CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

              Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Quarta-feira
Jun122013

IRÃ - Reflexões sobre uma viagem e um país

                  A melhor virtude de envelhecer bem é não perder a curiosidade. Ela é uma característica própria aos jovens. Eu sei, já fui jovem. E ainda me recordo bem dos meus 21 anos. E também de que faz muito tempo que passei da marca. Muito tempo. Entretanto, quanto mais ele passa pra mim, maior a alegria ao perceber que não perdi algumas das boas características das mentes juvenis. Então, afortunadamente não deixei de ter curiosidade, justamente o que me conduz às descobertas, ao conhecimento e, finalmente, me impulsiona a viajar.

                 Como posso ser tão óbvio, perguntará o leitor? Nada pode ser mais claro e intuitivo, ele concluirá! Posso até concordar com o leitor, mas apenas se ele tiver 21. Para ele digo: refiro-me ao fato de que na minha idade boa  parte dos indivíduos imagina já ter visto tudo, compreendido o suficiente. E então deixa de impulsionar-se em direção à verdadeira sabedoria: compreender que jamais saberemos tudo, especialmente as pessoas e seus comportamentos.

                  Mas é nas viagens que em mim a curiosidade melhor se manifesta. Após cada nova, reconheço o quanto melhor percebo o mundo (como ele é, não como o imaginava). E que ainda aparentemente paradoxal, quanto mais o visito, "conhecê-lo" torna-se mais distante. Tem sido assim: quanto mais curiosidade, melhores as descobertas. São as premissas que nos fazem escolher destinos de viagens. Quando não são por lazer ou para destinos comuns, miramos olhares para lugares onde o medo de visitá-los limita a curiosidade em conhecê-los. Índia, Uzbequistão, Mianmar, Cambodia e Quirguistão que o digam. Etiópia, em janeiro, e Eritréia algum dia, que nos venham a dizer. Evidentemente que não precisaremos de coragem para ir a alguma ilha do Caribe, ou ainda Seychelles, destinos desejados e bem prováveis para 2013.

                 Sendo assim, não seria exagero afirmar que em minha vida de viagens posso considerar as que fiz antes e depois de perder o medo. E de potencializar a curiosidade. Foi assim com a Índia. Mas tenho lido depoimentos que deverá ser assim também com o Irã.  Afirmações assim podem soar exageradas, mas provavelmente apenas para quem nunca pisou naquelas terras. Os que já as exploraram sabem o quanto marcaram-se e foram afetados em suas perspectivas como viajantes. Tenho lido muitos depoimentos e notado que o país costuma influenciar as pessoas até mesmo como indivíduos. Sobretudo o seu modo de encarar suas próximas viagens. As minhas serviram para muito, sobretudo para perceber que eu estava errado acreditando que não há gente genuinamente generosa. Tenho especial inclinação para acreditar que a humanidade está definitivamente comprometida. Seja pela falta de honestidade e princípios, seja pela de generosidade. Sou dos que têm a coragem de assumir a ciência, o conhecimento e a cultura como os únicos meios de verdadeiramente compreender a vida. Não nos dogmas religiosos. Foi justamente a religião que me fez compreender que justamente ela não se pode contestar livremente, expressar sensatez discordância, exercer honestidade de pensamento e discordar de seus dogmas. Desde moleque não acredito em dogmas religiosos. E creio profundamente que este foi um dos meus caminhos para a felicidade.

                 Sobre a humanidade, minhas convicções podem mesmo estar equivocadas, e deixar de crer que sua maior parte está bem mais comprometida com receber do que dar, com ter do que ser. Reconheço a ranzinisse. Mas depois de visitar o Uzbequistão, o Cambodia e Mianmar  -  lugares onde a generosidade é tão legítima, a receptividade tão  e natural -  foi desconsertante perceber como sua gente demoliu meus, digamos, preconceitos. Segundo tenho lido, provavelmente também o Irã, que visitaremos em outubro próximo, comprometerá ainda mais gravemente tais convicções, a de que a humanidade é medíocre. 

                  Independentemente do grau de fascínio de seus autores, os relatos de viagens que tenho lido sobre o Irã, Índia e Uzbequistão têm revelado emoções incomuns, que apontam justamente para esta realidade, a de que a humanidade não é toda medíocre. Talvez apenas a menor parte dela. Grandes escritores de viagens já o fizerem. Anônimos e simples contadores de histórias também. Não por menos. Estes lugares costumam influenciar mentes brilhantes.

