CONHEÇA O AUTOR

 

         Depois de estabelecer-se na Internet - em 1999 - escrevendo relatos de viagens em sites relacionados com o tema, e em 2006 ter fundado o blog Fatos & Fotos de Viagens - um dos pioneiros da blogosfera de viagens - Arnaldo foi convidado a colaborar com matérias na Revista Viagem & Turismo, da Editora Abril e, agora, prepara o lançamento de seu primeiro livro - "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" - ingressando, assim, na literatura de viagens com um livro encantador, segundo o autor, o primeiro de uma série de pelo menos quatro que já planeja produzir, dois deles em plena fase.

Assim o autor define esta sua nova fase:

             Livro é coisa séria. O que o leitor encontrará em "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia" é diferente do que lê aqui no blog. Da narrativa ao estilo. Em vez de apenas uma "conversa" com o leitor, baseada na informalidade, o livro mistura traços desta coloquialidade e informalidade com os de uma escrita literária. Sobretudo com profundo respeito à arte de escrever. Passo a ser um escritor, o que nada mais é do que uma outra maneira de me expressar sobre viagens e de transmitir ao leitor minhas impressões. Segundo o poeta e ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro". A partir deste meu primeiro livro escrito, considero ter ingressado numa nova, deliciosa fase em minha vida. 

             Por bom tempo - antes de me decidir por publicar um livro - meu lado esquerdo do cérebro brigou com fúria contra o direito até certificar-se de que o leitor teria nos meus livro não os textos que escrevi no blog, porque, entre outros motivos, livro é coisa séria, e ninguém (ninguém de verdade!) merece ler posts de blogs reproduzidos em livros, especialmente textos efêmeros, perecíveis, descartáveis ou preocupados em agradarem "o mercado" e a blogosfera. Felizmente, ao que parece, posts continuarão restritos aos blogs e livros a serem livros. O tema da viagem parece ainda não ter-se banalizado na literatura universal, nem ter-se rendido às formas diversas da monetização.

           Minha ascensão na escrita de viagens com este trabalho literário não é exatamente uma novidade. Ainda que recentemente eu tenha notado a mente lampejar com a ideia: tornar-me um escritor de viagens. Todavia, ela sempre me rondou. Mesmo que a alguma distância. Não foram poucos os amigos, parentes e leitores do blog que há mais de dez anos recorrem à pergunta: “Por que não escrever um livro?”

Gente que escreve e encanta, fala sobre o autor:

Haroldo Castro:

            "Arnaldo é um dos viajantes equilibrados e sensatos que se lança escritor, o que, num Brasil de pouca leitura e onde a Literatura de Viagem não chega a ocupar meia estante nas livrarias, conta histórias que servirão de grande subsídio para qualquer leitor, além de ajudar a romper os preconceitos de que a África só oferece guerras, doenças e fome. Infelizmente, a riqueza cultural e natural do continente é quase sempre tão abafadas por notícias negativas que considero este livro um raio de luz na região."

Jornalista, fotógrafo, autor de “Luzes da África”, indicado para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagens

Ronize Aline:

             "Minha opinião sobre o autor está refletida na resenha que escrevi de seu livro "Bom dia, Addis. Adeus Etiópia": ele escreve com o coração e demonstra respeito por tudo o que viu. Este livro, mais do que o relato de uma viagem à Etiópia, é uma viagem rumo a uma experiência de imersão e contemplação do outro. É como olhar para o diferente sem estranhamento ou indiferença."

Escritora, tradutora, jornalista, professora universitária, crítica literária do jornal O Globo, do Rio de Janeiro

Rachel Verano

             "Neste livro, Arnaldo tem o poder de nos transportar a um dos cantos mais fascinantes e ainda intocados do planeta. Mas de maneira ao mesmo tempo delicada e profunda, pessoal, criando intimidade com os personagens, deixando o leitor perceber cheiros, sabores e sentir as emoções de suas descobertas. Do peso do ar à alegria de dobrar a esquina, o autor consegue transmitir todo seu fascínio de estar diante de algo realmente novo."

