CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             "Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

              Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Segunda-feira
Set162013

A Internet e a democratização dos relatos de viagens

A Internet democratizou e ampliou as possibilidades de expressão e o acesso à informação. E também tornou possível a interatividade dos leitores com a maior parte de suas mídias. Melhor ainda, revelou novos autores, especialmente os que relatam viagens. Mas a qualidade não acompanhou o valor das possibilidades. O que antes era um privilégio de jornalistas e escritores, inacessível a simples amadores com pretensões literárias (eu o melhor exemplo), tornou-se algo que todo mundo pode: escrever. E isso é maravilhoso. Seja onde for: blogs, Twitter, Facebook, Google +, Pinterest e muito, muito mais mídias. É natural a todo viajante, de alguma forma, ter o desejo de contar sua história de viagem. Muitos o fazem escrevendo. Sem pretensão. Na forma de diário, de crônica ou de simples relato amador. Eu mesmo sou um escritor medíocre, sem mínima expressão, que só conseguiu alguma através da Internet.

 Contudo, hoje são milhares de pessoas concorrendo entre si, disputando seus segundos de atenção e audiência ou de fama, pretensão demasiada, mas notável. E no que resulta toda essa “luta”? A busca desesperada por audiência e reconhecimento, cada dia mais feroz e nociva, autofágica. A briga por audiência se parece como a dos integrantes dos reality shows. A massificação arrasou a produção artística e a musical, o cinema e a TV. Parece estar fazendo o mesmo com a literatura de relatos de viagens, tornando o conteúdo das redes sociais na internet um problema de saúde pública.

Produzir já não basta. Tem que postar, compartilhar, receber likes, sobretudo pedir muito por eles. Além de estar "presente" em tudo o que estiver ao alcance. Em nome da audiência. E se as possibilidades virtuais e presenciais que há já não bastam, criam-se novas: mídias sociais, blogrolls, comunidades, comparecimento em caixas de comentários, criação de associações, agremiações, participação em congressos. Tudo pela audiência. E por que apenas pela audiência? Por que não pela qualidade? Porque seria o suicídio da monetização. Se qualidade fosse o pré-requisito, todos perceberiam - diante de tal quantidade de gente clamando por reconhecimento e audiência - que o interesse nesse mundo está inexoravelmente encolhendo. Simplesmente porque os estão tornando enfadonho. Exaustivamente vazio, superficial, fútil, comercial e não confiável. Me refiro a algumas páginas profissionais e a outras com pretensões de sê-las. 

 Diante da pasmaceira das revistas e dos blogs profissionais de viagens brasileiros, não posso deixar de destacar uma página profissional, feita com extremo cuidado e que anda na contra-mão disso tudo: “Passaporte BCN - Desvendando Barcelona com dicas de viagem”, do Tony Galvez. É a blogosfera profissional incorporando novos paradigmas: qualidade do produto, bom lay-out, conteúdo sério e independente, desvinculação de direção comercial, profissionalismo, não envolvimento promíscuo com o business, sem orientação de nenhuma agremiação. Ainda que seus objetivos sejam almejar propaganda. Tão raros são esses blogs e portais de viagens preocupados com textos bem escritos que nem mesmo um ótimo exemplo desses consegue remover meu desinteresse pela blogosfera e pela imprensa brasileiras de viagens. De tanto que a Internet quanto a imprensa foram corrompidos pela monetização.

 No entanto há blogueiros de viagem extraordinários fazendo um trabalho absolutamente fantástico, atraente, inspirador. Uns amadores, outros tentando profissionalizar seus blogs. Que tal dar uma olhada no Gabriel Britto, do Gabriel quer viajar, por exemplo. É para compreender o que eu falo disso tudo, o que defendo e o que desprezo. Mas não quero ser injusto, deixar de fora  outros blogs respeitáveis. Por hora são apenas estes que me ocorrem, blogs "profissionais" que respeito e admiro: o TUROMAQUIA, os do TONY GALVEZ, o AQUELA PASSAGEM do Rodrigo Purish (mais um que se foi), o CONEXÃO PARIS (da Lina) e o VIAJOLOGIA, do Haroldo Castro, na Época.  Não venderam suas almas à monetização, nem o coração ao mercado anunciante, tampouco qualquer um de seus órgãos ao conteúdo pago. Encontraram um caminho admirável para ganho de dinheiro: vendem seus próprios produtos, além de espaços à pubicidade sem comprometimento do conteúdo e da credibilidade.

