MENSAGEM ao LEITOR
CONHEÇA QUEM ESCREVE

BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

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Domingo
Jun232013

Para ser um bom escritor de viagens

                 ALGUÉM já disse que a “perfeição é uma raridade, um evento esporádico”. Para viajantes isso pode soar como grande verdade: toda viagem, por melhor que seja planejada e programada, estará sujeita a contratempos e à ocorrência de eventos negativos supervenientes à sua vontade.  Para escritores que miram a qualidade, também. É um pesadelo. Sob sua perspectiva, toda matéria escrita também será um evento com possibilidades de ocorrência de erros. Para eles, que perseguem a “perfeição” (a qualidade excepcional), a sujeição a resultados indesejáveis sempre é frustrante.

                 O que aprendi de mais importante com o tempo que me dedico a tentar aprender a escrever bem (sem ainda ter conseguido) foi que não há regras infalíveis para tornar alguém sem talento um bom escritor de viagens.  Só os com talento nato não sofrem as gigantescas dificuldades de quem não o tem. Para estes, o que precisam são de excercício, suor, persistência e sobretudo leitura.  Escrever muito, todos os dias.

               Antes da Internet, escrever e publicar um livro dava impulso e credibilidade instantâneos na carreira de um escritor. Hoje em dia qualquer um pode publicar o que desejar. Na web, e-books e até impressos em máquinas print-on-demand. Mas para produzir algo verdadeiramente significativo e que alcance sucesso (de verdade, não meia dúzia de livrinhos vendidos) as dificuldades continuam as mesmas.

                Então, qualquer bom viajante pode tornar-se um bom escritor? Em princípio, sim. Ao menos razoável. Focar-se nos detalhes, de todas as coisas, ao viajar e escrever, também resulta bons efeitos ao final. Quem vê detalhes, cheira, prova, ouve e toca em suas explorações, o curioso explorador, terá bem mais o que contar ao seus leitores do que os meramente contemplativos. O “novo” e o “diferente”  recheiam melhor de conteúdo bons relatos de viagens. O resto deve vir do capricho dedicado ao trabalho, para que se consagre num bom editor de blog.

                A maior parte dos relatos de viagens é incrivelmente enfadonha. Não me refiro aos amadores. Tipo "viagem com a família para a Disney", ou os diários pessoais de viagens tipo "tomamos café, saímos do hotel, entramos no trem, chegamos no museu...". São tão chatos quanto aquela seção de slide shows e de filmes domésticos. Ser superficial não é um defeito, apenas uma característica pessoal. Poucos conseguem ir além do não óbvio: cativar, emocionar, fazer rir ou chorar. Há mil truques e dicas para alcançar o objetivo, mas nenhuma tão eficaz quanto ser autêntico, ter personalidade, compartilhar com emoção, trabalhar, trabaçhar, trabalhar. Truques e dicas podem até ajudar, mas se o conteúdo de um relato fortão lamentávelmente ruim quanto todo o entulho que polui o universo de blogs de viagens, as revistas de viagens brasileiras e a seção de literatura de viagens das livrarias, nada feito.

                  Aqueles que não estejam focados na audiência e na possibilidade de conseguirem alguma propaganda em seu blog também alcançarão o objetivo mais rapidamente.  Se a praga da “monetização” já arrasou muitos bons e prestigiados blogs, imagine o que fará com um iniciante. Os focados na rentabilização não percebem que seus relatos tornam-se cada vez mais suspeitos. O mercantilismo baseado num marketing que os orienta os recheia de linguagem vendedora, relatos de “viagens” e produtos sem compromisso com o leitor, senão com o anunciante. Não consigo identificar sei que tipo de leitor pode atrair-se por eles.

                 Se você pretende começar a escrever sobre viagens com objetivos simples e honestos de compartilhá-las livremente, não de ganhar dinheiro, tem aqui meu incentivo e apoio. É pra você que escrevo estas reflexões, sugerindo-lhe modelos, exercícios e caminhos a seguir.

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O que é preciso para ser um bom escritor de viagens?

                Primeiramente saber que não há formula mágica. Depois, reconhecer que o elemento pessoal é indispensável. Ainda que ler outros escritores de viagens seja fundamental, um escritor de viagens precisa estar empolgado com o que ele mesmo escreverá. E sentir que precisa fazê-lo ainda melhor do que o fez da última vez. Ter consigo o compromisso a cada nova matéria, ser um inconformado com o anterior, ter sua auto-crítica em plena atividade e jamais achar que o que faz etá bom. Um bom escritor de viagens usa tanto o coração e a mente quanto os dedos ao escrever. O leitor precisa ser captado pela emoção de quem escreve, independentemente de seu estilo. 