 

                   Aqui deste lado ainda me surpreendo com o que me leva a escrever. E também no quanto entro em conflito toda vez que o faço. Primeiro ao perguntar-me se o que faço terá alguma relevância para o leitor. E para a blogosfera turística decente. Se contribuirá para elevar seu nível. Ou, ainda, se será mais um relato insosso. Depois, se alguma utilidade encontrará nele o leitor, mesmo que não pretenda visitar o lugar que descrevo. Finalmente, se o inspirará, se conseguirá transmitir-lhe conteúdo, responsabilidade na abordagem dos temas, maturidade, correção e imparcialidade, virtudes que tanto defendo nos relatos de viagens. Tudo  evidentemente sem parecer impositivo. Pretensão aqui só existe uma: atrair o leitor até a última linha do texto. Mais ou menos como conseguem os blogs efetivamente criativos, sérios e interessantes. Nesta hora (boa hora!) me ocorre mencionar um, ainda que tantos outros eu pudesse:

 

1) o Gabriel quer Viajar.  Exemplo notável para quem procura vida inteligente no mundo dos blogs, para os que alinham-se com autores que não sucumbiram à superficialidade ou àquele jabázinho descarado (*).

 

2) a viajadíssima blogueira e gente boa Fê Costta, do Viaggio-Mondo, que acaba de comentar aqui no blog (no post Irã, o último segredo do Oriente) informando que viajará ao Irã em agosto! Mais dois bons relatos na blogosfera brasileira estão por vir. É aguardar e conferir. E então, deliciar-se.

 

                  Ainda teimo na pretensão de escrever. E agora, sobre o Irã, de maneira ainda mais preocupada com a positividade e a imparcialidade. Sobretudo sem preconceitos. Seguindo estes valores, a tarefa será bem complexa, porque relatar uma viagem ao Irã - sob o ponto-de-vista de um ocidental - não é algo simples se a intenção não for uma abordagem superficial. Como os leitores mais antigos já reconhecem, não escrevo um guia de viagens. Já há muitos extensos e bons. Então, fazê-lo seria uma pretensiosa inutilidade. E nada mais ne desagrada tanto quanto pensar na possibilidade de escrever sobre futilidades, inútil e superficialmente. Portanto, para quem precisa de um guia de viagens excepcional, recomendo o Lonely Planet. E para visitar o país com um bom conteúdo hitórico, uma boa bagagem de conhecimentos político e cultural, recomendo a literatura mencionada nas notas ao fim deste post. São as leituras a que me entrego neste momento de mergulho no Irã. E ainda que outras viagens estejam a caminho antes desta, não paro de consumir o Irã enquanto isso. Iremos ao Grand Teton e ao Yellowstone National Parks, em Jackson (Wyoming). E depois faremos um Safari fotográfico em Sabi Sands, na África do Sul.

 

                  Meu objetivo será contar uma viagem surpreendente à República Islâmica do Irã, revelar em fatos e fotos suas belezas naturais e arquitetônicas, mostrar seu povo, seu caráter, seus costumes e também suas contradições. O resultado será imensamente compensador se o leitor inspirar-se e motivar-se a conhecer o país. Se para mim uma viagem vale mais quanto maiores os prazeres que ela me proporciona, transmitir isso ao leitor vale o trabalho de ter escrito e publicado seu relato. E ter leitores que já testemunharam isso consagra-se num grande privilégio. O exemplo mais recente foi de um leitor que decidiu viajar com sua esposa ao Uzbequistão e Quirguistão após ter lido nossos relatos e ver nossas fotos aqui no Fatos & Fotos de Viagens e no A Turista Acidental, de minha doce Emília. E já tendo ido ao Irã, gentilmente ofereceu-nos suas dicas. Obrigado, Nelson Laskowsky (*).