Blogs de viagens e as mídias sociais

Todos sabem que sou um anti-midiático social. Mídias sociais podem até ser úteis, mas na maioria das vezes põem a sanidade de muitos perfis em xeque. São fragmentadoras. Pulverizam. Sofrem alterações, aparecem e somem. Afinal, é assim a dinâmica da Internet. É inclusive uma das razões porque os blogs estão definhando. Culpa dos próprios blogueiros. Algumas dessas mídias desaparecem por incompetência, outras por desinteresse dos usuários (postadores ou leitores). Algumas eu considero até uma forma de involução da Internet.  Novas mídias sociais são inventadas, vão inovando e criando cada qual sua turbulência. E como todas, passam da fase de nascimento à de crescimento estrondoso, depois da estabilidade ao desuso. E em passos lentos, não posso negar, acabam.Não sem antes viciarem muita gente.

Felizmente parece que o mundo e a Internet não acabarão como elas. Infelizmente também não a superficialidade que as caracteriza. Mesmo que tão recheadas por irrelevância, futilidade, informações descartáveis, opiniões não balizadas, pretensiosas e preconceituosas. Também não por causa da falta de rigor com a qualidade, com a perda de sentido de realidade, de conteúdo, de dedicação séria de seus autores aos verdadeiros princípios do que seja informar. Simplesmente porque o interesse e o compromisso comerciais são inimigos da opinão descompromissada e imparcial. 

O jornalismo também perde substância com as revistas e os jornais. O jornalismo da moda produz coisas como Destak e Metro. São os melhores exemplos de jornais medíocres, de jornalismo superficial, comprometido com volume de audiência e anunciantes, não com qualidade. São distribuídos gratuitamente nas ruas, feitos para ler e descartar. Não grudam na memória, são o Twitter do jornalismo. E basta olhar para a blogosfera e notar que é possível estabelecer comparações entre ambos.

E se é verdade o que sinto e percebo, se não estou errado no que venho expressando há tanto tempo, se há mais oportunidades que ameaças, se não é apenas ranzinisse dos exigentes e seletivos, dos que focam na qualidade (dos bons textos e visual cuidadoso) não na quantidade (audiência e reconhecimento), então, a melhor estratégia para escritores sérios de viagens da era da Internet pode ser evitar a própria Internet. Olharem para si mesmos, para a qualidade de sua escrita, concentrarem esforços em escrever bem. Sobretudo legitimamente, isto é, com independência, não focados na famigerada monetização. Aliás, escrever bem não, escrever cada vez melhor! Esta deveria ser a meta.

Blogs de viagens são úteis?

Sim, absolutamente. Muito. Ainda que não no nível de importância que alguns atribuem-nos. Mas o que todos deveriam ter é humildade de discutir (com entusiasmo!) a qualidade de seus conteúdos, não o crescimento da audiência visando ampliar suas possibilidades de monetização. Tampouco achar que blogs de viagens chegam a mudar o comportamento do mercado de viagens e do viajante. Tudo isso é falácia. Falácia indutiva, composta por afirmações enganosas, generalizações enganadoras, amostragens não representativas, pesquisas tendenciosas, falsas analogias, induções preguiçosas e omissão de dados.

Vejo nisso tudo muito mais ameaças à qualidade do que possibilidades efetivas de ganho com esses movimentos de monetização. Simplesmente porque defendendo-a, não resistem ao poder do mercado. Porque afinal é nele que buscam suas possibilidades de ganhar dinheiro.

