CONHEÇA O AUTOR

          

         Depois de estabelecer-se na Internet desde 1999 escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo (Editora Abril). Agora, Arnaldo prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando na literatura com um livro encantador que, segundo o autor, é o primeiro de uma série.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui neste blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de uma conversa baseada na informalidade, o livro mistura traços de coloquialidade e informalidade com uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, mas é apenas uma outra maneira de me expressar sobre viagens, transmitir sem fantasias o mundo que vejo, isto é, como ele é, não como o imagino. A leitura revelará, todavia, aqui e ali, discrepâncias entre minhas expectativas e a realidade confirmada no destino. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". Então, a partir deste meu primeiro, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase da minha vida.

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo Trindade Affonso é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti 2013 na categoria Reportagens

Ronize Aline:

            "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária e crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista passou pelas redações das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

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Sexta-feira
Abr122013

IRÃ, o último segredo do Oriente

                        EU ainda era pré-adolescente nos anos 60. Na escola, admirava os intrépidos exploradores que as incríveis aulas de história do Professor Emir Amed me apresentavam. Não por acaso a matéria tornou-se predileta. De Charles Darwin a Fernão Dias, me encantavam todos aquels desbravadores e epopéias que eu passava a conhecer a cada nova aula. Uma ponta de inveja me tomava. À medida que os estudava, aprofundando-me nas suas investidas exploratórias, descobertas e incríveis aventuras, ia mais fundo na atração pelos lugares onde aquelas histórias se desenrolavam. Ainda hoje não consigo traduzir as emoções daquelas minhas aulas de História...

                        A certa altura fui apresentado à Rota da Seda, à Ásia Central, à Pérsia e ao mundo islâmico. Sem saber que mais tarde seria lugares que eu visitaria. As novidades tornavam-se encantamentos à medida que as conhecia. E a fantasia, cada vez mais inclemente. Não seria de estranhar que Marco Polo fosse meu primeiro super-herói. E que Alexandre Magno e os Selêucidas os inimigos a combater. Nada conseguia ser tão intrépido, mágico e místico quanto os relatos daqueles viajantes pioneiros e exóticos. Tampouco os lugares que percorriam. Nenhuma outra região do planeta aparentava ser tão atraente aos meus olhos adolescentes. Do mundo, aquele lugar parecia ter roubado todo o exotismo. Passei então a sonhar com ela. E a desejar especialmente a Pérsia, a Babilônia, Persépolis e Esfahan, lugares que exerciam um poder extraordináriamente atraente que as memoráveis aulas de História me despertavam.  Contadas com entusiasmo por um dos mestres que marcaram minha vida, vivíamos então uma época romântica:  a educação se valorizava, as escolas públicas eram ótimas e os alunos respeitavam, admiravam e tinham seus professores como ídolos.

                       TORNAVAM-SE viagens extraordinárias, aquelas aulas de história no ginásio.  E agiam de maneira  inclemente potencializando meu fascínio pelo Oriente Médio, naquela altura, um lugar absolutamente inalcançável: minha idade e a mais completa falta de meios e recursos não deixavam o desejo ultrapassar a barreira dos sonhos. E assim permaneceram por muito tempo. Mas volta e meia alimentando-se em minhas viagens pelos livros e filmes. Todavia, fisicamente, o mais perto que eu conseguira chegar da Pérsia foi da fruta: a Lima da Pérsia, que meu pai expremia todas as manhãs. Afortunadamente, já adulto (e bem mais privilegiado), comecei minhas viagens internacionais. E a realização dos sonhos de visitar países islâmicos, especialmente os que mais me encantavam: Egito, Síria, Jordânia, Marrocos, Tunísia, Emirados de Dubai e Qatar, Usbequistão e Quirguistão. Assim como outros na Ásia, como Turquia e Malásia, e mais especialmente a multi-religiosa Índia. Todos tornando-se profundamente inesquecíveis à medida que os conhecia. Cada qual resgatava ao seu jeito um pouco de tudo o que li e aprendi nas aulas do meu inesquecível professor. Visitando-os aprendi a complexa e exuberante cultura islâmica. E passei a admirá-la. Mas foi apartir de uma viagem em especial - à Síria - que passei a desejar imensamente o Irã.