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IRÃ - Um país mal conhecido, um lugar nada comunzinho

                   Estereótipos.  E uma realidade bem mais complexa e diversificada do que supõe a vã filosofia ocidental. É tudo o que basta para atribuir o caráter violento e belicoso ao seu povo. E acreditam num arraigado e generalizado sentimento anti-ocidental. Ainda que este último não fosse injusto, muito, mas muito longe disso, o Irã tem um povo extremamente gentil, culto, bem informado, que cultua a poesia, a família e a hospitalidade. E não se podem relacionar tantos povos assim tão genuinamente interessados em atender aos viajantes, em serví-los bem e cativá-los. Ainda que politicamente o governo não incentive o turismo internacional e suas más influências. As atitudes de seus governantes e líderes religiosos e seu programa nuclear "suspeito", todavia, não representam o que pensa toda a sociedade civil. Ainda que seja uma República islâmica, ao contrário do que acontece com os paíese da "Primavera árabe", Egito, Síria e Tunísia os exemplos mais evidentes, a religião não é a chave da vida do povo.

                  Jomhuri-ye Islami-ye Iran, ou República Islâmica do Irã, é um país geograficamente asiático, situado do Oriente Médio. Faz divisas com a Armênia, o Azerbaijão, o Turquemenistão, o Mar Cáspio, o Afeganistão, Paquistão, Iraque e Turquia, além de com os Golfos de Omã e Pérsico. Há cinqüenta anos os Estados Unidos derrubaram o governo de Mohamed Mossadegh, primeiro-ministro eleito democraticamente eleito. O golpe de Estado foi também uma lição importante e definitiva sobre os perigos de intervenções estrangeiras em países islâmicos. A conspiração que depôs reconduziu o xá Mohamed Reza Pahlevi ao poder deu lugar à Revolução Islâmica de 1979 e à subida ao poder do aiatolá Khomeini. Estava começando uma virada histórica que abriu caminho para o fundamentalismo islâmico e que influenciou profundamente a história do Irã, do Oriente Médio e do mundo. Durante 25 anos o tirânico regime pró-ocidental do xá desenvolveu sem saber a revolução Islâmica de 1979, hoje uma forte fonte de inspiração de fundamentalistas de todo o mundo islâmico. Especialmente dos talibãs e dos terroristas sob a sua proteção. Mas o Irã tem mantido uma personalidade distinta do restante do mundo islâmico. É justamente este o ponto mais importante a seguir para se compreender o país e suas enormes contradições.

                  Menos de uma década depois dos USA invadirem o Iraque, depois de um processo fraudulento que revelou falta de informação e intenções escusas, estão tentanto empurrar a América em direção a uma guerra com o Irã. Porque Israel não tem coragem de fazer isso sózinho. O que qualquer indivíduo isento espera é que Obama inspire-se. E perceba que o Irã não é a caricatura que lhe parece, e faça a potência perder um pouco de sua prepotência, distender-se e aproximar-se do Irã.

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Uma eterna sedução    

                   E por que o Irã nos seduz assim?  Convenhamos, não é tão fácil encontrar no mapa um destino incomum, não óbvio, genuinamente original e exótico como o Irã. Me refiro aos destinos possíveis, para onde se pode viajar com segurança. É justamente por esta razão que lamento que este país jamais tenha sido capa de uma revista de viagens brasileira. Apesar do território tão grande, da geografia tão variada e da história tão longa e rica. Para mim não seria possível imaginar que as revistas de viagens brasileiras de grande circulação não saissem um milímetro de sua costumeira obviedade e olhassem para o Irã. Não por outro motivo deixei de ler a Viagem & Turismo, da Editora Abril. Questão de princípios. No universo da imprensa nacional, não curto mesmice, superficialidade e falta de criatividade. Assim como não curto no mundo virtual o estilo "cagação de regras" (*) dos que acreditam que haja apenas um jeito de arrumar malas de viagens, um bom modelo de malas, uma maneira de viajar, que só haja um tipo de ser humano, que a humanidade seja linear, que não existam outros lados, gostos, opiniões, conceitos, afinidades, interessses, disponibilidades.

                    A não ser pela revista Terra (edição de abril de 2005), de uma jurássica Revista Geográfica Universal de 1975, da National Geographic (que afinal não é brasileira), nem mesmo nas excepcionais revistas portuguesas Volta ao Mundo e Rotas & Destinos encontrei matérias de capa sobre o país.  Acho incrível que a imprensa especializada não tenha se motivado pelos três mil anos de história, pelos milênios de sabedoria acumulada, pelos treze Patrimônios da Humanidade e por uma cultura tão soberba num país tão acolhedor e com enorme potencial turístico. Além de tudo, no Irã há montanhas onde a neve cobre os topos durante meses, desertos incandescentes, arquitetura fascinante e um povo educado e profundamente acolhedor. Parece muito, mas é pouco se comparado a tudo mais que o país tem a oferecer ao turista.