             Muitos "especialistas" na Internet já tentaram. Conselhos são abundantes neste meio e até mesmo em livros. Mas não é possível transformar qualquer indivíduo num grande escritor. Pelo menos não de uma hora pra outra e com uma leitura. São precisos prática permanente, maior quanto menor o talento. Pense em anos de exercício, não em semanas. Podem-se (e devem-se!) ler a todos os que "ensinam" a escrever, mas com cuidado. Há blogs que abordam o tema, associações que publicam dicas de como escrever bem sobre viagens e outras que sugerem caminhos para ganhar dinheiro com eles. Todavia saiba que não há magia capaz de tornar qualquer indivíduo num gênio literário, muito menos num blogueiro de viagens rico e que viva exclusivamente disso. Mas se seu objetivo é ganhar uns trocados, vá em frente, siga os conselhos e exemplos desta blogosfera, transforme seu blog num carro alegórico e não se preocupe em ser um bom escritor.

               Um bom relato de viagem de quem não tem o dom de escrever é sobretudo o resultado de um enorme esforço pessoal. Pessoal, entende?  Isso quer dizer seu, não das idéias de outros. Ou, então, que é preciso ser diferente, ter personalidade. O que significa ser você abordando o seu destino relatando a sua viagem ao seu modo.

              Ter simplicidade e cortar palavras desnecessárias também funciona. Exercite o corte. Elimine palavras, depois frases e por fim parágrafos. Se não fizerem falta, descarte-os. Experimente com este meu texto: copie e cole, edite-o e tente reduzí-lo. Se o fizer e não perder seu sentido, parabéns! Mesmo tendo feito isso antes de publicá-lo, tenho a impressão de que ainda há "coisas" sobrando.  Volta e meia venho aqui e as edito. 

              Também não escreva seu blog tentando fazer um "guia de viagens". Você sabe, já há muitos, e tão bons que sua tentativa será inglória. E inútil. Um leitor precisa ser inspirado, jamais guiado. E ler um blog que forme opinião, lance idéias, motive-o e instigue-o, que esteja francamente focado em elevar a qualidade da blogosfera, não em ganhar dinheiro.

                Por mais que um destino já tenha sido abordado, sempre haverá a possibilidade de encontrar um jeito novo e diferente, criativo e inovador de mostrá-lo. O seu jeito. Mas aqui também é preciso ter cuidado: personalidade não significa ser pessoal, pelo menos não no sentido de ser "impositivo", egocêntrico, pretensioso. Isso é cafona. E chato. Servem apenas aos egos inflados de seus autores e aos puxa-sacos que os seguem. Admiração e respeito você conseguirá de outra maneira: sendo independente, não vendendo sua alma, sendo maduro, franco, ponderado, equibrado e centrado no leitor, não em você.

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Escritores de viagens precisam focar mais nos destinos do que em seus egos

                    Experiências pessoais em viagens são muito válidas, relevantes e bem-vindas. Fazem a diferença em relação aos guias impressos e virtuais de viagens. São úteis para o leitor porque mostram o ponto de vista do viajante, não de um guia impessoal e comercial de viagens. Isos, claro, se o objetivo do seu blog for efetivamente informar o leitor, não promover sua imagem e personalidade.

                   Certa vez li que a escrita é algo que nasce no ego. Invariavelmente. E que não há nenhum mal nisso, pois é assim que  a coisa funciona e flui. Eu concordo, pelo simples fato de estar aqui compartilhando isso com você. Mas quando um escritor percebe que seu ego sobrepõe-se ao contexto do que escreve, é hora de aplacá-lo. Sobrepôr o ego ao destino é cafona. Ter opinião é uma coisa, escrever bons relatos opinativos e não impositivos também. Tentar ser uma "personalidade" no meio é outra. São insuportáveis os “caga regras” (*), os "conselheiros" de viagens que dizem “não vá em hipótese alguma”. Não seja um. E não dê ouvidos a eles.

                   Quase ninguém está mais interessado nos restaurantes que você comeu, nos hotéis que dormiu, nas cias. aéreas que voou do que nas verdadeiras atrações do destino que você abordou. Sabe por que? Por que estas são que devem ser tratadas como complementares. É preciso ser muito hábil para descrever experiências pessoais sem parecer superficial. Ou, então, pior, aparentar mais importantes que o destino ou atração. É claro que todas as experiências pessoais relatadas são válidas, mas apenas quando inseridas no contexto da matéria. Afinal, foi a sua viagem.

