MENSAGEM ao LEITOR
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BEM-vindo ao Fatos & Fotos de Viagens, um blog sem jabá e não vulgar

        EXISTE no viajar e no escrever relatos de viagens um terreno fértil para demonstrações de arrogância. É algo simplesmente disseminado. Tanto no mundo virtual quanto na literatura. Mas o que o maravihoso mundo da viagens precisa é de mais viajantes humildes, não de "especialistas" caga-regras que determinam de tudo: desde como arrumar sua mala ao único tipo que você deve comprar, do lugar que você tem que ir, caso contrário sua viagem será uma merda. Nunca tão maravilhosa como a dele. As classificações dos lugares também. Tem sobrado superficialidade a egocentrismo. Autores assim não percebem que tudo é muito subjetivo e pessoal, que a experiência e o prazer de alguém não será necessariamente igual ao de outro.  Sobretudo as necessidades.

      A blogosfera "profissional e "monetizada" vulgarizou-se e tornou-se banal. Carecemos de gente que escreva para motivar e inspirar, para alargar horizontes, de viajantes que "mostrem" os lugares em vez de "ensinarem" a viajar. Moderadamente, ponderadamente, sem afetação típica de deslumbrados que viajam pela primeira vez em classe executiva e precisam espalhar para o mundo em resenhas risíveis. Ao contrário, a blogosfera

       ESTE blog, ao contrário, não fez concessões à vulgarização dos blogs depois da "profissionalização" e da monetização de alguns. Ao contrário, este é um blog singelo, simples, pequeno, inexpressivo na blogosfera, não despesperado por audiência nem seu autor se dedica mais à sua divulgação nas redes sociais do que à escrita. Tento dar graça à leitura e consolidar algo que prezo muito: confiabilidade, credibilidade.

        COMECEI a viajar tarde, você sabe. Por falta de dinheiro. Até que um dia viajei pela primeira vez ao exterior. Eu tinha 35 anos. Fui assim apresentado ao então desconhecido mas fabuloso mundo das viagens. Jamais, todavia, pensaria visitar mais de 60 países, alguns muito improváveis à época. Irã, Uzbequistão, Myanmar, Etiópia, Quirguistão entre eles. Mas foi recentemente que compreendi que as viagens ficam pra sempre, não as coisas. E que é por esse mundo ser tão diverso, por cada país ser tão diferente, que me parece tão atraente e divertido.

       NÃO sou escritor profissional. Tampouco jornalista. Mas invejo esses profissionais por dominarem o idioma, a gramática e as palavras.  Ainda assim, faço meu melhor, meu caro, estimado, raro e precioso leitor. Então, peço-lhe que considere algo: que mesmo escrevendo com sensibilidade e responsabilidade, incorro em erros. Se quiser, aponte-os. Tanto gramaticais quanto de digitação. Como tenho revisor profissional, antes de publicar dou curso a incansáveis revisões. E também submeto-os ao crivo de minha esposa. Ainda assim, alguns nos escapam.

      SOU brasileiro, empresário e casado com a Emília do blog "A Turista Acidental" e desde que a conheci (e antes mesmo de nos casarmos), tornou-se a "mais-que-perfeita" companheira de vida, de idéias, de projetos e ideais, sobretudo encantadora, adorável e inspiradora companhia de viagens e de aventuras. Com ela compreendi o que significa "prazer de viajar". Foi (e continua sendo) minha melhor fonte de inspirações e de motivações. Tanto que qualifico minhas viagens como "antes e depois" da Emília e "antes e depois" da Índia. Foi com ela que percebi o que quis dizer Érico Veríssimo com "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado certamente chegará mais longe." Somos pais de gêmeos - uma menina e um menino - nascidos em julho de 2015, e de um filho de 34 anos do meu primeiro casamento, em quem o gosto pelas viagens pareceincorporado. Não sou avô, mas as coisas estão bem encaminhadas neste sentido.

       HOJE com 64 anos (boa parte deles dedicados à família e ao trabalho), foi apenas aos 35 que pude começar a viajar internacionalmente. Desde então visitei 61 países, entre os quais alguns dos mais fascinantes e com os sítios mais admiráveis do planeta. Felizmente, para alguns deles ainda a salvo do turismo de massa, cujos excessos arruinam qualquer lugar. Em março de 2006, quando iniciei este blog, o fiz como meio de comunicação com a família e amigos. Anos mais tarde eu descobri o poder de contar histórias em textos e fotografias, e logo ele tomou outro rumo, provavelmente porque os leitores gostavam dos textos e das fotos, ou então porque na época havia pouquíssimos blogs.

       FIZ cerca de 90 viagens internacionais, voei por 40 cias. aéreas diferentes (algumas extintas) em 391 vôos para fora do Brasil e dentro de outros países e em todas as classes possíveis. Segundo Haroldo Castro - jornalista-fotógrafo-escritor que já esteve em 160 países -, o maior viajante que conheço, em seu teste "Viajologia" que se pode fazer em seu site, que considera não apenas a quantidade de países visitados, mas lugares, monumentos e patrimônios, além de transportes, experiências e situações difícieis porque passam os viajantes, alcancei "Mestrado em Viajologia". Mas isso não é nada diante de gente que lá já "graduou-se" em pós-doutorado.