Eu pensaria num novo modelo de sustentabilidade para os blogs. E gostaria de ver um movimento baseado no incremento da qualidade visual, do conteúdo, não da monetização. Para salvar o pouco que ainda resta de credibilidade e interesse. Antes tarde do que nunca.

A indústria de viagens já acabou com as revistas de gênero brasileiras e algumas estrangeiras. E desde que começou a ditar o conteúdo dos blogs de viagens e orientar seus autores, os resultados não são surpreendentes. A imprensa costuma chamar os que escrevem sobre viagens na Internet de "blogueiros". Intencionalmente ou não, me parece uma forma de desqualificar a atividade dos verdadeiros escritores de viagens, jornalistas que se atrevem a publicar em blogs. Eu não gosto do termo "blogueiro de viagem". Ele tenta dar à atividade uma importância que ela não tem: de profissão. Jamais o usaria para descrever a mim mesmo.

Escrever sobre viagens na Internet é uma forma de expressão muito válida. E tem revelado talentos. E como em qualquer área, há bons e maus escritores, bons e maus blogs, relatos empolgantes e atraentes, insípidos e tediosos. Lamentavelmente, os bons são notáveis excessões. Simplesmente porque para ser bom não pode ser feito para um público que navega em vez de ler, que procura posts curtos e fáceis de assimilar ou consumistas freqüentes de cultura descartável. Há muitos desses blogs "de viagens" mais focados em publicidade do que em relatos.

A monetização é apenas um dos motivos porque os blogs de viagens estão definhando. O que acontece com o processo não é nem tanto por causa da comercialização de espaço para publicidade. Isso os torna apenas feios e poluídos. O que afunda os que comercializam conteúdo é a perda de relevância, de qualidade, credibilidade e transparência, porque passam a comprometerem-se com o anunciante ou pagador.

Reconhecimento pela qualidade deveria ser a recompensa de quem escreve

Se escrever um livro é um luxo inalcançável para a imensa maioria dos que escrevem relatos de viagens, que tal a recompensa do reconhecimento pela qualidade de uma boa escrita? E pela honestidade de propósitos? Em produzir um bom relato, livre e independente. Sem foco em patrocínios, sem pretensões comerciais, senão num trabalho dignificante, construtivo e positivo? Sobretudo útil e agradável de ler. Dedicar bem mais tempo ao reconhecimento pela qualidade e conteúdo do que à busca pela audiência. Em não publicar futilidades tanto nos seus blogs quanto em redes sociais? Que tal, em vez de desperdiçar tempo e talento, investí-lo no exercício da escrita, no seu aprendizado, na leitura e na publicação de relatos cada vez mais inspiradores em seus blogs? Isso precisa, pode e deve ser feito! É uma condição para que haja alguma esperança de futuro dos blogs e da imprensa de viagens. Tanto os da velha guarda quanto os novatos. Tanto faz se no jornal, na revista, no rádio ou na internet.

                Se é verdade que o desânimo com blogs de viagens excede as paredes aqui de casa (meu e de minha doce Emília), se atinge cada vez mais blogueiros responsáveis e antológicos, tanto os que já manifestaram claramente interesse em largar seus blogs, quanto os que os largam sem avisar, o meu é talvez seja dos mais antigos. Eu venho manifestando isso desde 2010 (http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagens/2010/8/19/este-blog-e-um-hobby-que-vai-chegando-ao-fim.html), ainda que originalmente já tenha cogitado abandoná-lo em 2008 (http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagens/2008/5/17/comunicado-sobre-a-eventual-possibilidade-de-encerramento-do.html) e de lá pra cá inúmeras outras vezes já tenha escrito sobre o assunto.

Desde o primeiro dos quase oito anos de existência do Fatos & Fotos de Viagens, jamais abandonei os objetivos e comrpomissos fundamentais com o blog: qualidade, objetividade, positividade, seriedade, imparcialidade, opinião, credibilidade, independência, compromisso com o leitor e publicação de informações confiáveis.