                  Todas as dicas e reviews só serão notáveis, úteis e válidas se sevirem de exemplo para outros viajantes, não para promoverem o ego do autor. Por exemplo: citar que você comeu num restaurante econômico é tão bom e útil quando mencionar que teve uma espetacular experiência num caríssimo e luxuoso. Ou o contrário. Ambas as menções valerão para quem desejar experimentá-las, mas fotografar-se na classe executiva e postar a foto é tão cafona quanto inútil. Coisa de deslumbrado. Descrever um hotel magnífico e sua boa experiência hospedando-se nele é tão apropriado e válido num blog de viagens quanto mencionar as más experiências. Fotografar-se diante do carro alugado e do hotel em que se hospedou também só vale pra mostrar em reunião familiar. Num blog de viagens para um universo de leitores isso não é relevante. Mencionar sua experiência com o carro, sim. 

                 Postar fotos pessoais diante de uma atração também é válido, bacana e que proporciona personalidade ao seu blog. Ainda que seja uma questão de gosto pessoal e de estilo. Mas lembre-se!, este post é para quem como eu pretende ser um bom escritor de viagens, não um bom blogueiro pessoal de viagens. Para os que pretenden focar-se bem mais no destino e no texto do que em si mesmos. Isto só vale se você não for uma personalidade, senão um indivíduo comum e sem expressão. Como eu, sem a menor importância e reconhecimento, feliz por focar-se no destino.

                Outro pré-requisito que se atribui aos bons escritores de viagens (aos amadores, porque dos profissionais não espero outra coisa) é não abusarem de adjetivos. Especialmente os superlativos. Ainda que para nós - amadores que não pensam em dinheiro, senão na qualidade do que escrevem - este talvez seja o caminho mais fértil de maus exemplos e armadilhas. Todos somos afetados por elas. Como é difícil relatar uma viagem tão empolgante a países tão grandiosos quanto o Irã e a Índia sem exagerarmos nos adjetivos. Por isso, cuidado!

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Concisão não é laconismo. E Twitter não é pra escrever relatos de viagens

                É mais difíci ser conciso do que expansivo. E a a necessidade de ser breve quase sempre provoca frustração e conflitos. Isto é, entre os mandamentos de quem pretende ser um bom escritor de viagens é não perder tempo com a prolixidade. Claro que também correr como o diabo da cruz da cultura do curto prazo, abominar as meias palavras tanto quanto a prolixidade. Concisão não é laconismo. 

                Não usar as redes sociais para “relatar” viagens em 140 caracteres pode parecer óbvio, mas é a moda que, junto com postar fotos de viagens no Instagram está dizimando os blogs de viagens. Os “mimimis” e a superficialidade já nem deveriam fazer parte dos mandamentos de um bom blogueiro de viagens, já que ninguém com maturidade e focado em escrever decentemente jamais se preocuparia com isso. Parece óbvio, mas não é.

                 Ao contrário, é a leitura, associada ao exercício da escrita, o melhor caminho para evoluir em qualidade. Pensam assim os que miram na “perfeição”, ainda que saibam que jamais a alcançarão. Se eu tivesse que recomendar apenas uma atitude direcionada a escrever bem, ela seria: não se deixe corromper pelo populismo da cultura do curto prazo. Mas não consigo! Farei outras:  

1) não se deixe influenciar pela banalidade e superficialização das mídias sociais, 2) pelo “capitalismo” que assola os blogs, 3) pela mesmice das revistas de viagens brasileiras, 4) por escritores que trabalham dirigidos por posts publicitários, 5) pelo gosto pelo mau gosto quando desclassifica um destino que não gostou, sem saber pesar opinião pessoal com universal, 6) pela não procura do genuíno, isto é, pelo que é mais fácil de "vender", 7) não "jogue pra platéia", isto é, não deixe de ter e emitir opinião simplesmente poruq tem medo de discordâncias. De gente que usa máscara de "boazinha", de "lucianos huks" arrumadinhos e corretinhos, já estamos de saco cheio, 8) seja independente, fuja de "entidades de classe" que digam como você deve agir.

                De um bom escritor de viagens espera-se dedicação à escrita. Ao menos igual à sua capacidade de viajar, isto é, que escreva tanto quanto viaja.  E que tenha desejo por lugares incomuns, pouco visitados, isto é, aqueles com bom manancial de inspirações para bons relatos. Nas livrarias há muita coisa boa escrita por gente comum que empreendeu grandes aventuras e escreveu grandes relatos de viagens.