Escrevo este blog sob uma perspectiva lúcida e sem concessões à monetização sem critérios

        Eliminei o contador de visitas deste blog quando marcava mais de 6 milhões. Audiência hoje em blog é decadente. Viajar, escrever e publicar algo que inspire e icentive o leitor é o que mais me motiva. NUNCA como blogueiro interventor nas viagens alheias, ou caga-regras dizendo como alguém deve viajar e que tipo de mala usar e essas chatices que definem as pessoas homogeneamente.Parece ser o que traz os leitores até aqui. Ou porque gostem de fotografia, para além da leitura odepórica, como eu. E por este blog não ter captulado à ambição e vaidade que levou tantos autores de blogs à monetização sem critérios, sobretudo enganando leitores, cada dia torna-se menorzinho e menos importante. Se continuarem assim, os blogs precisarão ser reinventados. Este aqui nasceu livre e assim será até morrer. Por enquanto estou sempre por aqui. Nem que seja em pensamento. Só não sei até quando.

         Agradeço a visita e os comentários e desejo boa viagem aos leitores.

Em tempo: este blog não integra nenhuma associação disfarçada de incentivos à monetização. Mas se um dia fundarem a ABBLI (Associação Brasileira de Blogs Livres e Independentes), por favor, me convidem!

#blogsemjaba

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Sábado
Mar072015

BARCELONA. Porque continua a valer

Sant Pau - Recinto Modernista

Le choix des rois! - Introdução   ___________________________________________________

                 QUANDO penso que tudo de bom já me aconteceu, que nada mais prevalecerá em perfeição, que a vida já me arranjou todos os seus prêmios, que não mereço prosperidade maior, novamente ela me surpreende: ter gêmeos. E de ambos os sexos! Como dizem os franceses, le choix des rois! A “escolha do rei” é expressão comum que todavia jamais ouvíramos. Significa "perfeição". Na época medieval, ter filhos gêmeos de sexos diferentes representava um menino para a sucessão e uma filha para casar-se com outro rei e expandir seus territórios. Claro que já não se pensa mais assim. Felizmente. E nem por tanto se consagra a alegria de ter gêmeos de sexos diferentes. Os tempos são outros, a mulher passou a ser mais valorizada pelo homem e em breve terá plena igualdade na sociedade mundial. Mas há algo de certo na expressão: continua a ser uma magnífica escolha - da natureza - ser premiado com gêmeos e de sexos diferentes.

   Detalhe da Casa Batlló de Antoni Gaudí, mais uma inspiração em lagartos e natureza

                  Enquanto passeávamos pela França em nossa recente escapada à Espanha (Barcelona), Amboise (Chenonceau, Vale do Loire), Monte Saint Michel e Paris, a linda barriga de minha doce Emília capturava olhares. Ainda que de quatro meses, aparentava de seis. E gerava surpresas e curiosidades. Assim que dizíamos serem gêmeos - e um menino e uma menina -, mulheres de todas as idades exclamavam carinhosa e curiosamente: Le choix des rois! Não nos esqueceremos dessas doces, deliciosas, genuínas manifestações de carinho. Muito menos dos votos francos de felicidades e saúde para nossos, Olívia e João. Não vejo a hora de chegar o grande dia para eles conhecerem esse meu sorriso e contar-lhes essa história...

 Escapada a Barcelona. Porque continua a valer  ______________________________________

As curvas orgânicas de Gaudí no Parque Güell

                 VINTE milhões de turistas por ano! Nenhuma cidade resiste sem consequências a números dessa magnitude. O turismo de massa tem efeitos nefastos, sobretudo a destruição do que é original. Há muito de mal que carrega consigo, e nem mesmo esta jóia de cidade escapa deles. Mas ainda assim consegue estar entre as européias mais perfeitas para uma escapada e não por menos figura entre minhas cinco prediletas no mundo.

Se 20 milhões de turistas podem incomodar, Las Ramblas sem eles não seria Las Ramblas

                Claro, isso é gosto pessoal. Há quem discorde, mas há muitas razões para Barcelona continuar atraindo tantos turistas, a despeito dessas conseqüências. Entre eles, eu. Barcelona é cidade de atrações poderosas, de patrimônio arquitetônico notável - seja moderno, seja modernista e gótico -, distribuídos por  avenidas principais e pequenas ruas escondidas. Mas especialmente pelo modernismo catalão, que torna ainda mais deslumbtante a paisagem urbana. Há muita história e arte, para quem gosta de ambos. E de Picasso a Juan Miró, ícones da arte espanhola. Tem uma gastronomia invejável e gloriosa, com mais de 20 restaurantes estrelados pelo Guia Michelin. |E uma rede hoteleira notável, para todos os bolsos e gostos.

Da janela do Recinto Modernista de Sant Pau, olho as torres da Sagrada Família, obra mestra de Gaudí

                Dizem que Barcelona não é Espanha, é Catalunha. E que a Catalunha não é Espanha, é Mundo. É possível ao vitiá-la compreender que é mais que uma cidade, quero dizer, tem mais do que uma riqueza urbana, arquitetônica, potência histórica e atrações turísticas.  Parecem infindáveis as atrações. Já é daquelas que não precisa mais de propaganda e marketing, mas de bons guias que a desvendem ao turista.