                  Por que então deixar o Irã pra depois? Porque o país é fechado, a religião é ortodoxa, os costumes conservadores, as leis rígidas e as mulheres não valorizadas?  Porque Irã apóia terroritas? Porque é real e pernamente a possibilidade de guerra com Israel? Porque é mantido em segredo seu programa nuclear? São fatos incontestáveis, polêmicos e sobretudo aparentemente assustadores. Então, por que duvidar da apreensão universal? Se é verdade que de um lado há muito o que conhecer antes do Irã, há outro. Para mim a resposta a todas estas questões foram simples: porque tudo sempre tem dois lados.  

                  Contra o Irã já basta ser injustamente demonizado pela mídia e abordado com banal superficialidade. Em viagens turísticas somos apolílitos. Separamos bem o que é governo do que são o povo e o país. Turistas de bom senso, lúcidos e razoáveis não deixariam o Irã pra depois baseados apenas nestas premissas. Afinal, a desinformação e o preconceito são irmãos gêmeos. Univitelinos.  O Irã é um dos países mais incompreendidos no mundo ocidental. E seu povo um dos mais injustamente temidos. Mas poucos sabem efetivamente algo consistente sobre ambos.  Pelo menos aquilo que vá além da política e da religião. Ainda assim, quase sempre superficialmente. Nossa experiência em lugares tidos como inseguros - Mianmar e Uzbequistão dois exemplos mais recentes - nos fez compreender que elas podem ser muito diferentes daquilo que se avalia quando nos baseamos apenas no que encontramos na mídia. Porque frequentemente o que acontece nos poderes não é o que se vê e se experimenta nas ruas. Foi pensando assim que nosso desejo antigo nos fez questionar por quê boa parte do mundo deliberadamente alimenta forte sentimento anti-Irã.  Eu me perguntava: "Se há dois lados - um que afasta e outro que atrai a maioria dos turistas -, se todos os livros e revistas que li e estou a ler, se tudo o que consultei com conteúdo decente na Internet foi sempre extremamente positivo, por que então não ouví-los?". Para uns viajar ao Irã aparenta ser uma insanidade. Ou um perigo. Para outros é uma enorme oportunidade. Para nós o Irã é um desejo antigo que nos seduzia com freqüência como um dos mais espetaculares destinos turísticos do planeta. Ainda que viajar até lá seja um desafio, requeira árduo planejamento e boa dose de desprendimento, felizmente tem dois lados: sabemos que viajaremos a um país extremamente seguro para o turista. Especialmente o brasileiro. E com razoável padrão de serviços turísticos. Que nos hospedaremos em hotéis medianamente luxuosos e outros muito econômicos, que encontraremos um povo civilizado, educado, culto, acolhedor, simpático e gentil.

                   É o que pretendo mostrar numa série de relatos que tenho a intenção de escrever sobre esta nossa viagem ao Irã. Por quinze dias viajaremos por um dos países mais fechados e enigmáticos do planeta, herdeiro da cultura e do patrimônio milenares do Império Persa, através de um estado profundamente teocrático e conservador, cuja autoridade suprema é de um chefe religioso, indicado por um alto clero xiita, onde os preceitos do Alcorão são seguidos rigidamente. Provavelmente também ao país mais demonizado pela mídia ocidental, mas cuja percepção é tambpem uma das mais ignorantes. O Irã não é a terra de malfeitores, pelo menos não da maneira generalizada que alguns prentendem. Ao contrário, é de gente educada, boa, culta, generosa e hospitaleira.  Aliás, o iraniano é um artista da hospitalidade. Nada mais que uma viagem ao país pode ser feito para tornar mais limpo o olhar ocidental sobre ele e seu povo. E, dizem as boas linguas, qualquer viajante se surpreende com o Irã. Até mesmo o mais conservador e fechado norte-americano do Texas. Não seremos os primeiros. E espero que muitos brasileiros possam ter a mesma experiência, não apenas a turística, que por si já é fabulosa, mas a dos encontros e descobertas que só a curiosidade nos possibilita. 