                Países como Índia, por exemplo, nos fazem compreender na porrada que nenhum povo e país se iguala a outro. E consequentemente, que nenhum indivíduo pensa e deseja as mesmas coisas. E também que nenhum relato tornará o próximo mais fácil, porque exercitar a escrita é laborioso, toma tempo, mas cujo bom resultado é inegável. Eu comecei escrever há anos. E-mails para amigos e familiares enquanto viajava. Aos poucos eles tornaram-se mais relatos do que notícias. E em 2006, dez anos depois, ercebendo que enchia as caixa postais com minhas mensagens, comecei este blog.

               Se o leitor destas (ainda) mal traçadas linhas passar os olhos nos primeiros posts notará a evolução qualitativa. Enorme e notável. E também o quanto reconheço que tenho muito a aprender. Ao voltar a este texto, notará que a falta de talento é ricamente compensada pela auto-noção, do bom senso de saber que buscar qualidade é o único caminho para colher bons resultados.

               Também se espera que um escritor de viagens não tente ser engraçadinho. Especialmente se efetivamente ele não for. Porque fazer piadinhas é para redatores de comediantes, apropriadas a quem prentende escrever um blog de piadas. é preciso perceber que a linha entre parecer babaca e engraçado é muito tênue. Cuidado! De escritores de viagens espera-se maturidade, seriedade, o que não significa que não possa ser divertido. Ser diverido é outra coisa. O que um escritor de viagens conseguirá num blog fazendo piadinhas tolas? Dois ou três puxa-sacos comentando que riram muito das babaquices? Não chegarão à mínima parte dos que te acharão tolo. Ou dos que terão vergonha alheia de suas babaquices sem no entanto comentarem-nas. Linguagem infantilóide também não funciona. Só é apropriada para fofocadas no Twitter. Caso contrário soarão ridículas. E imaturas.

                Se ainda assim pretender ser divertido, inspire-se em quem é de verdade: o dublê de blogueiro e jornalista Beto Pachoalini ( do blog “O meu lugar” ), antológico na blogosfera, cujos textos são incomparáveis e divertidos de verdade, com maturidade e bom gosto, e o “Gabriel quer Viajar, do Gabê Britto, publicitário e viajante-escritor, outro exemplo do que é ser divertido naturalmente, claro sem sequer resvalar no que eu atribuo como escritor-babaca.  Ambos são notáveis presenças na Internet, portanto, altamente recomendáveis para quem procura vida inteligente no mundo dos blogs, estejam eles produzindo ou não. São um verdadeiro patrimônio. Inspire-se neles!   

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Ter gosto pela escrita ajuda muito

                O gosto pela escrita eu tenho. Desde a infância. “Simancol” também: sei que habilidade é outra história. Ainda moleque eu exercia o prazer de escrever. Cartas, historinhas, bilhetes e redações. Mas talentoso já sabia que não era. Talvez porque eu também me dedicasse à leitura. E aí sim, percebia o que significava "saber escrecer". Que quando não se tem talento, a leitura é seu “simancômetro”.

                Escrever com um dicionário ao lado, e recorrer a ele, é um mandamento tão óbvio para um escritor não culto, como eu, que já ia me esquecendo de mencionar. Interessar-se por cultura também. Mas ao contrário dos dicionários, o interesse deve ser empregado com moderação, pra não tentar parecer culto. Aqui o "simancol"  se faz necessário também: um bom escritor reconhece que ninguém é suficientemente culto que justifique parecer besta. Citar autores reconhecidos pra parecer que os leu é brega. É papo jacu. Só recomendo isso quando for absolutamente indispensável, inserido no contexto e que não tenha a mais remota pretensão de mostrar-se culto.

                Também é preciso evitar os erros de digitação, gramaticais, de concordância, de composição e ortográficos. Mesmo com todo meu empenho, insisto neles. Volta e meia estou a publicar absurdos. Num dias desses escrevi “intinerário”! Mas saiba, sempre haverá um leitor atento para corrigir. É o tipo que nunca escreveu para para elogiar, mas está presente. Saber lidar com rejeições e comentários ásperos, implicantes, também é um mandamento para quem pretende escrever e publicar. Tornar suas idéias públicas atrai de tudo. Bons e maus. Felizmente os primeiros em maior quantidade, talvez porque falte coragem aos outros.