Quando o comecei, o reconhecimento do leitor era o que me importava. Na verdade é o que alimenta e mantém todos os blogs: comentário e incentivo. O crescimento vertiginoso da audiência trouxe ainda mais impulso ao desejo de retribuir ao leitor o prazer de sua visita, todavia jamais teria imaginado alcançar tamanha expressão. Hoje não lamento mais o fim iminente do Fatos & Fotos de Viagens, essa minha vontade de largá-lo de vez ou deixá-lo morrer devagarinho. Assim como tantos outros blogs de viagens antológicos que fazem o mesmo. Até mesmo um muito especial pra mim, que não excede os limites das paredes aqui de casa.

Sou e estou cada vez mais feliz desconectado, vivendo melhor os prazeres da vida presencial, sobretudo em nossas viagens. E sem qualquer compromisso com blog, mídia social e compartilhamento. Mas lamento que bons autores, expressivos, importantes, formadores de opinião e modelo, sérios, maduros e divertidos, anunciem o fim de seus blogs ou os sigam abandonando aos pouquinhos...

Boa viagem aos que viajam por prazer. Felizes relatos aos que escrevem por gosto.

P. S.:      

 

Evidentemente sei que há defensores e opositores para todas as opiniões e formas de pensamento. Sobretudo das que publico aqui neste post. Eu as compreendo e respeito. Discordâncias pessoais, mesmo as ignorantes, pretensiosas e desprovidas de argumento, são uma realidade. Não apenas porque reconheço a heterogeneidade das pessoas, mas por saber que é evidente que haja gosto pra tudo.

 

Por exemplo: há quem já tenha defendido apaixonadamente revistas como a Viagem & Turismo aqui na minha caixa de comentários. Concordam e discordam com a mesmice e falta de criatividade dessa parte da imprensa brasileira. Assim como há pessoas que apreciam e assistem ao Big Brother e A Fazenda, aquelas formas bregas e vulgares de fazer prgramas de TV. Há tantas outras idiotices que as TVs nos empurram goela abaixo e que muitos apreciam e defendem, que nada me surpreende. Há quem goste do humor grotesco e o do voyerismo ridículo de programas como o Pânico na TV. Pessoas que não se incomodam com a erotização infantil exacerbada dos programas da Xuxa, com os assuntos impróprios aos horários das novelas da Globo, com o esbanjamento de cenas de violência, sexuais gratuitas, de nudez, de falta de caráter, de discriminação, de obscenidades, de banalização de comportamentos sociais, de apologias exacerbadas tanto ao homo quanto ao heterosexualismo... Enfim, há defensores acalorados de tudo e para tudo.

 

Há quem goste do sexismo, de vulgaridades implícitas e de ignorâncias explícitas dos programas como o da Luciana Gimenez, do “humor” apelativo do Marcos Mion, do grosseiro (e falido) CQC do Marcelo Tás, Rafinha Bastos e cia. (felizmente) limitada. Há os que adoram piadas de estupradores, que gostam do João Kléber, do Ratinho, do Gugu Liberato, do enjoado bom-mocismo do Luciano Huk e da Angélica, do infame programa O Melhor do Brasil (cujo apresentador Rodrigo Faro faz enorme sucesso na Rede Record), da revista Caras, dos diálogos fraquíssimos e bobinhos de Malhação, do programa Mulheres Ricas (cuja breguice e futilidade só perdem para as postadas por boa parte dos “escritores” do Twitter, da programação dominical liderada pelo Domingão do Faustão, de canais como a Record e o SBT com suas "Elianas" e "Celsos Portiollis", com o incrivelmente bobo Otávio Mesquita e seu esforço desgraçado para produzir um programa sofisticado mas toscamente infantil e vazio. Sei que há defensores de programas como o Casos de Família, do deprimente “talk show bate-boca” da apresentadora Christina Rocha, cujo tema é a lavação-de-roupa suja de pessoas humildes ali no palco e a vivo, o com sua cópia - a Márcia Goldsmith, da Band - programinha desprezível que frequenta a mesma linha, do asqueroso Datena que vocifera lições de moral (falso que só ele), prepotente ao mostrar a desgraça alheia, ou o sem graça, cafona e chatíssimo Zorra Total, cujas “feras do humor” (que saudades do Chico Anísio!) tornam o humor na Globo tão abominável quanto sem graça e sem criatividade, o Programa do Ratinho, o talk-show mais insano da TV (esse não dá nem pra comentar!), a Turma do Didi (alguém em sã consciência deixava seu filho assistir àquilo?).  Esqueci de alguém? Ah, claro, da Ana Maria Braga, dos comerciais de cerveja e das Casas Bahia. Afinal, há gostos pra tudo e todos os públicos. Há até quem goste de Lady Gaga, de Michel Teló e de Beyoncé. O assunto dá um livro. Cujo título poderia ser: "Foi tudo por causa de dinheiro!"  