 Jornalista das revistas Viagem & Turismo, Veja, VejaSP, Glamour, TAM e Vamos/LATAM

Davi Carneiro

             "Há uma frase atribuída ao grande viajante do século 14, talvez o maior escritor-viajante de todos os tempos, Ibn Battuta: “Viajar, primeiro te deixa sem palavras, depois te transforma num contador de histórias.” Suspeito, caro leito, ser este o caso do Arnaldo, um autêntico viajante que vem se mostrando, cada vez mais, um talentoso contador de histórias. Conheço-o e o sigo desde 1996, através do seu blog, aquele que, na minha opinião, é um dos melhores de viagens da internet brasileira, tanto pela excelência fotográfica quanto pela qualidade dos textos. Com um currículo andarilho de respeito (mais de 60 países, entre eles Quirguistão, Miamar, Irã e Uzbesquistão), Arnaldo tem o mérito de ir na contramão da blogosfera profissional e monetizada: de maneira simples, autêntica e independente, preza, principalmente, a credibilidade e a confiança de seu leitor." 

 Escritor, jornalista e colaborador de diversas revistas nacionais e estrangeiras

 


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Sábado
Abr182015

BANGKOK - Imensos e intensos prazeres

Intimida ao primeiro olhar. Mas só ao primeiro olhar. Mesmo vista do trigésimo andar do Peninsula Hotel Bangkok

                  COSTUMAM chamá-la de "Cidade dos Anjos". Mas se tem algo de angelical, não percebi. Que me perdoem a impertinência, acho-a mesmo diabólica e profana. De doce não tem nada. Nem de comportada. Ao contrário, é apimentada. No jeito e na extravagância. Mas é por isso mesmo tão atraente. Tudo indica ter sido diferente nos anos 70, antes de explodir em crescimento até o final dos 90, quando tornou-se um "Tigre asiático". Chegou a dobrar de tamanho. E densidade. De angélica passou a energética. De sagrada, a profana. Ainda assim, alguns de seus prazeres podem ser sutis, mesmo não havendo mais labirintos, tesouros escondidos e lugares inexplorados. Se a vibe não é mais angelical, se nenhum paraíso resiste a tamanha transformação urbanística que o crescimento lhe impõe, se algo deu errado com Bangkok, ela esbanja momentos de beleza e serenidade. Mesmo com toda a intensidade, continua um espetáculo pro mundo ver e explorar turisticamente.

Antiga, não antiquada, moderna com personalidade, luxuosa onde se deseja, simples onde se espera e imponente onde pode e deve. Bangkok e suas aparentes contradições

                    HOJE ela está no ponto. É extraordinária; antiga sem ser antiquada, moderna sem despersonalizar-se, luxuosa onde pode, simples onde se espera e autêntica aonde ainda consegue. Tem ótima comida, sobretudo caráter e personalidade. E é barata, além de conveniente para o turista. Mesmo que às vezes se transborde deles. É amigável, ainda que ao primeiro encontro possa ser intimidativa. Só precisa que  acertemos nossos passos com o seu compasso. Os sentidos costumam reclamar, especialmente a visão. Mas é por pouco tempo. Logo todos estão loucos e a postos para descobrirem seus "mistérios": sua ampla variedade de atrações.

Acerte os passos com o compasso da cidade e encontre mercados flutuantes ainda originais

                   NÃO se pode dizer que Krung Thep - Bangkok na lingua original [1] - seja bonita. Mas beleza ali é mero detalhe. O que a consagra são seu conteúdo e uma legítima, indiscutível personalidade. Provavemente porque jamais rompeu o presente com o passado e por nunca ter sido colonizada. Se bela não é, compensa sendo atraente. E sedutora, picante, empolgante, divertida e surpreendente. Ainda que por vezes seja sufocante. Mas é tolerante. Com os turistas especialmente. E com quem nela deseja "perder-se". É quando a cidade entra na gente com energia e ritmo contagiantes. E nos prega uma ânsia descontrolada e compulsiva de conhecê-la. E então, sob um seu céu azul, espesso, calorento e húmido, voltamos a Bangkok logo após as monções para rever suas atrações e conferir porque transformou-se num dos quintais turísticos do mundo.

Exótica, sem dúvida, todos hão de concordar. Não há quem discorde olhando o Wat Benchamabophit

                   BANGKOK - Por que é tão bacana?  Por que vive-se com vida ao redor.