                 Eu nem me surpreendo mais com a quantidade de coisas erradas que escrevo, do que esqueci das aulas de português no ensino médio. Mas sempre é recorrente a lembrança de como é difícil provocar emoção, inspirar e motivar um leitor. Sobretudo arrancar dele um comentário.

               Nada é mais arrasador para um bom artigo do que uma palavra mal escrita, uma frase mal construída, um exagero nas palavras. Um bom meio de treinar foi submeter meus artigos a revisores amadores, a amigos e a familiares. Evidentemente não sem antes pedir-lhes plena franqueza. Já não faço mais isso. E quanto mais arrasadoras as críticas, melhor construo o próximo trabalho. Melhor me situo para defender o que penso. Isso não significa que a gente não deva responder a quem se dá ao trabalho de vir aqui, ler e criticar. Especialmente os chatos. Ao contrário, quem quer escrever um bom blog e ter audiência deve ficar feliz com o fato de ter irritado um chato que nunca passou pra elogiar, mas tá sempre de plantão pra descer o sarrafo. Felizmente comentários positivos e construtivos têm sido bem mais representativos na história dos 7 anos de vida do blog. E isso deve ser algo que também motive o leitor a fazer seu blog de viagens, contar suas experiências compartilhando-as com o público.

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É fácil escever para inspirar, emocionar, motivar?

              NÃO! Lembrei-me disso neste fim-de-semana. Dediquei-me intensamente à escrita e à pesquisa de nossas próximas viagens: ao Grand Teton e ao Yellowstone National Parks, em Jackson (Wyoming), em julho, e depois a Sabi Sands, na África do Sul, para um Safari fotográfico em agosto. Mas especialmente ao Irã, que visitaremos em Outubro. A complexidade e a profundidade cultural iraniana exige uma abordagem madura, leitura e pesquisa substanciosas, atitudes responsáveis. Não é fácil alcançar mínima qualidade sem dedicação a estes fundamentos.

                Como descrever o esplendor do Irã e transmitir ao leitor uma inigualável sensação do que é o país, no que consistem sua arte, cultura e caráter de seu povo? Especialmente sendo a aspiração bem mais pretensiosa que a minha capacidade! Uma atitude curiosa do iraniano, por exemplo, é o fato de que absolutamente todo mundo se aproxima de você para falar alguma coisa. Curiosos genuínos, que falam de sua cultura, jovens extrovertidos, educados e descontraídos que param os turistas nas ruas perguntando-lhes sobre sua vida pessoal, seu dia, de que país estão visitando o Irã, sobretudo o que acham deles. Alguns querem saber mais, como já experimentamos na Índia e no Uzbequistão: se somos casados, onde estamos indo, o que compramos, se temos filhos e por aí.  Isso pode até comprometer a percepção de alguns, porque nossa personalidade ocidental é obcecada por privacidade. Normalmente nossas questões pessoais jamais são comentadas publicamente com desconhecidos. Mas para eles não. É uma das maneiras legítimas de começarem uma apresentação. Sobretudo de demonstrarem hospitalidade e receptividade. É um costume, ou um critério, difícil de aceitar para alguns, mas extremamente divertido para nós. E que resulta eficiente. Mas o fato é que como tudo no Irã, como é difícil escrever definindo tal característica, sobre um povo que herdou uma das mais duradouras civilizações. Seria necessário muito mais cultura, conteúdo e habilidade do que tenho para abordar a civilização persa sem superficialidades em tão poucas palavras. Para mostrar como suas antigas tradições ainda afetam a vida e os costumes do Irã moderno. E em quase todas as esferas das atividades sociais, culturais e humana de seu povo, especialmente na escultura, na pintura, na poesia, nas jóias, nos tapetes, na arquitetura, na ornamentação, na ciência, na filosofia e no folclore.

                Fazer anotações pessoais durante a viagem também é um bom exercício. Todavia deixar de aproveitá-la para blogar ao vivo é um erro infantil. Eu mesmo já o cometi. É um exibicionismo explícito e desnecessário. Corro dele. Além de tudo, uma perda de tempo, a desconcentração naquilo que é efetivamente importante: explorar o destino. Se eu não tivesse evoluído deste mal provavelmente hoje seria mais um “escritor de viagens” que conta cada minuto das suas ao vivo no Twitter. E enche a mídia social de informações inúteis, pessoais, infantis e superficiais: "tou no taxi pro aeroporto".