                  Dizem que o país é surpreendente por mais que nos preparemos para ele. E que o turista brasileiro terá a garantia de um tempo bem passado, de experiências fabulosas, de encontros inesquecíveis, de tranquilidade e segurança, do conhecimento de um patrimônio encantador e de uma das civilizações mais antigas do planeta. Provavelmente, como nós, esse turista estará satisfeito por cada centavo investido a viagem ao país. De Tabriz - no extremo norte do Irã - até Shiraz, no extremo sul, nosso roteiro contemplará algumas maravilhas da antiguidade. Visitaremos  cidades com os mercados mais antigos e tradicionais do oriente, caravanserais, jardins magníficos, mesquitas e praças gigantescas. Conheceremos cidades onde se tecem os melhores tapetes orientais do planeta, uma de minhas paixões materiais: Tabriz, Shiraz, Isfahan e Kashan, cidades produtoras de alguns dos tapetes persas mais reconhecidos no mundo. Começaremos por Teerã, a Capital, cidade enorme e movimentada, que à primeira vista não aparenta ser tão amigável quanto as demais do interior. Mas também iremos a Kandovan, Kerman, Yazd, Persépolis e Pasárgada. Ao Irã voaremos pela Emirates. E no país viajaremos de carro e de avião, pela Iran Air.

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(*) Notas:

(*) "Cagação de regras" é o ato de achar que todos devem seguir um só comportamento. E considerar que a experiência pessoal do "cagador de regras" é única que vale para todo o Universo. Esse tipo é muito comum. Mas o "cagador de regras" é bem mais nocivo, perigoso, prejudicial e ruinoso do que se possa pensar. Ele acredita que a sociedade é linear,  pensa por exemplo que só há um jeito de arrumar malas, que todas as necessidades e gostos pessoais são iguais às suas e que todo mundo tem orçamentos, afinidades, interesses semelhantes. É o sujeito que diz "não vá e hipótese alguma" (a determinado lugar) ou então "vá a qualquer custo".  É o tipo que aconselha o que você deve ver ou não. Ou melhor, "deve" não, tem que ir, tem que comer, tem que se hospedar,  tem que voar (pela cia. aérea). E por aí vai.

 

Dar ouvidos ao "cagador de regras"  (o que diz "não vá em hipótese nenhuma"), em vez de a quem sugere e indica "vá se...",  costuma ter suas conseqüências. Afinal, a pretensão do "cagador de regras" é impôr limites às de quem ele "aconselha". O "cagador de regras", antes de ser um chato, é presunçoso. O tipo imagina que suas opiniões têm nobreza, que tornam a vida das pessoas melhores, mas impondo-lhes conselhos e desclassificando os desejos, circunstâncias, anseios e personalidade dos outros, na verdade o que faz é um  "cagador de regras" tornando a vida dos outros mais complicada e limitada. "Cagadores de regras" sempre existiram. A Internet só deu mais palco a eles. E as redes sociais amplificaram suas vozes. E também lhes deram oportunidade de fofocar, de intrigar, de opinar pretensiosamente e intrometer-se nas vidas alheias. Adoram criticar as vidas e os gostos alheios. Antes das redes sociais eles faziam sucesso nas caixas de comentários dos blogs. Mais tarde nas reuniões sociais presenciais da blogosfera. Os "cagadores de regras", ou "donos da verdade",  não têm idéias.  É bem comum que vivam de copiar as idéias dos outros apenas modificando-lhes para parecerem próprias. Ter idéia e opinião é uma coisa. "Cagar regra" na Internet (em blogs, Twitter e Facebook) é outra. Ambos são lugares férteis na produção desses malas, dessa gente que vive verborrejando suas babaquices turísticas como se o mundo fosse igual e as pessoas idem.