                  HÁ poucas cidades no mundo que exploram tão bem os sentidos do turista. Para a visão não tem lá uma unidade urbanística estética admirável. Nem beleza natural. Mas se não é especialmente bonita ou exemplar, oferece outras surpresas, variadas e incomparáveis, perfeitas para explorar todos os demais sentidos. É cidade pra quem gosta de vida nas ruas. E admira a beleza arquitetônica asiática. Bangkok tem outra boa vantagem: é um das melhores no mundo para andar a pé. E em todo canto as pessoas têm uma natural propensão a sorrir. Sinceramente ou não. Mas sorriem mais do que na maior parte do planeta. Há quem ache barulhenta. Não se pode negar, mas os sons ali expressam a intensidade da vida nas ruas, especialmente o suave jeito de falar. E Bangkok também cheira bem. A uma mistura de odores aqui e ali por vezes escondidos pela fumaça dos  escapamentos dos tuk tuks. Mas tem notas da fabulosa quantidade de flores e plantas tropicais, de especiarias e de comida. Tem cheiro e frescor de uma leveza e variedade irresistíveis.

                  SEU dinamismo e exotismo são virtudes, não defeitos. Mas são o que tornan fáceis as impressões erradas da cidade. E o que faz alguns sairem decepcionados de sua visita. Não deixe isso acontecer com você. Se planeja visitar Bangkok, é preciso apenas informação, preparo e conhecimento. E em troca ela entrregará mais do que provavelmente se espera. E como nós, sair recompensado por visitar um dos destinos turísticos mais fascinantes e vibrantes do mundo.

                 SE então é imperativo ter um plano, ele depende apenas de nós. E é bem fácil, porque viajar há muito já deixou de ser privilégio para poucos. E informação também deixou de ser disponível para alguns. A Internet e os guias de viagem estão aí. E mesmo para Bangkok, um Lonely Planet (ou qualquer bom e completo guia de viagem) impresso resolve.

Foo dogs

                   CIDADE das que mais gosto, cada vez mais cosmopolita, com tantas e tão variadas opções, não por menos é classificada como um dos melhores destinos do mundo. E ainda assim, esta é a apenas uma das definições que lhe atribuem. E que lhe cabem como luvas. Há tantos e tão apropriados adjetivos para definir e qualificar Bangkok quanto a cidade tem de atrações: agitada, dinâmica, serena, religiosa, profana, sensual, sedutora, ousada, insinuante, abafada, calorenta, espiritual, caótica, conservadora, sagrada, imensa e intensa. Vibrante e desconcertante eu já disse? Não. E eles não param por aí. Quantidade e diversidade podem até confundir o iniciante pela ambiguidade, mas é precisamente nas contradições que se encerra o caráter mais singular e o que revela a mais franca personalidade de Bangkok.

Sanuk, o jeito de levar a vida, provavelmente tem origem no budismo

                   VOLTAMOS a Bangkok para rever o que já conhecíamos e conhecer o que não víramos, explorar zonas mais remotas que escaparam na visita anterior, aproveitando a Capital como hub para nossa visita ao Cambodia e a Chiang Mai. Há muitos lugares que desejo voltar, talvez nenhum tão rapidamente quanto Myanmar, mesmo com tantos outros no mundo que me atraiam soberbamente. Para Bangkok sonho no futuro fazê-lo agora com nossos gêmeos .

Monge no modo "Don't Worry Be Happy!', o, Sabai Sabai Sanuk! Serena? Os locais herdaram esse jeito de ser: sanuk

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A CHEGADA

                 DECOLO de Paris e oito horas depois estamos na turbulenta Bangkok. Os contrastes são absurdos, o coração pulsa mais forte. Mas ainda não sentíamos os extremos dos estímulos. Nem a invasiva realidade que todos experimentam ao visitarem a Capital tailandesa. Meu coração ainda estava ansioso pelo impulso necessário ao começo da experiência de explorar Bangkok. Estávamos ainda no belo, relativamente tranquilo aeroporto Suvarnabhumi, cercados por uma arquitetura tecnológica e futurista, sob estruturas metálicas gigantescas, um dos mais ultramodernos terminais internacionais do planeta. Tudo transcorria na mais plena normalidade. Do desembarque à passagem pelo setor de controle de saúde, da imigração e recuperação de bagagem à passagem pela Alfândega.

                   DE certa maneira, só depois de uns dias em Bangkok o visitante compreende que o admirável Suvarnabhumi corrompe a razão e subtrai a atenção do visitante. Não chega como ser extrema em contrastes como nossa chegada de Paris em Nova Delhi, na Índia. Mas do lado de fora também há de prontidão uma legião de taxistas gananciosos e guias vigaristas. Todos com sua admirável coleção de espertezas. Tudo tão mais caro quanto inconfiável.

O coração pulsava mais forte dentro do aeroporto, mas ainda não havíamos sentido a cidade

                 Optamos pelo serviço de recepção no aeroporto de nosso hotel. Não é tão caro quanto parece e evita aborrecimentos. Assim como hospedar-se luxuosamente em Bangkok é bem mais barato que em outros grandes destinos no mundo ocidental. E o serviço vale mais do que custa.