Não há associação mais óbvia a Barcelona do que a Antoni Gaudí

               De bons e profundos guias, bem escritos e editados, cuja permanente necessidade de atualização os torna profundamente trabalhosos, todavia vivos. É cidade grandiosa demais, potente, e além de tudo tem o mar e aquele ar mediterrâneo tão notável e peculiar, ainda que a mim atraia bem mais o "interior": El Barri Gotic, El Born, Eixample, Las Ramblas, a Plaça Catalunya e mais por ali. Gosto tanto de Barcelona que por mais que a visite, que viaje a outros países, haverei de relacioná-la entre minhas prediletas (*2), mesmo que no meu mapa-mundi eu já tenha espetado alfinetes em 60 países e visitado sei lá quantas cidades.

La Manzana de la discordia vista do terraço do Hotel Majestic

                  La Manzana de la discordia é o nome que se dá ao trecho do Paseo de Gracia - no Ensanche -, situado entre as ruas de Aragón y Consejo de Ciento. Ali está o conjunto de cinco edifícios modernistas catalãos: Casa Lleó Morera - do arquiteto Lluís Domènech i Montaner -, Casa Mulleras - de Enric Sagnier -, Casa Bonet - de Marcel·lià Coquillat -, Casa Amatller - de Josep Puig i Cadafalch - e Casa Batlló, de Antoni Gaudí.

Talento, criatividade e imaginação de Gaudí produziram um dos clássicos mundiais da arquitetura

                 O termo "manzana de la discordia" exprime a rivalidade entre Domènech i Montaner, Puig i Cadafalch e Antoni Gaudí: cada qual desafiando e provocando o outro com suas obras.

               Na Casa Batló, talento primeiro, inspiração em segundo e imaginação por último foram empregados por Antoni Gaudí no desenho do projeto. Como afinal em todos os outros, mas neste com um resultado que a tornou um obra prima, edifício dos mais criativamente artísticos, sensuais, orgânicos e poéticos do mundo, ícone da arquitetura mundial. Na Casa Batlló, onde sua imaginação criou formas de répteis e plantas, de ossos e esqueletos, de elementos marinhos, além do mais tudo brilhantemente executado em massa, em tinta, cerâmica, ferro, cerâmica e vidro. cujo resultado é uma obra prima. Surpreendente em cada detalhe, em cada curva inovadora e incomum, ainda hoje por dentro e por fora nos faz perceber o as enormes dificuldades de execução deste projeto tão custoso e oneroso, viável apenas porque havia um poderoso mecenas e admirador a subvencioná-lo.

O coroamento do telhado ondulado, com uma pequena torre e cruz dupla

                 Seguramente situa-se no que é indispensável visitar em Barcelona. O prêmio por comprar antecipadamente o ingresso pela Internet vale quase tanto quanto conhecer o interior do "monumento". Chega a ser constrangedor ver a fila de visitantes aguardando a hora de comprar o ingresso para depois entrarem no prédio.

No interior, uma alegoria composta por mosaicos cerâmicos coloridos evoca o mar

                A Casa Batló, em estilo modernista - ou Art Nouveau - adaptado ao jeito de ver e ser do catalão, "viaja" pela criatividade dos espaços e cores já na fachada. Projetado para o barão Josep Batlló, é uma alegoria composta por mosaicos cerâmicos coloridos, varandas de formas orgânicas, uma tribuna com pilares inspirados em ossos humanos e o coroamento do telhado ondulado e de uma pequena torre com um cruz dupla, sinal da religiosidade exacerbada de Gaudí.

Casa Batlló, de Antoni Gaudí

                 Ainda assim, é pouco perto do tanto que há para ver em Barcelona, uma introdução do visitante ao esplendor arquitetônico dessa cidade, ao seu patrimônio arquitetônico e a compreender o estilo.

                 Não digo "Adeus, Barcelona", digo "Grácias!" - Luminárias do Parque Güell ao anoitecer

               Unanimidade? Talvez. Afinal, recebe 20 milhões de visitantes anualmente. Provavelmente ninguém precisa do Fatos & Fotos de Viagens para saber que há muitas, muitas razões para visitar Barcelona. A cidade é imensa e simplesmente maior que qualquer blog, sítio na Internet, revista, matéria e reportagem. E neles não se esgota. 

                  Em fevereiro último visitamos Barcelona. Eu, minha doce Emília, as "crianças" (vá lá que ainda na barriga da mãe *3 e a vovó Mariliana. Nos encontramos e passeamos com os amigos do peito Tony e Cecília Gálvez nesta deliciosa escapada que mais uma vez me deixou saber que muito ficou por ver e experimentar. Não consigo encontrar privilégio maior.

Casa Amatller, de Josep Puig i Cadafalch

                Um dia já seria perfeito em Barcelona passando-se pela Sagrada Família e pela Manzana de la discordia. Um dia apenas é muito pouco todavia para esta cidade. Porque para além do modernismo catalão, há o contemporâneo e o gótico.