Adoro gente com opinião, especialmente as experientes e balizadas. Ainda mais as opinativas, as que têm coragem de se manifestar. São elas que respeitam as opiniões contrárias, sobretudo que opinam sem "cagar regra". Não é lá muito fácil identificar um "cagador de regras". Aliás, é bem difícil diferenciá-lo de um sujeito bem intencionado. O segundo tem “sugestões”, sabe que suas dicas podem ser utéis ou não. Já o "cagador de regras" em geral começa falando sobre o que não tem relevância. É o carinha que explica demais, expressa-se em verdades absolutas, copia frases da literatura e as toma como suas e recebe o aplauso da sua turma de seguidores desinformados e incultos que acham o máximo suas citações chupadas. Geralmente o "cagador de regras" é um cara de pau. Todo mundo tem seu lado "cagador de regras". A diferença está entre reconhecer isso e parar de fazê-lo ou continuar "cagando regras" a vida inteira. Para identificar um "cagador de regras" basta perceber se ele tem modéstia ou não. Ainda que se fantasie de bem intencionado, ele usa uma verborragia que convence multidões com suas dicas que parecem interessantes mas que revelam uma personalidade pretensiosa. O "caga-regras" não é um cara com idéias e opiniões, mas aquele que dita regras a torto e direito. O Twitter e o Facebook está cheio deles. E do excesso de compartilhamento, das cutucadas alheias, da incrível capacidade e desejo de evadir sua privacidade (sobretudo "cagando regra"). Passam a sua vidinha on line tentando provar que detém toda a sabedoria universal. O "caga regras" virtual é um grande comentarista nos blogs e gigantesco flooder das redes sociais. Sempre têm opinião sobre tudo. Mesmo quando não têm, vão buscar no Google e inventar uma. Adoram postar links de matérias, vídeos do Youtube e sugerir aplicativos. Sabe-se que esse tipo se alimenta de likes dados por seus amigo-seguidores. Como o "cagador de regras" não precisa ter muita profundidade ou conhecimento sobre a regra que está cagando, porque sabe que quem lê sua opinião também não, ele costuma fazer o maior sucesso.a

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1) Hotéis em que nos hospedaremos no Irã: Tehran: Espinas, KandovanLaleh, KermanPars hotel, YazdMoshir, ShirazChamran, IsfahanAbbasi, KashanManouchehri, DubaiRadisson Blu Dubai Creek.

1.1) Montamos nosso roteiro individual e personalizado com a operadora Highland (*)

(*) todos os produtos e serviços aqui mencionados não têm o conhecimento dos mesmos e não são recompensados de qualquer forma, anterior ou posteriormente à sua publicação. Foram descritos por liberalidade minha. Nossas viagens são escolhas pessoais. Pagas com recursos próprios e a preços de mercado. Viajamos independentemente. Assim como com independência emito opiniões e faço escolhas. Seja de um hotel, cia. aérea, atração. Cada link citado ou produto mencionado é feito com a suposição de que o leitor já saiba identificar os objetivos do blog. Sobretudo que as verificará com o fabricante, fornecedor ou prestador do serviço em questão. 

 

2) Leitor: Nelson Laskowsky: http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagens/2013/5/17/dois-mil-templos-sob-o-ceu-de-bagan-mianmar.html#comment20042308

3) Livros que lemos e estamos lendo (além do Guia Lonely Planet Iran):

 “A revolução iraniana”, de Osvaldo Coggiola e Emília Viotti da Costa (Editora UNESP, 2007) ISBN 8571398267

“Todos os homens do Xá” – de Stephen Kinzer  (Bertrand Brasil, 2003)

“O Irã sob o chador” -  de Adriana Carranca e Marcia Camargos (Globo Livros) ISBN: 978-85-250-4879-0)

 “The Valleys of the Assassins: and Other Persian Travels” – de Freya Stark (Modern Library, 2001) ISBN-10: 0375757538

“In the Land of the Ayatollahs Tupac Shakur Is King: Reflections from Iran and the Arab World” – de Shahzad Aziz (Amal Press, 2007) ISBN-10: 0955235928

"Iran - Culture Smart!: the essential guide to customs & culture" - de Stuart Williams (Kuperard - 2008) ISBN-10: 1857334701

"El país esquizofrénico (Un retrato de irán) - de Jordi Pérez Colomé [Kindle Edition] - ASIN: B0089N3VPQ

 

4) Revistas:

https://www.dropbox.com/s/svxfuov0relk3ty/Revista%20Geogr%C3%A1fica%20Universal%20-%20maio%20de%201975.pdf

https://www.dropbox.com/s/an9517csilmf4le/Revista%20Terra%20-%20abril%20de%202005.pdf

https://www.dropbox.com/s/aley8yvve6lbg3f/Revista%20Hist%C3%B3ria%20Viva%20-%20mar%C3%A7o%20de%202009.pdf

5) Blogs e sites:

Coordenada XY http://www.coordenadaxy.com

Gabriel quer Viajar http://gabrielquerviajar.com.br

Samy Adghirni - Um brasileiro no Irã http://samyadghirni.blogfolha.uol.com.br/

João Leitão http://www.joaoleitao.com/viagens/irao/

Chá de Lima da Pérsia http://azizamiran.blogspot.com.br/

Obamaworld.es http://www.obamaworld.es/category/los-viajes-de-obamaworld/2012-04-iran/

Reader Comments (14)

Como sempre, passo os olhos rapidamente e guardo para ler depois, com calma. Mas não vou embora sem agradecer os elogios e, principalmente, agradecer todas as dicas deste post. Não preciso procurar mais nada. Agora é só ler. =)

(E tomara que possamos nos encontrar por lá!)