No interior de alguns templos, como o Suthat Thep Wararam (Wat Suthat), uma tranquilidade e serenidade contrastante

                 UM homem com as mãos juntas sob o queixo inclina a cabela e avança em nossa direção com um sorriso discreto. O gesto de nosso receptivo chama-se Wai (*), faz parte da vida e da cultura tailandesas. É complexo no conteúdo mas simples na forma. Usado para reverenciar ou cumprimentar, encerra algumas regras. Vão além da educação, pois também revelam o status de alguém na sociedade. As mãos juntas na frente do peito e acompanhada de uma pequena curvatura. Quanto mais alto levantarem as mãos, mais demonstram respeito. Desde cedo as crianças são treinadas a usá-lo corretamente, sobretudo a compreenderem para o que servem.

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(*) NOTA: Wai. Há vários tipos de wai. O Phak Taai é o mais informal, uma forma de saudação em que as mãos são mantidas juntas, logo abaixo do queixo, gesto acompanhado por um ligeiro encurvamento da cabeça à frente. O Puyai Wai é usado para os pais, avós, professores e outras pessoas de posições sociais diferentes. Neste caso, os dedos das mãos unidas chegam à ponta do nariz e a inclinação da cabeça é maior do que no caso anterior. Aqui, um sorriso nem sempre é necessário, já que o gesto tem a intenção de transmitir respeito, não simpatia. No caso de um turista, ele só é usado ao ser apresentado aalguém de grande importância. O Wat Pra é reservada apenas para os membros mais respeitados da sociedade, como monges e outras personalidades religiosos ou não. Neste, as pontas dos dedos vêm até a testa e não há sorriso. Para um turista, todavia, é sempre mais seguro retribuir um wai. Muitas vezes pode ser retribuído apenas com um sorriso. No entanto, se você pretende retribuir o wai, ao menos esteja certo copiar exatamente o mesmo gesto que recebeu, mantendo a ponta dos dedos e a inclinação da cabeça igual aos da pessoa que lhe deu um wai. O sorriso, grande e sincero, sempre acompanha o wai mais corriqueiro. Todavia, um turista não tem com o que se preocupar, pois os tailandeses são compreensivos e se fizermos um wai errado eles não se ofenderão. A coisa mais importante é sorrir. Sempre dar um grande sorriso e ao dar um mai pen rai, o mais comum.

Detalhes...

                 O visitante não precisa estar familiarizado com a complexidade. Não tem com o que se preocupar: basta retribuí-lo. Além de educado, é simpático e divertido. Enquanto as mãos estiverem juntas diz-se “Sah-wah-dee” (soa como se lê, “sawadi”). Depois, diz-se “khrap” (kap) se for homem, ou “kha”, sendo mulher. O “khrap” é dito rapida e secamente, com um “p” mudo morrendo nos lábios. O “kha” é alongado. Como um káaa. Homens saúdam com khrap e mulheres com kha. Simples assim.   

                 CHEGAR ao aeroporto Suvarnabhumi é deparar-se com uma arquitetura tecnológica e futurista de um gigantesco, ultramoderno terminal. Mas ainda que faça o visitante pensar que sua viagem à Tailândia será tão eficiente e organizada quanto o terminal aéreo, não deve acreditar um só minuto na primeira impressão. Admirável, o Suvarnabhumi serve apenas para corromper a razão e subtrair atenção. Fora dele, taxistas gananciosos e guias vigaristas têm uma admirável coleção de espertezas. E estão de prontidão para oferecerê-las. Tão mais caros quanto inconfiáveis. Nada é mais recomendável do que optar por um serviço de recepção no aeroporto oferecido por qualquer hotel. De luxo e mediano. Não é tão caro quanto parece e evita aborrecimentos.  Já hospedar-se luxuosamente é bem mais barato se compararmos os preços com os de outros grandes desinos no mundo, especialmente ocidentais. Após um longo vôo vindo do Ocidente é saudável chegar bem, tranqüilo e sem contratempos ao seu hotel.

Um barco exclusivo leva os hóspedes de um lado a outro do rio

                 UM vôo direto do Brasil a Bangkok via Europa é para intrépidos, a menos que se vá em classe executiva. Caso seja na classe econômica, recomendo escala de uma noite no país de bandeira da cia. aérea escolhida. As da Europa costumam ter intervalos grandes, o que permite tanto o descanso de um day use num hotel de aeroporto quanto um passeio pela cidade de conexão, e a consequente redução dos efeitos do jet-lag e de vôos prolongados.