                Também não me preocupeo em fazer anotações exageradas de endereços e recomendações, salvo aquelas que resultaram experiências efetivamente brilhantes. Ou pessoais, que não serão publicadas, porque são irrelevantes para o leitor. Muito cuidado com o egocentrismo! 

                Tentar escrever um guia de viagens cheio de informações úteis num blog é inútil. E chato. Quem precisar delas deve comprar um Lonely Planet. E pesquisar na Internet em páginas oficiais. Um guia de viagens impresso é o mais interativo dos objetos, com o qual pesquisamos e nos guiamos in loco. Como faz minha doce Emília, que o folheia com rapidez, o consulta antes, durante e depois, marca e acentua seus interesses, o que pesquisaram seus autores, os escritores profissionais que viveram meses nos lugares levantando dados. Mas é bom fazer neles suas anotações pessoais, correções de eventuais discrepâncias e alterações. Leve um guia. E uma caneta!

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Como recomendar, sugerir e opiniar sem ser impositivo

                    Não sendo. Nem chato, nem presunçoso. Há recomendações que servem para todos. A maioria não. Um escritor de viagens deve saber disso. E ter em conta que experiências pessoais, resultam de um universo que não é necessariamente a condição do outro. Coisas do tipo "não vá em hipótese alguma" ou "vá mesmo que esteja morrendo" revelam egocentrismo, simplismo, individualismo, ignorância, pretensão. Ainda que um relato deva ter personalidade, levar em conta o leitor e reconhecer a sua necessidade, para então adaptar sugestões à realidade dele, sem desqualificar sua vontade de ir, como ir, onde ir e quando quiser ir.

                  Para conquistar o leitor, é fundamental ter opinião, originalidade e personalidade. Sobretudo para compreender que um leitor, seja anônimo, desconhecido ou amigo de infância, tem suas particularidades. Bogs de viagens e perfis de viajantes "conselheiros" nas redes sociais são férteis em injustiças, exageros, egocentrismos e esnobismo. Recomendações impositivas, imperativas e professorais são um verdadeiro desserviço turístico. Afirmações como “não vá em hipótese alguma” serão sempre pretensiosas, pois jamais levam em conta o seu desejo, as suas características, a sua personalidade e a sua disposição. O bom senso que falta a estes exagerados sobra aos que recomendam “Vá se...”. São estes os úteis, os providenciais que um leitor deve considerar e um escritor inspirar-se.  Em resumo, evite ser chato. Como todos os demais chatos que abundam na Internet: os eno-chatos, os google-chatos, os eco-chatos e sobretudo os travel-chatos. Também cuidado com os que copiam citações e parágrafos de romances literários, os tomam para si modificando-os e os publicam como se fossem seus. Copiar coisa dos outros é a mais cafona das cafonices que um escritor e conselheiro de viagens pode praticar.

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Conclusão

                 Seja positivo. Escreva e compartilhe suas viagens e fotos. Tenha em mente que jamais será um bom escritor de viagens, a melhor condição para que eventualmente um dia possa ser. Ao menos sob o meu critério de avaliação, eu sei que não sou. E se o leitor teve coragem de chegar até aqui, muito obrigado!  E parabéns pela paciência. Acho até que vou começar a pensar que sou um bom escritor amador de viagens. Um grande abraço!

                Segundo minha doce Emília, do "A Turista Acidental", que também pensa como eu em termos de independência e busca da qualidade bloguística,  "A questão de escrever é espinhosa, considerando tudo: a escolha do tema, do seu ponto de vista original, do encadeamento de assuntos/idéias, corte de supérfluos, revisão gramatical...Mas uma coisa que eu sinto ultimamente é a dificuldade de realmente trazer um aspecto ou visão novos do lugar, tendo tanta coisa já sido escrita em papel e na internet. Como ser relevante em meio a tanta informação é o desafio." Obrigado pelo comentário.

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Notas:

1) Ler boas revistas de viagens também inspira e contribui. “Volta ao Mundo”, “Rotas e Destinos”, “Nat Geo”, “Meridiani”, “Lonely Planet”,  “Caderno Viagens” do Jornal O Globo e do New York Times, por exemplo. E assistir a bons progamas de TV. Do Olivier Anquier, do Anthony Bourdain, do Andrew Zimmern, da BBC HD, do Travel Channel. Pra citar alguns.  Ler boa literatura escrita por quem sabe escrever sobre viagensm, então, é um grande aprendizado. Entre eles (mas a eles não me restrigindo) destaco o Haroldo Castro, o Alain de Boton, Bruce Chatwin, Paul Bowles, Paul Theroux, Jack Kerouac, Bill Bryson, Gonçalo Cadilhe, Gustave Flaubert, Edward Hopper, Baudelaire, Van Gogh, George Orwel, Bruce Chatwin, Isabella Tree, Charles Dickens, Ernest Hemingway e Marcopolo. São exemplos de bons viajantes e escritores exemplares.