A decisão pelo Irã pareceu tão fácil e natural, especialmente quando se lê sobre o povo iraniano, que normalmente é retratado como culto, hospitaleiro, que gosta de conversa e é curioso. Mais natural ainda considerando que estivemos no Uzbequistão, que recebeu as mesmas influências históricas.
Mesmo nos preparando, como é difícil conter a ansiedade em saber como tudo vai ser. Isso sempre acontece, mas mais ainda neste caso especial.
Excelente post como introdução a esta nossa viagem.
Um beijo, meu querido.

12:11 | Unregistered CommenterEmília

Oi Arnaldo,
Estou babando e morrendo de inveja dessas viagens de vcs. Eu ja tinha alinhavado todos esses destinos (iran, asia central, etiopia....), mas com a chegada da herdeira, preferimos adiar nossos somhos e viajar para lugares,digamos, mais faceis.
Nao sei se te interessa, mas compartilho com vc um pouco das minhas pesquisas para esses destinos:

Iran: na minha lua de mel na tanzania conheci uma escocesa, que mora (pelo menos morava) no yemen e que estava refazendo a viagem de ibn battuta, e escreve no seu blog as suas experiencias de mulher viajando sozinha pelo mundo islamico. Faz tempo que ela nao atualiza o blog, mas é sempre uma leitura interssante : girlsoloinarabia.typepad.com

Etiopia: comecei a me interessar por esse pais quando descobri que o fotografo que contratei para o meu casamento dá cursos de fotografia em viagens e um dos seus destinos preferidos para levar os alunos é justamente o ano novo etiope. Se quiser dar uma olhada nas suas fotos, ele se chama Vittore Buzzi, ganhou o Word press photo esse ano e o link pra suas fotos é http://photographer.photoshelter.com/ ,

Um abraço

9:28 | Unregistered CommenterLuisa

É claro, Luísa, que suas informações me interessam. Muitíssimo obrigado por compartilhá-las. Decidi escrever a resposta ao seu gentil comentário imediatamente, mas minha vontade era ir agora mesmo visitar o blog que vc mencionou. Estamos simplesmente "devorando" tudo o que podemos sobre o Irã. Muito gentil escrever e nos transmitir suas informações.

Entendo bem a questão de viajar paralugares mais fáceis com as crianças, mas torço para que vocês consigamlevá-las a lugares menos óbvios que Orlando. Estu certo de que o farão em breve, à medida que forem tentando, aos poucos, cada vez para lugares mais incomuns.

Etiópia faz tempo que nos atrai. Estávamos esperando a Ethiopian Airlines voar para o Brasil, o que parece que será no segundo semestre ainda deste ano.

O Ano Novo etíope é em setembro, e um dos eventos mais incríveis do país. Mas escolhemos conhecer o "Epiphany Copte" (Tmkat), religioso, igualmente curioso e atraente, que ocorre em janeiro. Se tido der certo, estaremos lá em janeiro de 2014.

Felicidades, volte sempre e obrigado!

Olá, realmente seu blog, suas informações e sua motivação para viagens são excepcionais. Como já mencionou, o cagador de regras procura limitar nossa aventura pelo conhecimento, ou pelo desconhecido, mas os valentes sempre prosperam...adorei seu blog, poucas vezes, encontrei um conteúdo tão esclarecedor, e já listei o Irã como prioridade para agosto de 2014...aliás, sempre viajo independente...suas dicas são incríveis...um forte abs...