Contrastes entre a delicadeza dos templos e a efervescência das ruas: prazeres de Bangkok

                  METADE da diversão de viajar pelo sudeste asiático é observar e viver o caos dos congestionamentos, das multidões e o barulho. A outra é hospedar-se num lugar onde se possa escapar de tudo isso ao fim de um dia de uma extenuante jornada turística. Para relaxar física e sensorialmente, usufruir das delícias do luxo e do conforto. Em Bangkok o Península foi nosso porto seguro, um oásis de relaxamento e tranquilidade do “outro” lado do rio. É uma das partes mais convenientes e pitorescas da cidade, mas há inúmeras outra opções fabulosas. Tanto do lado “certo” do Rio - defronte ao nosso – quanto no distrito financeiro e outros bairros. Mas esse lado torna o hotel uma ilha de tranquilidade, mais ainda quando da janela olhamos o fervilhante "outro" lado.

                  THE Península Bangkok é só mais um dos magníficos exemplos de luxo e eficiência hoteleira na cidade. Parece haver consenso universal no trade acerca do talento e competência dos sul-asiáticos na hotelaria de luxo. Estadas assim sempre resultam experiências incomparáveis, inesquecíveis, adoráveis e deixam saudades. O serviços de transporte privado e de agilização dos procedimentos de imigração e alfândega incluem um menu de transportes que inclui até helicóptero. Por terra pode-se escolher entre Rolls Royces, BMW 750 e mini vans. Absolutamente irretocável, o serviço e o hotel não poderiam parecer mais perfeitos para uma escapada romântica, para a celebração de ocasiões especiais - de aniversários a bodas e Lua de Mel - até a propostas-surpresa de casamento.

Logo estávamos a caminho do Península, observando o caos dos congestionamentos, as multidões e a vibração da cidade

                PISOS de madeira teca, forrações em seda, banheiros em mármores, painéis de controle de iluminação de alta tecnologia, camas confortáveis e lençóis primorosos num interior decorado com bom gosto. Isto é apenas o resumo de uma breve definição dos apartamentos de uma torre de 37 andares com uma fabulosa vista para o Rio Chao Phraya. Aqui no Península o padrão de luxo excede a classificação ocidental. Trata-se de uma classe de "luxo oriental" incomparável, uma delícia visual.

A piscina e o Rio

                TODA grande cidade tem suas particularidades e nelas um conjunto de cuidados e precauções, atitudes e informações que o visitante deve ter para seu máximo proveito, e em Bangkok são ainda mais efetivas. O charme, a humildade e a simpatia, contradizem os que alegam perda de essência, ainda que gigantismo e modernidade possam mascará-lo. O fato é que nenhum visitante sai ileso de Bangkok, no sentido de experimentar o mais puro êxtase asiático, impressões tão mais positivas quanto mais profundo o mergulho na cidade.

 

Damnoen Saduak. Outrora um mercado flutuante original...

...hoje uma tourist trap

                 É preciso chegar cedo, muito cedo a Damnoen Saduak para ter uma remota idéia do que já foi aquele mercado flutuante nos anos 70. Tão cedo quanto é impossível chegar desde Bangkok. Portanto, só dormindo lá na cidadezinha para conseguir que um passeio de barco pelos canais, valha a pena: enquanto não chegam os turistas e os vendedores de badulaques depois das 9 horas da manhã. Quando fomos a Damnoen Saduak eu estava ansioso para ver barcos com fornecedores de alimentos vendendo seus produtos produzidos nas proximidades, mas ainda que desses houvesse, principalmente encontrei vendedores de badulaques turísticos. Dos mesmos produtos que eu via tenda após tenda. O que fez do mercado flutuante uma decepção, ainda que alguma diversão eu tivesse, especialmente no caminho, na viagem de barco de cauda longa pelos canais, vendo residencias e moradores levando sua vida.

                 NESTA segunda viagem experimentamos o gosto de rever o que mais apreciamos, de conhecer o que não foi possível e de nos locomovermos com maior independência e naturalidade. O monumental patrimônio cultural, a fabulosa arquitetura que se apresenta numa diversidade incrível, a gastronomia riquíssima (que comida!), a arte e a cultura tão exóticas, o povo encantador, a oferta hoteleira com preços imbatíveis, tudo forma um conjunto que torna Bangkok um destino extremamente rico, atraente, intrigante e compensador, onde pelo menos quatro dias inteiros devem ser dedicados.