2)  Guias de Viagens: usamos sobretudos os guias Lonely Planet, que mais agregam informações efetivamente úteis, substanciais, conceituadas, confiáveis, francas e sobretudo não impositivas. São de longe os que melhor informam o leitor, todavia não são indicados para quem não procura muito aprofundar-se nem busca o incomum. Os DK (Guia Visual), são muito bons, bem resumidos e ilustrados, mas perdem em conteúdo e dicas de quem "morou" nos lugares que descrevem, como os autores do  Lonely Planet. Mas o importante é encontrar o seu guia: Rough Guides, Insight Guides, Fodor's, DK Eyewitness, Time Out ou Frommers. 

3) "Cagar regras" é o ato de achar que todos devem seguir um só comportamento, considerar que uma experiência pessoal é única e vale para todo o Universo. Esse tipo é muito comum nos relatos de viagens e entre os conselheiros do Twitter. É um tipo bem mais nocivo, perigoso, prejudicial e ruinoso do que um ingênuo pode avaliar. Ele acredita que a sociedade é linear. E imagina que só há um jeito de arrumar malas. O seu (dele) jeito. Supõe que todas as necessidades e gostos são iguais aos dele. E que todo mundo tem os mesmos orçamentos, afinidades e interesses.  

Reader Comments (12)

A questão de escrever é espinhosa, considerando tudo: a escolha do tema, do seu ponto de vista original, do encadeamento de assuntos/idéias, corte de supérfluos, revisão gramatical...Mas uma coisa que eu sinto ultimamente é a dificuldade de realmente trazer um aspecto ou visão novos do lugar, tendo tanta coisa já sido escrita em papel e na internet. Como ser relevante em meio a tanta informação é o desafio.
Um beijo...

15:44 | Unregistered CommenterEmília

Para mim, escrever bem tem muito a ver com o conhecimento de como projetar no papel todas as idéias, pensamentos e reflexões que temos. Verdadeiramente, Arnaldo, Emília e você sabem como transmitir os sentimentos, idéas, experiências e pensamentos de suas viagens. Eu mal consigo escrever. Eu admito. É como se as idéias que vieram de uma só vez e não poderia desenvolver e comunicar através da escrita. Mas eu gosto de ler as experiências de outros viajantes, especialmente aqueles como você, que escreve e trasmite tão bem. Desde luego, escribir es enriquecedor, pero leer también lo és.

4:42 | Unregistered CommenterCarmen

Obrigado, Carmen. Receber comentários como este seu TAMBÉM enriquece muito o autor.

:-) :-D

8:50 | Unregistered CommenterCarmen

Olá Arnaldo!! Sempre muito bom te ler.. era, academicamente.. continua sendo, prazerosamente..
E se hoje me arrisquei no universo blogueiro, tens grande influência..
seja pelos seus textos, como pelos teus posicionamentos e atitudes diante dessa esfera virtual..
E não é por acaso que o referencio neste meu novo espaço..
em que, assim como o tema, as contribuições são livres..
Sinta-se convidado.. para visitar, como participar, contribuir.. Abraço!!

Arnaldo, que surpresa boa voltar aqui e ver outro post com meu nome. Agradeço mais uma vez. =) Sobre o texto, concordo com muitos pontos, mas principalmente com este: "...um escritor de viagens precisa estar empolgado com o que ele mesmo escreverá. E sentir que precisa fazê-lo ainda melhor do que o fez da última vez". O prazer pelo que se está relatando é a alma do texto. Qualquer texto é sofrido, mas os textos sem prazer são terríveis. E isso está intimamente ligado à paixão pelo destino relatado. Se o texto for sobre um destino pelo qual o autor não está apaixonado, isso vai transparecer. Pode ser que não apareça um texto ruim, mas certamente será inferior a outro texto do mesmo autor, cujo tema tenha sido escolhido com paixão. Para finalizar, a necessidade interior de se fazer um texto novo sempre melhor do que o anterior é verdadeiríssima e muito dolorosa. Mas quando há paixão, tudo acontece naturalmente. Abraço!