Carlos Eduardo Dantas Alves

Olá, gostei muito do post, acredito que não é fácil escolher o Irã como destino turístico devido as notícias infindáveis, muitas delas inverdades. Mas ainda bem que existem pessoas audaciosas, que tiram suas próprias conclusões sobre os mais diferentes países, inclusive este, o qual as mídias internacionais insistem em propagar diariamente notícias maliciosas e prejudiciais. E como o assunto aqui é o Irã, tenho um blog com informações atualizadas para visto, legalização, etc.
http://colinasdoiran.blogspot.com.br/

10:03 | Unregistered CommenterCleydalton

Será minha próxima viagem. Também não gosto de mesmices, e busco sempre descobrir "aquilo" por trás do que se publica; além do que sou um apaixonado por história. Claro que nunca vi o Irã como o "grande vilão do ocidente"...isso deixo aos desinformados, tenho meu ponto de vista próprio. Lembro ano passado numa viagem à Goreme, Capadócia, hospedado no CCR CAVE RESORT HOTELS AND SPA, (não me pagam NADA por citar nomes), conheci uma iraniana que trabalhava num dos muitos ambientes daquele hotel, uma pessoa doce, culta e atenciosa. Conversamos muitas horas sobre seu país, seu povo, sua cultura milenar e saí com a certeza que quero descobrir este país fantástico. Sou um VIAJANTE, não um turista...simplesmente vou.
Ótima fonte de conhecimento seu blog!

Caro Arnaldo.
Após ter lido e relido todas tuas postagens sobre a Etiópia e a India, países para os quais iriamos em outubro, acabamos reformulando nosso destino, incluindo Irã e Marrocos. Tuas postagens suprem em boa parte qualquer bom guia. pena que sejam poucos os blogs com o perfil do teu, pois é muito desagradável ver que hoje, a grande maioria dos blogs tornou-se um "caça-níquel", ofertando de seguros de viagem a chaveirinhos. Não há como fazer um relato com isenção quando se está a receber o tal do jabá.
Pergunto : há alguma forma de contato com o Sr. Majid, que os conduziu em parte da viagem?
Abraços

Kenneth

Caro Kenneth, obrigado pela visita, reconhecimento e pela pergunta. Desculpe pela demora. Lamentavelmente não tenho o contato do Sr. Majid. Ele foi contratado por uma operadora iraniana, que por sua vez tem roteiros vendidos pela operadora brasileira, a Highland Turismo, com quem personalizamos nosso roteiro individual.

Um grande abraço,

Arnaldo

Obrigado pela atenção. Faremos quase o mesmo roteiro que vocês fizeram, só saindo Tabriz. Pena que não comeremos as melancias ofertadas pelo Sr. Majis, Mas quem sabe outro as ofertará.
Abraços

Kenneth

11:08 | Unregistered Commenterkenneth

Encontrei com a minha esposa e mail do Sr Madjid Minooei

m_minooi@yahoo.com

Espero que AINDA dê tempo.

Abraço e ótima viagem

Pôxa, que gentileza. Fiquei muito contente pela atenção e lembrança. Creio que dará tempo sim. Ontem emiti os bilhetes, e agora estamos fechando hotéis, vistos e rotas. Estamos bem animados com a viagem e com o que encontraremos. Iremos dia 25 de outubro. Abraços.

Kenneth

9:12 | Unregistered Commenterkenneth

Pôxa, que gentileza. Fiquei muito contente pela atenção e lembrança. Creio que dará tempo sim. Ontem emiti os bilhetes, e agora estamos fechando hotéis, vistos e rotas. Estamos bem animados com a viagem e com o que encontraremos. Iremos dia 25 de outubro. Abraços.

Kenneth

9:16 | Unregistered Commenterkenneth

Caro Arnaldo
Retornamos muito felizes da nossa viagem ao Irã. Infelizmente não houve resposta aos emails que enviamos ao Sr. Majid. De qualquer maneira, encontramos pessoas muito atenciosas e que nos ajudaram a fazer uma ótima viagem. Fomos contratando motoristas para cada trecho. Pontos para a honestidade dos iranianos, a simpatia e a beleza contida em cada ruela, em cada "lojinha", em cada monumento. Voltei com uma indelével sensação de que sou "esperto", haja vista que, repisando algo que li em um blog, consegui sobreviver à aventura de atravessar as avenidas de Tehran ou até mesmo nas andanças pelas calçadas, dominadas pelas motos e até carros. Mas nada disso tirou o brilho de uma viagem maravilhosa. Investimento muito melhor que o Tesouro Direto. Obrigado pela atenção.
Kenneth Fleming

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