Pela modernista ou pela gótica, Barcelona excede as expectativas

                Na Barcelona medieval, gótica, entramos num mundo de pedra e mistérios, por vezes até levados a imaginar o encontro com um cavaleiro ou princesa, não fosse a quantidade de turistas que nos trazem de volta à realidade. Ainda assim o Bairro Gótico tem seus encantos. A Catedral e os dois palácios medievais que a rodeiam - Casa dels Canonges e Casa de L'Ardiaca -  são os mais notáveis. E há também o Museu d'Història de la Ciutat.  

                 Aqui começou a história de Barcelona, com o assentamento romano Barcino. As estradas principais passavam pelo bairro de hoje e a maioria dos seus monumentos são dos séculos 14 e 15, então de uma Espanha no auge como potência marítima. Pelas ruas estreitas do Barri Gòtico o turista encontra  surpresas, de fontes a edifícios históricos. Mas deve acautelar-se para não decepcionar-se. É preciso saber que a área foi reabilitada, sobretudo renovada nos anos 20. E ainda que continue a brilhar, muito do que se vê não é original, apenas parte da história que se consegue "ler" nos prédios ainda de pé e nas ruínas do que foi destruído pelo tempo.

                 A Catedral de Barcelona é o melhor exemplo dessa história. Foi construída entre os anos do século XIII ao XV sobre uma antiga catedral românica, que fora edificada sobre uma igreja visigoda, por cima do que fora uma basílica paleocristã, cujos restos podem ser vistos no subsolo, no Museu de História da Cidade. A fachada, todavia, é bem mais moderna, de gótica tem apenas o estilo, não o período, porque foi feita no século XIX.

Outro exemplo de gótico fake do Bairro "gótico" de Barcelona

                  O gótico do Bairro "gótico" de Barcelona nem sempre é gótico e original. El Pont del Bisbe foi construído em 1928. Ainda assim é belo o arco-ponte incomum, com um balcão e decoração inspirados nas formas do gótico, e mesmo que "moderno" é provavelmente o mais fotografado elemento do barrio gótico. Não sem motivo, porque de fato é belo e atraente. Já passar sob ele e pedir um desejo é exagero a que  se dedicam alguns.

 O Einxample. Avenidas largas, bairro novo, modernista, projetado e elegante

               Se todavia alegria e movimento era o que queríamos, então chegara a hora de circularmos por Las Ramblas. Do início ao fim. A avenida atravessa parte da cidade, tem zonas de comércio, atrações culturais e atividades populares de rua. Se começar pela Praça de Catalunha dará na Rambla com a Fuente de Canaletes, na foto abaixo. Todos os guias dizem que quem beber de sua água voltará a Barcelona.  

     Fuente de Canaletes, La Rambla. Não provamos sua água, mas nalguma outra visita devo tê-lo feito...

                Não provamos de sua água por razões óbivas. mas creio que deva tê-lo feito em outras visitas, tantas foram as vezes que retornei à cidade. Nas Ramblas há bancas de flores e de revistas, estas mais com badulaques turísticos dependurados do que revistas. E os homens-estátua, profissionais com incríveis e bem produzidas fantasias que merecem nossos trocados. Tem 1.500 metros de extensão e não é assim tão bonita como outras Ramblas, Calles e Passeigs. Todavia é a rua mais visitada da cidade, espécie de símbolo que todos mencionam em suas visitas e todo visitante quer conhecer.  Mas tem personalidade.

La Pedrera, ou Casa Milá. Se não o mais emblemático, o mais elegantes projeto de Gaudi

                Prosseguíamos a caminhada e observávamos um bom número de fachadas belíssimas. Como as do Gran Teatre del Liceu, do inevitável Mercado de la Boquería (fechado nesse nosso domingo que dedicamos à Rambla), de igrejas, de lojas e farmácias antigas.  Assim, passo a passo, chegamos ao porto de Barcelona, avistamos o teleférico de Montjuïc, a praia, a zona portuária, o Mar Mediterrânico, ao Passeig Marítim, a Barceloneta, o Port Vell, o Port Nou, a Plaça del Portal de la Pau, a estátua de Colón e a Rambla del Mar, o Aquário, o Museo de Historia de Cataluña e o Puerto Olímpico.

Farmácia Nadal, um dos inúmeros exemplos da arquitetura exemplar de La Rambla

                Comemos bem. Mas é quase um atrevimento recomendar um restaurante na cidade sem esbarrar na superficialidade. Então, mais uma vez, recomendo consultar o PASSAPORTE BCN  (*1) e ler as dicas precisas do Tony e da Cecília Gálvez. Ou o Trip Advisor e o Lonely Planet. Ou, ainda, o BCN Restaurantes.

              Na região comemos uma noite no Fonda España (Carrer de Sant Pau, 9-11 no Hotel Espanya), que valeu bem mais pela arquitetura do restaurante e do o hotel, do século 19, assinada por Domenech i Montaner, que pela comida do estrelado chef Martin Berasategui. É preciso reservar. Não chega perto do prestigioso Restaurante Lasarte do mesmo chef, mas o programa vale quanto custa: bom e barato. Entretanto, toda visita a Barcelona, turisticamente falando, é assim, deixa um gosto do muito que ficou por ser visto. Talvez por isso eu regresse tanto e ainda continue o desejo de voltar. 