                        O tal fascínio do ocidente pelo Irã não é privilégio meu. E também não é novidade. A realidade é secular: viajantes estrangeiros seduzem-se até mesmo pela palavra "Pérsia". E arrebatam-se pela história extraordinária que excede a tudo que possa estar contido nela. Até mesmo no que nossas mentes criativas podem produzir. Todos encantam-se. Dos intrépidos exploradores de outrora a nós, os simples, anônimos turistas ocidentais da atualidade. Todos retornam fascinados de suas visitas ao Irã. Por tudo o que há de exótico, oriental e místico. Especialmente por ser um país tão incomparável que é impossível estabelecer paralelos. Até mesmo entre seus vizinhos. O território é tão grande, a geografia tão variada e a história tão longa e rica que não é possível a um viajante experiente resistir tanto tempo ao Irã. Seus três mil anos de história e quinze Patrimônios da Humanidade, suas montanhas cobertas por neve durante meses, seus desertos incandescentes, arquitetura e cultura fascinantes, enfim, é uma riqueza que preciso conhecer antes que eu acabe.

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IREMOS ao Irã em Outubro 

                        PARA além de tantos clichês e estereótipos, o que é o Irã de hoje? A revolução que impôs estritas regras sociais teria mudado a essência do romantismo, da poesia e do exotismo de outrora? Reeleito Obama, continuará a deixar-se pressionar pelo poderoso lobby judeu (que comanda os EUA) e deseja um ataque imediato militar e arrasador ao Irã? Notícias assustadoras não faltam. Mas se Israel e os EUA atacarem o Irã esse ano, terão demonstrado insanidade ainda maior do que seus inimigos lhes atribuem. Se o mundo pode considerar Mahmoud Ahmadinejad doido, o que dizer de Avigdor Lieberman e Benjamin Netanyahu? Por isso, sempre que pensávamos no Irã não nos parecia um bom momento para visitar o país. Centro de grandes controvérsias, de relações conflitantes com os vizinhos, o interesse pela energia nuclear e seu suposto papel naquilo que o presidente Bush chamou de "eixo do mal", um país arqui-inimigo dos Estados Unidos e de Israel e as frequentes ameaças de ambos, tudo contribuia para barrar nossos sonhos. Ainda assim os mantivemos na lista das grandes prioridades. Mesmo com freqüência posto na coluna do "talvez". E que por graça volta e meia "pulava" para a lista original, a dos grandes desejos turísticos. E ali permanecia faiscando na mente.  

                        POR que então sempre deixamos o Irã pra depois? Se é um dos países mais originais do mundo, envolto em tantos mistérios, e mesmo assim porque é tão negligenciado por viajantes? Sabemos que nem sempre é por bons motivos. E também que é preciso uma viagem para derrubar preconceitos e conhecer o "outro" Irã. Será que todos que deixam de ir ao Irã é porque o país é fechado? Ou a religião é ortodoxa, os costumes conservadores, as leis rígidas e as mulheres não valorizadas? Ou por ser tão demonizado pela mídia ocidental, ainda que soubéssemos que injustamente? Todo turista de bom senso, lúcido, pensante e razoável é levado a deixar o Irã pra depois. Não foi diferente conosco. Todos questionam: "Se há tanto pra ver no mundo, se é real e pernamente a ameaça de guerra com Israel, se é mantido em segredo o programa nuclear iraniano, se apedrejam mulheres, por que então não dar ouvidos à apreensão? Para nós a resposta foi simples: porque tudo sempre tem dois lados! 

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TUDO sempre tem dois lados 

                       NOSSO desejo é antigo. E nos fez questionar por quê boa parte do mundo deliberadamente alimenta forte sentimento anti-Irã. Por que são tão abundantes os estereótipos, tão desgastada a imagem do país e tão demonizado ele é pela mídia internacional? Mas se há este lado que afasta o turista, também o que atrai imensamente boa parcela deles. E por que não ouví-los? Para uns, viajar ao Irã é uma insanidade, para outros uma oportunidade. Para nós, um sonho antigo, um incrível conjunto de atrações de um dos mais espetaculares destinos turísticos do planeta. E se é tão interessante, se é verdade que seu povo é sabidamente tão amável, receptivo, educado, civilizado e culto, por que não pensarmos no Irã? Tivemos então obom senso de nos perguntarmos: se dizem que são tão notáveis a hospitalidade e gentileza iranianas, que nem mesmo dá pra sabermos de fato até onde ela vai, se são tantas as riquezas arquitetônicas e culturais, se é enorme beleza natural, sé é tão seguro e tão excepcional a receptividade, por que então não viajarmos ao Irã?

