem. Foi suficiente, útil para nos aclimatarmos ao país e à diferença de fuso horário. Estávamos então fisicamente bem para o intenso roteiro dos próximos dias. Na manhã do terceiro dia seguimos de avião para Tabriz. Ao chegarmos, fomos de carro para Kandovan, a 60 quilômetros. É seguro o Irã? SIM. Absolutamente. Pelo menos ao nível da segurança pessoal a que estamos preocupados em viagens, como assaltos e coisas assim. O maior motivo de preocupação até aqui foi com o trânsito. Atravessar as ruas em Teerã é uma grande aventura.

                     Em gratidão a todos que nos atenderam, serviram, guiaram e acompanharam no Irã, expresso meu sincero e sensível reconhecimento.

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Notas: 

(*) O mundo olha pro Irã por causa de suas pretensões atômicas, mas o que poucos sabem é que o país é o único produtor do Oriente Médio de geradores de energia eólica e solar. E, aqui entre nós, é meio prepotente esse jeito americano e israelense achar que só eles podem ter bombas atômicas e protegerem-se de ataques externos.

(*) Livros: Uma Volta ao Mundo - Crónicas em Viagem do Irã, de João Oliveira - Edições Longe - ASIN: B0045EOJ18

Iran - Culture Smart!: the essential guide to customs & culture  - de Stuart Williams – Kuperard ISBN-10: 1857334701

(*) Patrimônios mundiais classificados pela UNESCO: Meidan Emam, ou praça de Abbas I em Esfahan; Persépolis, a antiga capital persa, fundada por Dário I em 518 a.C.; Tchogha Zanbil, a capital religiosa do reino elamita fundada em 1250 a.C.; Bam, cidade do período aqueménida fundada entre os séculos VI e IV a.C.; Pasárgada, capital do império aquêmida; Takht-e Soleyman, o sítio arqueológico com um templo sassânida dedicado à deusa Anahita; Soltaniyeh e Bisotun.

(*) Comida: quase todas as refeições iranianas incluem o pão (nun) ou o arroz (berenj). Existem basicamente quatro variedades de pão: lavash, pão fino consumido no café da manhã; o barbari, um pão fofo e salgado feito com farinha branca e por vezes coberto por sementes de gergelim; o sangak, comprido, cozido sobre pedras lisas, e o taftun, fino e oval. O arroz branso simples, cozido, é chamado de chelo; quando com outros ingredientes, frutos secos ou carnes, por exemplo, é chamado pollo. O açafrão dá cor e sabor ao arroz que acompanha carnes de carneiro. O chá encerra todas as refeições. 

(*) Depois de quatro anos de bloqueio, o governo iraniano anunciou ter liberado em setembro último o acesso ao Facebook e ao Twitter, segundo jornalistas estrangeiros que vivem no país. As redes sociais haviam sido proibidas em 2009 com os protestos que marcaram a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad. No entanto não sonseguimos acessar estes e muitos outros sites. 

 

(*) Espinas International Hotel Tehran http://www.espinashotels.com/about-espinas.html foi nossa primeira experiência hoteleira no Irã. Tem 66 avaliações e 26 fotos de viajantes no Tripadvisor, algumas bem recentes. É classificado como cinco estrelas, mas vale quatro. Fica "bem localizado", próximo ao Laleh Park, a "zona verde" da cidade, uma área especialmente agitada. Não é um bairro turístico. O check-in foi rápido, receptivo, simpáticoe atencioso, por recepcionistas com bom domínio do inglês. Retiveram nossos passaportes até o check-out, como depois em todos os hotéis que nos hospedamos. Aparentemente é um hotel para viagens de negócio, mas também ponto de encontro da sociedade local, e um bom lugar para grandes eventos, de casamentos ao encontro de embaixadores em Teerã, ocorrido numa das noites em que tomávamos um expresso delicioso no saguão. O quarto é confortável, estava limpo, adequado aos nossos propósitos. Há conexão à Internet por wi-fi gratuita, sofrível. O banheiro é mediano, os produtos de quarto abundantes e o café da manhã honesto, sem charme, mas relativamente variado, típico de hotelão, na verdade o melhor de toda a viagem. E tem café expresso. É um hotel impessoal, mas foi nossa melhor experiência em termos de hospedagem.

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A seguir

Kandovan - A estranha vila iraniana escavada nas rochas 

 Kandovan, nossa próxima parada no Irã 

Reader Comments (11)

Olá,
meu nome é Aimoré Sá e trabalho no departamento de marketing online do trivago Brasil (trivago.com.br).
Lemos o seu blog e consideramos o conteúdo interessante e gostaríamos de saber se estaria interessado em fazer uma parceria conosco, potencializando assim os pontos fortes e qualidades de ambos.
Nós estamos abertos para ouvir as suas idéias e expectativas para esse trabalho em conjunto.
Agradeço desde já pela atenção e fico aguardando seu retorno.

Aimoré, obrigado pelo contato e oferta de parceria. Por favor, preciso saber a que se refere quanto ao termo "parceria". Quanto a eventual publicidade no blog, não vinculada a posts publicitários ou matérias relacionadas ao seu negócio, não há problema, basta encontrarmos um jeito de inserirmos um banner com seu anúncio e estabelecermos um preço.

Aguardo seu retorno

Poderia estar entrando em contato por email?
meu email é:
aimore.costa@trivago.com

12:55 | Unregistered CommenterAimoré

"Eu já mencionei que o povo é simpático, sorridente, gentil, acolhedor e bonito? OK!" Concordo, as fotos estão aqui para comprovar, as pessoas são simpáticas e muito bonitas, principalmente.

10:40 | Unregistered CommenterRosa

ROSA, é difícil (não falo em outra coisa aqui) transmitir, seja em fatos, seja em fotos, o que penso, para o leior. Por isso é tão bom quando há o seu reconhecimento.

Sim, o que eu pretendia era que o leitor percebesse o quanto o povo iraniano é genuinamente simpático e receptivo.

Obrigado pela visita, sobretudo pelo comentário.

Que alegria ler suas impressões sobre esta viagem ao Irã! Estamos ansiosos por novos posts!

18:25 | Unregistered CommenterVera

O seu artigo pela sua visita ao IRA, levou-me incialmente ao meu objetivo. Atualmente, teria interesse em desenvolver viagens de estudo - chamado - pelos alemães de "Studienreise", para pessoas com uma cultura e interesse pelo mundo islâmico, conto com apoio pleno da Embaixada da República do Irã, em Brasília. Como fazemos para nos comunicar, me mail: brasil1@silcom.com;claudiusheckmann@gmail.com

Claudio, não entendi no que eu posso contribuir com seu objetivo.

Excelente blog, caro Arnaldo.
Estou lendo e tentando convencer minha esposa a irmos ao irã. Ela está quase convencida.
Uma pergunta: somos um casal. Quando andarmos em transportes públicos (trens, metrôs, ônibus, taxis) temos que ir em vagões ou em veículos separados? Li alguma coisa a respeito. Pergunto isso sobre Teerã, Isfahan, Shiraz etc.
Obrigado!
Dilson

18:23 | Unregistered CommenterDilson

DILSON, obrigado pela visita e comentário. Não, não é preciso irem separados. O vagão feminino não é compulsório. Eu e minha mulher andamos num vagão onde havia mulheres.

Olá, Arnaldo!

Sou apenas leitora curiosa, vi seu blog e gostei muitíssimo. Tirou as minhas dúvidas sobre este País e acabei apaixonando por sua cultura que é rica e nobre de alma.

Obrigada por compartilhar conosco e ter apresentado o País!

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