A Sagrada Família - Exuberância e significado  ____________________________________________

                  Não há nenhuma associação mais óbvia a Barcelona do que Antoni Gaudí. Tampouco à sua obra mais exuberante e significativa: o Templo Expiatório da Sagrada Família. Provavelmente também nem mais justas. Afinal, a genialidade do arquiteto produziu bem mais do que marcos para a cidade, senão exemplos significativos de genialidade na história da arquitetura mundial. Criações tão importantes e incomuns que excederam as fronteiras do país. A mais monumental - a Sagrada Família - não seria exagero considerar-se tão magnífica e importante para a humanidade quanto o Taj Mahal, por exemplo.  

A floresta de colunas góticas transformadas em árvores e galhos pela genialidade de Gaudí

               Obra mais emblemática de Gaudí - interrompida após sua morte e por falta de verba -  impressiona por muitas razões: monumentalidade, desenho inusitado, pelo tempo de sua construção: desde 1.882, e porque não foram deixadas plantas do projeto total. Até meados do século XIX Barcelona era uma cidade como tantas outras do Velho Mundo: cercada e protegida por muralhas. Atrás delas havia uma cidade com pequena concentração urbana e imenso território inexplorado. Nesta área não desenvolvida começou-se a expandir a cidade.

               Denominado Ensanche, projetaram-se conceitos modernos de desenvolvimento urbano: ruas largas e formato de planta quadriculado. Nada mais natural que ali fosse planejada a construção de um grande templo católico, porque se então a Espanha era um dos países mais católicos do Velho Mundo, vivia-se um clima ultracatólico na Cataluña. Contratou-se o arquiteto diocesano Francisco del Villar para projetá-lo. Produziu algo óbvio demais - um templo gótico - que felizmente a construção começada pela cripta gerou desavenças com o mecenas do templo - o livreiro Josep M. Bocabella, presidente da Associação dos Devotos de São José - que o levaram à escolha de um novo arquiteto.

A Sagrada Família aproximada por zoom, vista do terraço do Hotel Majestic

                 Meses depois, em 1883, Villar foi substituído por Antoní Gaudí, então um jovem arquiteto, autor de grandes obras, verdadeiros tesouros arquitetônicos do modernismo catalão, entre elas o Palácio Güel, o Parque Güel, a Casa Batlló (pronuncia-se "Baió"), a Casa Milà (pronuncia-se Mila), também conhecida como La Pedrera, e a Cripta da Colônia Güel.

                   O Templo Expiatório da Sagrada Família todavia representava a "obra de uma vida". Irônicamente, Gaudí trabalhou nela até o último momento antes de sua morte: numa tarde, depois de deixar o templo em contrução, foi atropelado por um bonde. Morreu por causa dos ferimentos do acidente, em 10 de junho de 1926. Continuaram-se as obras com base nas maquetes e desenhos de Gaudí, já que não havia todos os desenhos concluídos. Em 1935 os trabalhos foram interrompidos. A fachada ocidental, A Paixão, cmeçou a ser contruída em 1953 e sua construção chegou até 1976. O escultor Josep Maria Subirachs, em 1987, a decorou como se vê hoje.

Efeitos luminosos. A luz que passa pelos vitrais decora os tubos do moderno órgão

                   Nas mãos e na genialidade de Gaudí o templo tomou uma dimensão muito maior do que se desejava. Provavelmente até do que se poderia supor. A obra tão complexa e monumental, em cuja genialidade plástica de Gaudí encerrou o processo evolutivo do modernismo gaudiano, tem exuberância e significado gigantescos. Logo passou a ser chamada "catedral", apesar de não ter cátedra alguma. A catedral de fato era a gótica, sede do bispado de Barcelona - que remonta ao século II -, cuja construção que hoje se vê começou no final do século XIII sobre uma antiga catedral românica, por sua vez edificada sobre uma igreja visigoda precedida por uma basílica paleocristã, cujos restos podem ser vistos no subsolo do adjacente Museu de História da Cidade. O que não se imagina, todavia, é que a fachada neogótica atual é, digamos, falsa: muito mais moderna, é do século XIX. Mas voltemos ao que interessa agora, a Sagrada Família.

                 A Gaudí o que é de Gaudí na Sagrada Família

                 Gaudí previu em seu projeto cinco naves, quatro fachadas monumentais que davan para a nave central e para os braços do transepto e uma grande cúpula como ponto culminante dominando sua idéia de verticalidade munumental. O ábside - nas basílicas cristãs a "cabeceira" da igreja, é onde fica o altar-mor. Foi construído sobre a cripta gótica, já sob desenho de Gaudí. Todavia ele ainda não havia definitivamente enterrado o estilo gótico no subsolo. Não sei se já imaginava como seria a nova e modernista igreja em seu estilo inusitado, mas o fato é que o ábside executou-se no estilo gótico. Foi terminado em 1893, portanto um gótico tardio que em suas paredes, janelas, imagens e agulhas já revelavam influências da genialidade de Gaudí. Ele não gostava do estilo, por isso afirmou que sua arquitetura era um "aperfeitçoamento do estilo gótico". A afirmação pode ter soado pretensiosa, mas anos depois, quem visita o resultado magnífico que se vê hoje, haverá de concordar que a beleza gaudiana superou em muito a dureza do estilo gótico. O fato é que a genialidade dos desenhos de Gaudí provocaram imensos desafios contrutivos. Assim como as curvas e balanços de Niemeyer tiravam o sono de engenheiros calculistas.