 

Demônios coloridos, figuras mitológicas do épico indiano ramayana, guardas dos templos do Grande Palácio de Bangkok

                DIZEM até que os tailandêses mantém um estilo de vida inalterado em Bangkok desde a década de 60, quando então era angelical. Chamam sanuk esse jeito de levar a vida. Difícil de explicar,  traduz-se como "diversão" no modo de viver. Mas aprofundando-se, sabe-se que representa algo mais complexo, uma espécie de busca do bom humor e da alegria de viver que vai da saúde, bem-estar, dos prazeres da comida e da diversão ao sorriso como forma de comunicação. Tudo permeado pela espiritualidade e harmonia. Também pelo senso de hospitalidade. Não posso discordar.  Ao menos não completamente.

Na outra margem do Rio, em frente ao Grand Palace, um pouco de serenidade no Wat Arun

                  POR certo haverá quem não goste de Bangkok. Nada de errado com isso. Gente é assim mesmo, diferente. Cada qual com seu gosto. Todavia provavelmente os que a visitaram concordam que seus adjetivos são justos. Que fascina quando se chega, deixa saudades quando se parte. E que "exótica" talvez seja o mais preciso. Há poucas capitais desse porte que evocam tamanho exotismo entre os ocidentais. E ele está bem distribuído pela cidade. Nos palácios, nos templos, pagodes de arquitetura intrincada, nos telhados ponteagudos, nos riquíssimos ornamentos, no domínio dos vermelhos e dourados das ornamentações.

Exótica também na fé. Como nos budas dourados do Wat Suthat Thepwararam Ratchaworamahawihan

                  TAMBÉM na fé, nos trajes civis, nos religiosos, na dança, na comida, na cultura, no folclore. Da poluição ao superpovoamento, do barulho à infra-estrutura turística, do patrimônio cultural à gastronomia e hotelaria, não há tantas megalópoles que conseguem confirmar ao visitante o que se espera dela em potência turística. Nem o que se costuma imaginar ser exótico. Não me recordo de outra que eu conheça cuja modernidade e antiguidade sejam tão explícitas. E encaixem-se tão bem, sem contraporem-se ou afetarem-se, ainda que por vezes estejam aqui e ali com algum desequilíbrio. Talvez porque em Bangkok o conjunto é o que importa.

Não é uma cidade bonita. Mas brilha. Muito além dos espelhinhos em mosaicos que decoram stupas e palácios

                   NÃO se precisa muito para absorver tanto o exotismo quanto a modernidade. Bangkok é cidade fácil de explorar. Parece inquietante e assustadora no primeiro contato. É assim mesmo [2]. Mas é apenas mais uma das contradições dessa cidade, outro traço de sua estranha personalidade: Ser assustadora é o que nos apela enfrentá-la para conhecê-la. E então, depois de familiarizados, andar-se por ela sem grandes dificuldades. Leva um tempo para entender seu mapa, sobretudo a amplitude e os limites de seus bairros.  

                 CHINATOWN, por exemplo, é extremamente curiosa e atraente, mas pode intimidar a princípio. Eu deixaria sua exploração a pé pelo bairro depois que o turista estivesse melhor integrado e familiarizado com a cidade. Pra quem gosta de ruas muvucadas mas autênticas, de mercados e santuários, o outrora bairro mais misterioso da cidade, onde rolavam ópio, prostituição e jogos de azar, Chinatown não deixará de surpreender. Alí encontra-se a melhor comida de rua da cidade, uma perfeita combinação de receitas tailandesas tradicionais com variações da culinária chinesa. O resultado é uma curiosa comida chino-tailandesa.

O walking tour de Chinatown revela cenas curiosas e instigantes

                NA rua principal, Yawolat, tem-se a maior variedade dessa comida. A escolha é ampla: de frutos do mar a frango e macarrão frito, de leitão assado a peixe seco, entre outras não tão facilmente reconhecíveis (seria aquilo pé de frango guisado?).

Chinatown de Bangkok

               JÁ o bairro hindu - Pahurat - tem personalidade nas pequenas lojas de comida e chás, mas também nas de bugigangas que vão de CDs de música indiana a incenso aromático, de sedas e saris a estatuetas de divindades. Olhando mais atentamente o mapa, percebe-se uma cidade ampla e aparentemente indecifrável.