Então, quem quiser opinar, espernear, concordar, discordar, que escreva aqui.

 

Reader Comments (12)

Arnaldo, concordo com vc.......mas nao deixe de escrever não
Vai viajar e volta pra contar , sem pressa , quando der vontade.....seu blog é intigante, uma luz que brilha diferente nesta blogosfera
Um abraço

0:42 | Unregistered CommenterAndre

Ei Arnaldo!

Como sempre, fico boquiaberta com seus textos, seus textos, fotos e visões são Hors Concours! Tomara que você nunca pare de escrever, que diminua, mas que sempre possa nos brindar com seus ensinamentos...

Há algum tempo, pedi sua autorização para postar no meu blog um texto seu, (não sei se você se lembra), mas por motivos variados, acabei não fazendo. Mas no fim de semana passado postei seu texto, se puder e quiser dar uma olhadinha, passe lá no blog.

http://www.alldetudo.blogspot.com/2013/09/e-voce-por-que-viaja-ou-tem-vontade-de.html

Abraços, Simone.

Concordo totalmente com você, em especial quando você comenta sobre a transformação dos blogs em modo de ganhar dinheiro através de propagandas; isto está acabando com a qualidade e a espontaneidade da grande maioria dos blogs de viagens.
Um exemplo que me deixou muito claro foi quando um blogueiro que se vendeu publicou sobre degustação de tequila numa festa num hotel em Miami. Como eu estava para ir para lá, fiquei interessado e não achei informações no site do hotel, pedi informações adicionais para ele no campo de comentários. Adivinhe qual foi a resposta? Nenhuma! Silêncio total! Para mim ficou muito claro que o referido blogueiro recebeu um texto pronto e publicou no blog, e quando pedi mais informações ele simplesmente silenciou-se pois não tinha as informações! ele não viveu nem experimentou aquilo! Propaganda paga, que fica ainda pior disfarçada de experiência de viagem. É um triste fim para blogs que eram belas fontes de informação e de apreciação...

22:19 | Unregistered CommenterRenato M

Arnaldo: Concordo com tudo...tv e outras mídias estão nos deixando tão saturados de informação irrelevante ,sem qualidade e sem critério que dá desânimo ....Mais um motivo para pedir que continue seu trabalho!Ele tem qualidade de imagem e de informação.Além de bom gosto que convenhamos...este é um artigo praticamente extinto em "blogs de viagem". Vá mas volte,ok?

0:13 | Unregistered CommenterMaria D

Prezado Arnaldo, tanto a Cecília (que é 50% do projeto) como eu ficamos muito honrados com suas palavras. Vindo de alguém como você elas tem um valor muito especial. Também ficamos felizes de ver que você entendeu nossa tentativa de conciliar qualidade e, acima de tudo, o compromiso com o leitor, com um projeto profissional pelo qual pretendemos obter um retorno financeiro. Será que existe esse caminho? Acreditamos que sim. Grande abraço para quem alegra nossos corações com textos e fotos de lugares maravilhosos.

4:12 | Unregistered CommenterTony

O melhor de todos os blogs de viagens! Um site com uma visão ímpar e rica, repleta de destinos, arte e imagens maravilhosas!!