                Com todo respeito ao estilo gótico, o que se vê hoje na Sagrada Família é incrivelmente mais belo, harmonioso, orgânico e humano do que teria sido mais uma enorme, fria, dura catedral gótica do Velho Mundo. Apesar de alguns afirmarem que tratava-se de uma das construções "mais horrendas do mundo". É possível. Ao menos àquela altura. O que se vê hoje é infinitamente mais belo e grandioso do que o que vi há nove anos, assim como o que se via em mil oitocentos e tanto, à pepoca da morte de Gaudí, era enormemente mais feio do que o resultado que seus discípulos, seguidores, admiradores e projetistas estão a concluir. Gaudi morreu e não deixou desenhos conclusivos da Sagrada Família.

              Tanto tempo de construção gerou o termo "Tardas más que la Sagrada Familia", que ali designa tudo o que atrasa. Hoje é possível que ovisitante consiga aceitar as previsões para 2026 da conclusão das obras. Ao menos bem mais do que quando lá estive, há nove anos. Imaginava-se, agora sente-se.  O resultado, já agora, é o maior tributo que Barcelona poderia prestar a Gaudí. Nem seria peciso entrar no templo atual, observar a luz do sol entrando por suas frestas, vitrais e aberturas, tudo produzindo um espetáculo de beleza notável, para encantar o expectador.

                A natureza foi a fonte inspiradora de Gaudi em toda sua obra. Do Mar, na Casa Batlló às rãs, salamandras, faisões, serpentes, joaninhas e dragões do exterior às árvores e galhos do interior da Sagrada Família. E sua criatividade também se expressou na planta, na concepção do projeto. O claustro - que numa igreja servia de clausura e  pátio em mosteiros e conventos -, aqui também formado por arcadas que sustentam o teto, encerra significado incomum para uma igreja, pois volta-se para dentro do templo, e é onde ficam o batistério, as sacristias e capelas.

No Pórtico da Esperança, a Morte dos Santos Inocentes e ...

... a fuga para o Egito

                 As fachadas são quatro. Em três delasNascimiento de Cristo, Pasíon y Muerte e Gloria - portais rompem a continuidade do claustro. Do Nascimento e da Paixão de um lado e de outro extremo, a porta da Assunção, ou Glória. A Fachada do Nascimento tinha um projeto bem mais discreto imaginado por Gaudí. Mas como ele mesmo disse que a Sagrada Família seria toda providencial, uma doação expressiva permitiu a ampliação do projeto para o que se vê hoje, magnificência impossível de se realizar sem os recursos da polpuda doação.

   O antigo, à direita, original de Gaudí. O novo, meio gótico, meio modernista, a continuação

                A Fachada do Nascimento foi construída nas duas últimas décadas do século XIX e no primeiro terço do século XX, sendo composta por três grandes pórticos - o central, que reresenta a Caridade, o mais alto, e os laterais, que representam a Fé e a Esperança), além das quatro torres. O conjunto tem estilo gótico e modernista misturados. São uma verdadeira alegoria, quase uma alucinação a que chegou Gaudí, que quanto mais projetava o templo, mais ferrenho religioso tornava-se. A fachada foi a primeira a ser terminada, assim como as quatro torres do campanário. Demoraram uns 50 anos.

Turistas agrupam-se do lado de fora para fotografar o belíssimo Portão do Evangelho

                São três grandes pórticos, sendo o do centro o mais alto. É a parte mais antiga da igreja e aquela que se costumam associar a castelos de areia, devido ao efeito de estalagmites de suas torres. É fabuloso o resultado, especialmente das colunas salomônicas com capitéis em forma de folhas de palmeira que dividem os três portais. Figuras humanas e da natureza ornam a fachada e o resultado torna-se uma verdadeira alegoria. As colunas são montadas sobre tartarugas de pedra, que representam a estabilidade do cosmos.

  O Quadrado mágico, do Portão do Evangelho. Inevitável a vontade de tocar...

                 Na fachada há camaleões que simbolizam a mudança constante da natureza, anjos trombeteiros, a representação da matança de inocentes bebês por Herodes, do Penhasco de Montserrat, com a inscrição 'Salva-nos' e com os apóstolos Barnabé e Simão, Jesus trabalhando na carpintaria, pelicanos, ciprestes...

Sempre e para sempre, Barcelona

                Não digo "Adeus, Barcelona", digo "Grácias! E até logo!". Gosto tanto que natural é qualificar como "privação" ter passado nove anos sem revê-la.  Vou tanto e ainda continuo a voltar que um dia é possível que tenha vontade de ficar. Um dia, quem sabe, pra sempre.