                 NÃO há dúvidas de que o país pode ser um desafio para o turista, que requerer árduo planejamento, doses não modestas de desprendimento, que não se podem ignorar as possibilidades de incidentes políticos. Mas também sabemos que é um país extremamente seguro, especialmente para o brasileiro, que todos são tão bem recebidos (até mesmo norte-americanos!) e que podemos viajar com padrões muito razoáveis de serviços turísticos, de transporte e de hotéis, de luxuosos a econômicos. Sobretudo com elevada simpatia e receptividade. Sabemos que não é uma inconseqüência irresponsável viajar ao Irã. E que os turistas não devem assustar-se com os ferozes cartazes políticos contra os Estados Unidos uma vez circulando pelo país. Um viajante informado saberá que a América apoiava incondicionalmente o governo corrupto do odiado monarca Xá Mohammad Reza Pahlevi, aquele que a Revolução Islâmica de 1979 derrubou, pondo fim a uma monarquia autocrática, que abusava de práticas brutais e toda sorte de excessos, de um despótico e sanguinário regime que governava um país de miseráveis camponeses e favelados. E que mesmo a despeito de toda a animosidade política com o ocidente, sabemos que no plano individual há ótima e incondicional acolhida aos viajantes estrangeiros. Portanto, não nos parece haver outra maneira de satisfazer nossos desejos e curiosidade senão enfrentá-los. E viajar para o Irã. Não creio que estarão errados os turistas estrangeiros que viajam ao Irã e surpreendem-se com seu esplendor, patrimônio cultural, belezas naturais e sobretudo com seu povo tão agradável. Decidimos "enfrentar" o "problema".

                       O Mauro Chwarts - da Highland Adventures - mais uma vez nos deu não apenas as dicas mas o incentivo final. Com a sua operadora Highland estamos montando nosso roteiro personalizado, abrangendo as cidades, hotéis e tempo de permanência que desejamos. Mais uma vez minha doce Emília desenvolveu minuciosamente todo o planejamento estratégico, dos lugares que visitaremos aos que nos hospedaremos. Além de excepcional cia. de viagem, minha esposa é competente planejadora e organizadora. Com a Highland e pela Emirates (via Dubai) iremos ao Irã, oficialmente, República Islâmica do Irã, um país geograficamente asiático, situado do Oriente Médio, com divisas compartilhadas com a Armênia, o Azerbaijão, o Turquemenistão e o Mar Cáspio, com o Afeganistão e o Paquistão, com o Iraque e a Turquia, e com o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico. Para lá iremos em outubro de 2013. Visitaremos Tehran, Tabriz, Kandovan, Kerman, Yazd, Shiraz, Isfahan, Kashan, Persépolis e Pasárgada. 

                        RELATOS de viagens podem ser inspiradores, esclarecedoras, emocionantes, assustadores, trágicos, tristes, felizes, maravilhosas, encantadores ou terríveis. Todos os que li em livros e na Internet foram sempre extremamente positivos em relação ao Irã. Espero que também assim sejam os nossos. Com eles esperamos emonstrar  quanto os visitantes podem sentir-se confortáveis no país e entre a sociedade iraniana. Afinal, "Iran keshvar-e jadouyi-e", ou "O Irã é um país mágico", como o povo se refere ao seu país. 

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NOTAS: o governo iraniano não tem boas relações com os Estados Unidos e com Israel. Aqui entre nós, eles têm lá suas razões. Mas aqui entre nós, também não é lá muito fácil, não sendo judeu ou israelense, conseguir ficar inteiramente ao lado de Israel. Embora geralmente seguro, o Irã evidentemente não é um país digamos apropriado para norte-americanos. E considerando ser proibido o ingresso de qualquer indivíduo de qualquer nacionalidade que exiba um carimbo no passaporte de visitante ao belo paós que é Israel, suponho que também o seja aos cidadãos israelenses. Mas também não é adequado a cidadãos de países com os quais o Irã tenha relações frias. Ou não as tenha. Mas eles têm lá suas simpatias com os brasileiros. E há embaixadas nos dois países.

 

O país é orgulhoso de sua história. E nenhum estrangeiro deveria visitá-lo sem alguma compreensão do seu passado. A maioria dos iranianos consideram-se descendentes diretos dos persas, que cnstruíram o grande império há cerca de 2500 anos. É muito tempo e muita história. Mas talvez a que mais esteja presente seja a da Revolução Islâmica de 1979, a que derrubou o odiado monarca Xá Mohammad Reza Pahlevi, pondo fim à monarquia autocrática pró-Estados Unidos, corrupta politicamente, que abusava de práticas brutais e toda sorte de excessos, um despótico e sanguinário regime que suscitava cada vez mais protestos internos - especialmente dos que viviam miseravelmente, camponeses e favelados, - e internacionais. Assim, encerrou-se um regime nonárquico 2500 anos e foi instauranda uma república islâmica sob o comando do aiatolá Ruhollah Khomeini.