Escrever bem é uma coisa, relatar concisamente as experiências de uma viagem é outra, as duas coisas com uma pitada de humor é uma pérola.
O Arnaldo diz que ainda não é grão de areia na Ostra; pois eu acho que a pérola está-se formando, só assim se explica as horas que passo a reler o seu blogue, como este post que li até ao fim apesar de não ter pretensões a ser escritor de viagens.
Quem me dera que tivesse lido isto antes de ter iniciado o meu blogue; O mal está feito, mas nunca é tarde para corrigirmos.
Thanks
Abraço, Carlos

Carlos, imensamente grato por seus dois comentários. Ganhei o dia!

Grande abraço.

Olá Arnaldo!

Quando pela segunda vez um leitor me recomendou seu blog, confesso que caí aqui um pouco desanimado. Não são poucos os blogs na rede com a intenção clara de ganhar uns trocados. Como estive recentemente na Etiópia logo me interessei pelo seu post de Gondar e enquanto eu lia o seu relato eu já percebia que seu blog era diferente e tinha sido "um achado", mas não esperava que o próximo link que eu clicaria me levaria para uma verdadeira aula de "escrita de viagem". Ao ler suas dicas eu me animei porque percebi que apesar de amador e dos erros (4 anos "blogando") estou no caminho certo.

Estou viajando sem parar desde 2010 e estou tão animado em conhecer meus próximos destinos, conhecer as pessoas e fazer novas amizades quanto em sentar todos os dias para escrever e compartilhar essas experiências que estão de fato, mudando minha vida.

Minha leitora me escreveu recentemente o seguinte: ".... é difícil achar blogs que tragam imagem e conteúdo de forma esclarecedora e quase poética... Outro site perfeito que sigo é o do Arnaldo Interata, do Fatos e Fotos de Viagem, é perfeito, com qualidade e criatividade... Dá uma olhadinha, acho que você vai gostar para se inspirar ainda mais."

Sem dúvida estarei aqui com frequência para me inspirar e aprender mais com você! Adoraria um dia ouvir suas críticas (sério, as negativas) se um dia perambular pelo meu blog, tenho certeza que aprenderia muito com elas!

Um abraço,

Gusti Junqueira

Caro Gusti, seria pouco apenas agradecer este comentário, especialmente depois de ter ido conferir seu blog (daqui a pouco passarei por lá para comentar)) e verificar que foi uma das melhores coisas que vi há tempos na blogosfera. Textos divertidos e espirituosos, reflexões e um modo incrível de viver a vida. me sinto mais que agradecido, senão honrado.

Um grande abraço

Boa noite, Arnaldo.

Estou criando um site sobre destinos turísticos na América Latina, minha grande paixão. Tenho acessado muitos sites e blogs de viagens para ver o que tem sido produzido e hoje, ao procurar sugestões de como escrever textos de viagens realmente relevantes, me deparei com muita coisa senso comum e que pouco (ou quase nada) se aproveita.

No entanto, me deparei com esse seu texto, escrito em 2013. Considerei-o como um presente. Se me permite a metáfora: uma flor no meio do deserto. Um texto por demais oportuno e que realmente oferece sugestões pertinentes para quem deseja se dedicar com seriedade a escrever conteúdos sobre destinos turísticos.

Agradeço por compartilhá-lo e por possibilitar uma reflexão realmente crítica em torno dessa atividade, que hoje se tornou, na maioria dos casos, algo banal, que nada de novo acrescenta, que nada desenvolve. Apenas reproduzem e parafraseiam reproduções já feitas e desgastadas.

Seguindo a sua sugestão e da Emília, encararei com seriedade e comprometimento o desafio de sempre buscar "ser relevante em meio a tanta informação...", cuidando para não cair no pedantismo e no egocentrismo. Sobretudo, criando postagens não pensando nos rendimentos que os acessos podem me proporcionar, mas sim no que me toca realmente, naquilo que verdadeiramente me motiva a escrever, focando unicamente no destino e no estilo do texto.

Obrigado e um fraterno abraço aos dois,
Rafael

Caro Rafael, obrigado por vir aqui, ler e gostar, sobretudo por escrever um comentário tão bacana. Saiba que ainda hoje muitas vezes as palavras que escrevo não conseguem expressar o que pensei ou senti. Ao menos não com precisão. E quando as leio, me parecem mais distorções e tolices do que expressões da verdade. Mesmo assim agrada-me escrever, e talvez o seja porque eu acredite que da próxima vez as julgarei melhor, e tudo me parecerá mais válido do que absurdo.

Muito grato e não esqueça de deixar o endereço deonde começar a publicar o que escrever.

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