"Grácias! E até logo!", Barcelona

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Notas:

 (*1) Não posso deixar de destacar o “Passaporte BCN - Desvendando Barcelona com dicas de viagem” como uma das raras páginas que admiro na Internet brasileira no âmbito das profissionais de viagens. Extremamente profissional, aliás, não é blog, mas guia de viagens. E dos bons. Seria um desprestígio denominar o Passaporte BCN como "blog", senão como o mais completo guia virtual que conheço de Barcelona.

 Reencontramos os amigos do peito Tony e Cecília Gálvez, que gentilmente deslocaram-se de Zaragoza, sua cidade, para encontrar-nos. Com eles passamos um dia na cidade, um delicioso dia na imponente cidade que nos faz pensar "Por onde começar?", razão porque não se deve perder tempo e comprar o “Passaporte BCN - Desvendando Barcelona com dicas de viagem”. Visitamos um de seus ícones - o Recinto Modernista de Saint Pau - guiados por seus autores, Tony e Cecília. É pra lá de uma vantagem, um raro privilégio.

O próprio Tony comprando bilhetes de metrô para nós!

 Passaporte BCN e Espanha Total. O Passaporte BCN, de Tony e Cecília Gálvez, incorpora novos paradigmas em termos de qualidade em guias turísticos nos tempos da Internet. É produto de bom lay-out, profissional, tem riqueza, precisão, conteúdo, sbretudo seriedade, independência, imparcialidde, credibilidade e desvinculação de direção midiática ou comercial. É profissionalismo autêntico, puro, não envolvido com o business, não orientado por agremiações suspeitas, não associado a qualquer atividade comercial condenável, em resumo o que se espera de um guia de viagem. É bem feito e ricamente ilustrado (Tony é fotógrafo profissional).

Não escondo, tenho a maior admiração por ambos, por sua trajetória, por jamais terem descambado pro lado tosco da blogosfera vendida. Tony e Cecília Galvez são o contraponto mais evidente e elogiável à blogosfera vendida. E o Passaporte BCN é nada menos que um guia indispensável, perfeito, sobretudo confiável, amplo e barato para quem pretende conhecer a cidade. Portanto, o Passaporte BCN não é "blog" (o que o  desqualifica), é GUIA.

(*2)  Paris, Barcelona, Istambul, Sevilha e Rio de Janeiro

(*3) Temos uma filosofia para nossos filhos: gostamos de viajar e faremos tudo para que eles também. Pretendemos acostumá-los desde cedo, tão cedo quanto possível. Para nós e para eles. Sobretudo levá-los para lugares não comuns e previsíveis para o que seriam viagens infantis.

Pra quem gosta de futebol e enche o peito por Neymar (não eu), Barcelona tem o Barça


Em breve:

Sant Pau - Recinto Modernista.

Uma visita ao fabuloso conjunto guiados por Tony e Cecília Gálvez

Reader Comments (22)

Foi um privilégio poder rever uma cidade tão querida, depois de tanto tempo e com companhias tão queridas como a do meu marido, minha mãe, grandes amigos e meus dois pequenos, dentro da barriga...Barcelona continua maravilhosa e inspiradora! Um beijo...

15:55 | Unregistered CommenterEmília

Excelente post! Dá vontade de voltar pra BCN agora mesmo...Parabéns!

19:24 | Unregistered CommenterClaudio

Eu vou ler esse texto com calma sobre minha cidade.

Estou um pouco saturada de tantos turistas, mas reconheço que é uma boa fonte de dinheiro para muitas pessoas que trabalham para o turismo. Além disso, o turismo é uma fonte inesgotável de novas idéias, culturas diferentes da nossa. Nós enriquecer e permitir-nos ser mais criativose abertos a otoutras pessoas. A mistura é gratificante.
Parabéns

10:10 | Unregistered CommenterCarmen

Desculpe, quero dizer: "mais criativos e abertos a outras pessoas"

10:14 | Unregistered CommenterCarmen

Olá Arnaldo,

Parabéns pelo texto e pelas lindas fotografias. O post está completo! Bem ao "padrão Fatos&Fotos" de qualidade. Barcelona é uma cidade incrível. Sou até suspeito para falar, mas a verdade é que, depois de um ano e meio morando aí, a Barcelona ficou no meu coração. As informações estão precisas e as fotos nem se fala.

Como você bem disse, nenhuma cidade do mundo resiste sem consequências a 20 milhões de turistas anuais. E isso se sente, principalmente quando se passa a morar na cidade. Mas, ao mesmo tempo, Barcelona vem conseguindo se manter aberta a todos os tipos de turistas: dos russos e chineses, com seus gostos luxuosos; até os viajantes independentes, como eu.

Deixo como recomendação um pequeno livrinho do jornalista Robert Hughes chamado Barcelona, um passeio pela grande feiticeira. Ele faz um breve (mas muito interessante) apanhado da história da capital catalã.

Estarei na espera do próximo post sobre Sant Pau.