                MAS explorar seu emaranhado de ruas, cujo layout à primeira vista parece feito de linhas embaralhadas jogadas sobre um papel, não um projeto originado na simetria mística de uma mandala budista, mas ainda assim tudo é bem servido de transportes. Dos tuk tuks - tão lendários nas suas tentativas de não irem onde determinamos que precisamos saber como evitar suas roubadas, dos preços aviltados às mudanças de percursos e paradinhas em lojas que lhes pagam comissão -, aos taxis - cujos condutores tentarão cobrar preço fixo (sem taxímetro) por uma corrida, e cuja comunicação é sempre difícil, quer porque efetivamente não falam inglês, quer porque usem da dificuldade para tomarem vantagens.

  Usam-se todos meios de transporte: tuk-tuk, táxi, Metrô, MRT e BTS. Sobretudo os pés

                JÁ os transportes públicos - ótimos Metrô, MRT e BTS - são eficientes e baratos, mas não são tão eficazes porque não abrangem boa parte da cidade. A estação Siam é a maior e mais movimentada do Sky Train, talvez por conectar-se por passarelas a alguns dos melhores shopping malls de Bangkok, como o Siam Paragon, Siam Center, Siam Discovery Center e o Central World Plaza. Os ônibus são muito baratos, por vezes nada mais que alguns centavos, dependendo da qualidade do veículo. Mas não tive tempo de usá-los, ainda que eu quisesse muito. Provavelmente seria uma grande experiência. Explora-se bem a cidade integrando-se todas as alternativas de transporte, como recomenda o Explore Bangkok by BTS.

                A pé também se explora bem a cidade. Mas é grande demais pra tanto, requer meios de transporte. Navega-se também, pelo Chao Phraya. E já se saboreia boa parte do que a cidade tem de melhor. O rio é o principaldo país. Suas águas correm 400 km e nascem nas terras altas das montanhas do Norte, dividindo Bangkok em duas e seguindo seu caminho até o Golfo da Tailândia.

Wat Arun

                 O Rio dos Reis é marrom e tem largura e volume de água noáveis. Às vezes enche mais do que deve, inundando a cidade. Dizem que seu fluxo é controlado, mas não escapa de vazar para onde não se deseja. Experimentamos uma das mais fortes cheias do Chao Phraya durante nossa estada. Visitamos a cidade em plena inundação, a mesma que impediu-nos de visitar Ayuthaya e o Museu das Embarcações Reais em Bangkok. Mas continuavam seguindo os barcos de todos os tamanhos e formas, subindo e descendo o rio durante o dia e a noite. É uma estrada, e de suas margens, plataformas dão acesso do público às balsas, como as paradas de ônibus.

Nos ônibus do Rio Chao Phraya a mais pura atividade cotidiana

                     Uma viagem num ônibus aquático pelo Rio Chao Phraya já se revela suficiente. Para além de um transporte efetivo e eficaz, significa viver o contacto mais perto com a mais pura atividade cotidiana do povo - de crianças uniformizadas a monges budistas, de trabalhadores a donas de casa. É um jeito adorável de ver os arranha-céus e os templos da cidade por uma perspectiva incomparável. E checar seus contrastes; uma coleção de templos e palácios em ambas as margens e o desfile de arranha-céusque vão passando e arrancando olhares. 

Detalhe, rico detalhe. Wat Arun

                   O Wat Arun, ou "Templo do Amanhecer" é estranho à primeira vista, tem torres decoradas com porcelana chinesa, uma delas com 82 metros de altura, que fazem dele um dos cenários mais fotogrados da cidade. Domina o horizonte com seu desenho herdado da arquitetura khmer do Cambodia, inspirado nos templos de Angkor. É lindo, dominante, mas não retira nem um pouco importância dos demais monumentos antigos que formam o conjunto de maravilhas de Bangkok.

Caprichosas curvas, delicados rendilhados, douradas, brancos e vermelhos - Grand Palace

                  RENDILHADO caprichosos em curvas delicadas, douradas e vermelhas parecem saídas de aquarelas que ilustram os contos de fadas do Sião. O ápice desse exotismo siamês em Bangkok também fica ali, na beira do rio. Mas só explode em abundância quando visto entre seus muros: o Grande Palácio Real. É o Cristo Redentor de Bangkok, a Estátua da Liberdade, a Torre Eiffel. Por isso tão concorrido. Tudo alí  tem brilho especial, e percebem-se nos reflexos de milhares de espelhinhos que decoram templos, aplicados com delicadeza em mosaicos coloridos. Às vezes até em pastilhas de ouro. E em folhas do mesmo metal postas pelos fiéis nas estátuas de budas. Não há nada mais exótico que as  figuras míticas de garudas, dragões, cães e elefantes. Nem mesmo as fachadas de templos e telhados.