 

A história do Irã registra os acontecimentos históricos no território correspondente aos atuais Irã, Afeganistão, Tadjiquistão, Uzbequistão, Azerbaijão e outras áreas vizinhas, ao longo de um período de tempo que começa com as primeiras civilizações pré-arianas (como a civilização de Jiroft e a elamita), passa pelo Império Persa em todas as suas fases (aquemênida, selêucida, arsácida, sassânida e outras) e prossegue até os dias atuais, com a República Islâmica do Irã. Em suas várias formas, trata-se de uma das mais antigas entre as grandes civilizações de existência contínua. Fonte: Wikipédia

 

Primeira leitura: "Iran - The essential guide to customs & culture", Culture Smart! - Editora Kuperard, de Stuart Willians - ISBN-10: 1857334701. O guia fornece informações essenciais sobre atitudes, crenças e comportamento no país, assegurando que o visitante chegue ao destino ciente das maneiras básicas, cortesias comuns e questões sensíveis, evitando ao visitante erros e gafes constrangedores.

Reader Comments (10)

Li o texto fazendo igual quando vamos ao médico: respira fundo... solta bem devagar...

14:45 | Unregistered CommenterRosa

Descobri o seu blog e estou a lê-lo calmamente, como quem viaja e quem descobre. Neste caso, procurando suas opiniões sobre lugares por mim já visitados, fotografados, descritos em diário de bordo, como lhe chamo, a que junto também pedacinhos de coisas que vou encontrando, cd de música local, aconselhada por naturais. Quero apenas desejar-vos uma descoberta/estadia tão especial e deliciosa do Irão, como foi a nossa, há 3 anos. Os seus motivo, foram os mesmos que nos levaram até lá, e continua e será para sempre, uma das viagens mais espantosas que fizémos até hoje! Tudo de bom para a vossa descoberta do Irão, que interiormente, continuo a chamar Pérsia. Se quiser leia o livro que em PortugAl saiu com o título " os homens do Xá" de Stephen Kinzer ISBN 978-972-8955-23-6

CAra Graça Lagrifa, muitíssimo grato pelo comentário elogioso, gentil e simpático, bem como bema honrosa visita. Fico especialmente feliz com leitores vindos de Portugal e de suas ex-colônias em África. Portanto, sua visita muito me agradou.

Acabo de adquirir o livro mencionado, que também tem uma edição no brasileira. Junto com ele também comprei "A Revolução iraniana", de Osvaldo Cogglia, da coleção Revoluções do Século, editado pela Unesp. Mas o que mais me atraiu à leitura imediata foi o livro "O Irã sob o chador - Duas Brasileiras no país dos aiatolás", de Adriana Carranca e Marcia Camargos. Este último recomendo fortemente a quem rpetenda empreender uma viagem ao Irã. Eu teria imenso prazer em enviar-lhe um por correio, caso tenha interesse.

Olivri é um relato original e impactante que revela traços da cultura e hábitos cotidianos iranianos. Escrito por duas jornalistas brasileiras, sua leitura é atraente e útil para quem pretende viajar ao Irã. Além deste, já temos o Guia Lonely Planet do Irã e uma edção da revista National Geographic cuja matéria de capa aborda o país.

Boas
Para não variar, que descrições "fotográficas" do tour a Myanmar, e que belos shots!
Tenho notado de ano para ano, de tour para tour, uma melhoria significativa na qualidade das fotos. A escrita, essa, foi sempre excelente. Mas... mas o "sumo", aquele que extraímos de todo o teu blogue, esse, é divinal! Aconselho como remédio para todas as maleitas.
É que "viajar" pelo teu blogue faz-nos mesmo cavalgar a onda da descoberta de novos destinos. As tuas realizações de uma forma ou de outra, através da tua escrita, "leva-nos pela mão", ou conduz-nos para esses destinos.

No que me concerne, obrigado pelos deliciosos "passeios" que tenho dado pelo teu blogue.

Estava relutante quanto à Ásia Central, se devo ou não ir. O teu blogue convenceu-me. Falta juntar tempo e dinheiro.

Agora estou excitadíssimo relativamente ao Irão, como dizemos em Portugal. É outro dos meus destinos predilectos a visitar.