Forte abraço

Primeiro PARABÉNS pelos gêmeos de ambos os sexos e pela escolha dos nomes - Olívia e João - Perfeito!
Agora, vou voltar ao início, ler o texto e apreciar as fotos.

14:59 | Unregistered CommenterRosa

Caro Davi, mais que um prazer, é um privilégio ler um comentário seu por aqui. Espero conseguir transmitir em fatos e fotos a beleza do conjunto do Recinto Modernista Sat Pau.

Grande abraço e grato pela indicação de leitura.

Obrigado, Rosa, pela visita, comentário, votos e parabéns.

Grande abraço (espero que goste do texto!)

Querido Arnaldo, obrigado mais uma vez pelo carinho e o apoio. Foi um verdadeiro prazer poder acompanhar vocês em nosso passeio por Barcelona. Já estamos aguardando o texto sobre o Hospital de Sant Pau. Abraços!

12:13 | Unregistered CommenterTony

Carmen, jamais um mero turista (ainda que amante da cidade) escreverá sobre Barcelona sendo tão preciso e fiel quanto um morador, sobretudo natural dela. De todo modo, espero que o texto agrade e passe por seu 'crivo'. Um grande abraço e obrigado pela visita e pelo comentário.

Caro amigo, não dá pra descrever a alegria e o prazer de revê-los, do prazer dos poucos mas intensos momentos que passamos nós sete (Emília, eu, João e Olívia, vovó Mariliana, Cecília e você) em Barcelona.

Estou tranquilo sobrpara escrever sobre o Hospital de Sant Pau, porque é grande a responsabilidade ao saber que você e Cecília lerão.

Grande e carinhoso abraço aos dois!

Arnaldo, eu gostei do texto. Você sabe mais sobre minha cidade eu mesma (muitas vezes, isso acontece ...)
Um simbólico e grande abraço para os quatro!

14:55 | Unregistered CommenterCarmen

A foto da mão da Emília (estou supondo) tocando o Quadrado mágico, do Portão do Evangelho ficou perfeita, está linda e de uma delicadeza... A foto está dizendo mais que mil palavras.

15:13 | Unregistered CommenterRosa

Bingo, Rosa!

Obrifado.

João e Olívia! Lindos nomes! :)

22:29 | Unregistered CommenterMô Gribel

Olá Arnaldo,
Entrei em seu blog, por acaso, por ser tradutora e estar procurando informações sobre a grafia correta e atual de cidades, ruínas locais e xás da antiga Pérsia. E me surpreendi com a qualidade. Já deixei separado para ler muitos de seus posts. Parabéns pelo blog: proposta, conteúdo, texto e fotos, lindíssimas. Aliás, quem disse que só fotógrafos profissionais fazem fotos lindas? Também comecei um blog porque queria compartilhar textos e fotos e opiniões com a família e acabei entupindo a caixa de mensagens deles. Realmente, dá trabalho, mas é muito prazeroso. E mais prazeroso é para o leitor encontrar um bom texto com informações ricas, refletidas e corretas. Meu blog é recentíssimo e mais eclético, como eu, mas espero conseguir levá-lo adiante, sempre com qualidade. Felicidades a você e Emília e aos filhotes.
Anita Di Marco

Muito grato pela visita e pelo comentário gentil. Infelizmente vc não deixou a direção de seu blog para eu visitá-lo. De todo modo, sepero que retorne e o deixe.

Obrigado

Arnaldo,
Como eu disse que ia voltar, voltei e acabo de ler seu post sobre Barcelona e sobre o Recinto Modernista de San Pau. Como arquiteta, além de tradutora, me surpreende o grau de riqueza de detalhes e conteúdo passado aos leitores. Falar de Gaudí em Barcelona é natural, mas de Domènech i Montaner, de Josep Puig, de Cerdá é para muito poucos. Meus parabéns, mais uma vez. Não deixei o nome do meu blog por distração, porque não era essa a intenção, mas se quiser passar por lá, será uma honra: Anita Plural (anitadimarco.blogspot.com.br).
Grande abraço
Anita

Olá, adorei o post, pois me permitiu viajar novamente para Barcelona, cidade que tanto me encantou e que fui com minha família em julho de 2011.
Acreditando na parceria entre os blogs, tenho uma tag que publigo sempre aos domingos que é "Links Para Visitar" e, então compartilhei teu link para meu público que, com certeza, aprenderá bastante com teu post.
Passe lá e confira.
Grande abraço!
http://www.brasildobem.net/2015/04/links-para-visitar-10.html

Obrigado, Janeisa Tomás pela visita e comentário, mas sobretudo por compartilahr esta matéria em seu blog. Espero que agrade a seus leitores. Fico bem sabendo que um leitor que já esteve em Barcelona reveja-se na cidade ao ler este post.

Obrigado!

Chegado de uma pequena (6 dias é muito pouco) visita a Barcelona, acabei por casualmente encontrar este muito interessante e independente blog. Os meus parabéns, procurarei visitá-lo amiúde. Um abraço de Portugal, Hermenegildo

Muito obrigado pela visita e gentil comentário. Espero suas visitas e estou à disposição para contultas. Grande abraço brasileiro.

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