Um dia chegamos lá!!

Abraços!
Muita Viagem
http://www.muitaviagem.com.br

Já visito seu site a muito tempo, mas nunca havia deixado cometário. Mas hoje, depois de ler seu texto preciso dizer que compartilho de sua opinião, em tudo! E por favor, não deixe de escrever. Suas fotos são lindas, mas suas palavras muito mais. Nenhuma foto, por melhor que seja, poderá traduzir com tamanha intensidade a emoção do momento. Desde as primeiras visitas, sempre me encantou a sua delicadeza e a sensibilidade com que usa as palavras. Não deixe de escrever.

um abraço,
Denise - dojeitode.blogspot.com

Bons os comentários. Tanto os relativos aos blogs monetizados como aqueles sobre os programas da nossa televisão, que são do mais baixo nível possível. Dá para acreditar que possa ser bom um programa onde a apresentadora fica conversando com um papagaio? ainda por cima fake?

21:57 | Unregistered Commenterkenneth

Concordo com você em muitas das idéias neste texto faz. Um deles é a quantidade de tempo de pessoal que é necessária para manter e escrever um blog. Eu me tornei cada vez mais preguiçosa e eu gosto menos escrever no meu blog. Às vezes, uma única foto dizer mais.

Também não tenho muito tempo para ler tudo issos ótimos blogs, que pode ser encontrado por navegação na Internet. Então, ultimamente eu gastar menos tempo em blogs, mas eu tento sempre tempo de olhar os blogs que eu gosto e eu sigo há muitos anos, como o seu.

18:27 | Unregistered CommenterCarmen

Arnaldo
Parabéns pelo site, informações muito ricas.
Estou planejando uma viagem para Malta e Sicilia em Abril 2014, minha lua de mel.
Gostaria de sua ajuda para montar o roteiro. Vi que você conheceu estes lugares e acho que pode me ajudar a dividir os dias entre as cidades. Na Sicilia, queremos montar base em Palermo (ou Cefalu que parece mais romântico) e em Taormina. Em Malta, dormiremos só em Valetta e rodamos as ilhas. Teremos no total 11 dias inteiros. O que sugere?
obrigada

11:25 | Unregistered CommenterRenata

Na Sicília, seguimos um roteiro que começou em Palermo, cidade animada e movimentada, com muitos monumentos históricos, e pela vizinha Monreale, com sua bela igreja românica na encosta do Monte Caputo e uma bela vista para o vale de laranjais, azeitoneiras e amendoeiras. Depois seguimos para a incrível Cefalu, cidade medieval com vista pro mar, Segesta, cujo belo cenário é de ruínas gregas, a Erice, bonita e medieval, no topo de uma montanha, cuja vista é impressionante e a história é de deuses, mas também é famosa por suas massas. Fomos a Mazara del Vallo, um dos lugares mais importantes da Sicília para a pesca e a produção de legumes, frutas cítricas, azeitonas, uvas de mesa e de vinho, também antigo porto fenício. Fomos a Piazza Armerina, no centro da ilha, com os mosaicos romanos em da Villa Romana di Casale, depois a Agrigento, que tem excelente complexo de templos gregos, visitamos o Vale dos Templos, um centro medieval com influências árabes, Ragusa e seu deslumbrante centro velho, e a deliciosa e vizinha Noto, cidade barroca e com sítios patrimônios mundiais. Depois fomos à incrível Siracusa e visitamos suas ruínas clássicas, e depois a Taormina, que é bonita mas extremamente turística e comercial, mas com bela vista para o mar e o Etna. Depois fomos até Catania, ponto final de nosso roteiro, nem bonita, nem pitoresca, apenas ponto final para nosso vôo até Malta, e, finalmente, Roma.

Obrigada, Arnaldo. Quantos dias ficaram em Sicilia e quantos dias em Malta? Em Malta você ficou somente em Valetta?
abs

13:43 | Unregistered CommenterRenata

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