Também não vou em papões e maus da fita. Há-os em todo o lado como os há bons. De todas as viagens que fiz, só fomos roubados em Paris.

Boas aventuras e que tudo vos corra pelo melhor!
Aguardo ansiosamente por notícias da terra dos ayatollas!
Carlos Martins

15:48 | Unregistered CommenterNeca

Carlos, obrigado pelo comentário, recheado de elogios, que tomam um sabor especial quando chegam de Portugal.

A evolução da qualidade das fotos é decorrente da qualidade das câmeras, que evoluem bem mais que o fotógrafo.

O Uzbequistão é uma excepcional introdução a quem pretente ir ao Irã.

Antes do Irã, eu tenho ainda algo para escrever de algumas cidades de nosssa viagem à Dordonha e à Provença, ao Wyoming, à África do Sul (um safari fotográfico).

Obrigado pela visita

Olá Arnaldo! Que coincidência, também vou para o Irã - em agosto. Mesmo roteiro, exceto Tabriz, Kandovan, Kerman.
Dividimos o mesmo bom gosto para roteiros! :)

Fê, que bom. O Irã faltava mesmo no seu extenso currículo de viajante. Iremos em Outubro, e confesso que seria bem curioso e interessante se encontrássemos vocês por lá. Sim, há muitos destinos que vocês já visitaram e nós não, os quais temos também grande interesse. Seychelles é um que provavelmente visitaremos em Dezembro/Janeiro. O primeiro lugar que demos uma pesquisada foi justamente em seu blog.

Obrigado pela visitae pelo comentário. Seguiremos vocês no Irã, lá pelo Viaggio Mondo!

Um grande abraço e felicidades.

Olá Arnaldo
Sou eu novamente, Graça Lagrifa. Só agora ci a sua resposta ao meu comentário. Agradeço também as informações sobre os livros de que fala, assim como da sua disponibilidade para me enviar o escrito pelas jornalistas Adriana Carranca e Márcia Camargos. Este há cá à venda em Portugal. Vou ver se o compro. Já agora, se por acaso ainda não leu o "Samarcanda" do Amin Malouf, aconselho-o a quem viajou pelo Uzbekistão e Irão. Queria muito ir a este primeiro país , ainda não o fizemos, mas acho que quem começou pelo Irão ficaria um pouco decepcionado. A comida não foi uma experiência boa porque temos um amigo iraniano que cozinha muito bem, e eu própria o faço com as receitas dele. Comida para turistas...foi a única que tivémos. Só os nomes eram iguais. Voltamos ainda este ano à China, à prov. Yunnan, antes que tudo mude e nada se sinta de genuíno. Continuação de boas viagens, que eu irei seguindo fielmente. Abraço

Obrigado novamente pelas indicações de leituras. E caso eventualmente não encontre o livro das duas jornalistas brasileiras, por favor não deixe de me informar. Terei imenso prazer eu enviar-lhe por correio.

Nós adorarmos o Uzbequistão e creio que o país é uma excepcional introdução ao Irã. Já o contrário, conhecer o Irã e visitar depois o Uzbequistão, sob certos aspectos pode talvez ser mesmo uma decepção. Mas eu não sei se desencorajá-la é honesto, porque ainda não visitamos o Irã.

Nesta viagem à Ásia Central queríamos muito ter ido à província de Yunnan, o pedaço muçulmano da China, mas não foi possível logisticamente. Ficamos ainda com muito desejo.

Comida também não foi o que melhor experimentamos no Uzbequistão, e já informei-me que a do Irã também é pouco variada, ainda que fresca e barata.

Um grande abraço e retorne sempre.

Mais uma vez obrigada possibilidade de me enviar o livro. Se não o conseguir, certamente lho pedirei. Leio o seu blog como um romance saboroso, com oferta constante de iguarias/viagens, que vão alimentando minha mente e engordando a minha vontade de as experimentar. Estou muito longe de ter lido todas as suas etapas aqui descritas, mas dá-me ideia de que ainda não conhece de Portugal, a zona que eu acho mais rica em tradições e em tons de verde (vivi muito afastada deles en Cabo Verde-ilha de S.Vicente, e no Alentejo, onde ainda vou cada dois meses). Aqui na região de Guimarães e Braga, encontram-se as nossas raízes mais profundas. Se não conhecem, não percam! Se um dia vierem, estamos ao dispor. Tudo de bom para ambos, e fico ansiosa por saber como "sentiram o Irão". Um abraço

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