Grande Palácio Real de Bangkok, sua maior atração

                  POR toda parte do palácio há formas distintas e extremamente exóticas, detalhadas e extravagantemente revestidas. São tão numerosas e variadas que parece uma cidade de sonhos. Ou de brinquedo. O palácio é a apoteose do exotismo arquitetônico e ornamental tailandeses. E esteja certo, é  extremamente belo, especialmente notável quando mistura estilos clássicos europeus aos tailandeses, e provoca a curiosidade dos olhares mais atentos e detalhistas.

                O Grande Palácio Real é um complexo de construções - de biblioteca a Panteão, de palácio residencial a templos, de residência oficial para Reis e dignatários estrangeiros durante suas visitas oficiais, e um tribunal real. Um modelo de um dos templos de Angkor Wat relembra o domínio da Tailândia sobre parte do Cambodia.

                ANNA e o Rei viveram ali. Corria o ano de 1860 quando a viúva inglesa Anna Leonowens viajou até o Sião para ser tutora dos 58 filhos do Rei Mongkut. Muitas divergências e choques culturais depois marcaram o início de um romance e o casamento de Anna e Mongkut. A história é verídica, retratada em duas versões cinematográficas, a mais recente vividas por Jodie Foster, no papel da viúva, e Chow Yun-Fat, no do Rei Mongkut. 

  Grand Palace

                QUEM assistiu a “Anna e o Rei” entrará melhor no espírito do filme enquanto visitar o Grand Palace. A despeito de todo o romantismo cinematográfico. A tutora inglesa dos filhos do Rei Rama IV, vivida por Jodie Foster, de fato viveu ali. Ao visitar o enorme complexo compreendem-se os motivos da inglesa ter-se intimidado com sua opulência, expressa tanto nos incríveis jardins quanto na rendilhada arquitetura e no fabuloso, enorme conjunto de construções que integram o complexo. Tudo merece sua longa, detalhada e calma visitação. 

                  

HÁ muito o que conhecer, ainda que boa parte do complexo seja fechado ao público

 

                  NO bairro Ratanakosin, coração histórico da cidade, ele é a mais sublime arte aplicada à arquitetura em Bangkok, nas torres douradas, telhados vermelhos, colunas delgadas, estátuas mitológicas e em tudo mais. Alguns pavilhões parecem saídos de ilustrações de livros de contos orientais. Nesse amplo recinto do Palácio Real estão residências reais, templos, bibliotecas e stupas construídas há mais de duzentos anos em estilos dos mais tradicionais tailandeses ou associados às influências chinesa e européia. O exemplo mais perfeito deles é o Maha Chakri Prasat Hall, projeto que recebeu linhas desenhadas por arquitetos britânicos, contendo traços do neo-clássico, juntando-se aos asiáticos.

                  NO complexo estão o Wat Phra Keo, ou Templo do Buda de Esmeralda, onde está a figura mais sagrada de Buda no país e o belíssimo Wat Pho, ou Templo do Buda Reclinado, do século XVI. Coberto de folhas de ouro, impressiona tanto pelas dimensões - são 46 metros de comprimento - quanto pela beleza. É uma das maravilhas, não apenas do complexo palaciano, mas de Bangkok. Ou mesmo da Tailândia. É o maior e mais antigo da cidade e em todo o grupo abriga mais de 1000 imagens de Buda.

 

Wat Pho, ou Templo do Buda Reclinado


                   MAIS importante do que qualquer outro templo no país, este tem a maior imagem: o Buda Reclinado, ou Phra Buddhasaiyas. Wat Pho foi construído como uma restauração de um templo anterior no mesmo local, o Wat Phodharam, que começou em 1788. Foi restaurado e também amplicado novamente no reinado do rei Rama III (ente 1824 e 51), e finalmente restaurado em 1982. O Phra Vihara, ou salão principal do Wat Pho é uma belíssima construção com pinturas murais para abrigar a imagem do Buda reclinado, feita em tijolos e massa, inteiramente dourado com folhas de ouro em seus 46 metros de comprimento, 15 metros de altura na extremidade principal e 3 metros na extremidade de pés. Os pés têm 5 metros de comprimento e as solas são esculpidas com madrepérola encrustradas, na qual estão representados os 108 sinais auspiciosos do Buda. A obra de arte tem estilos chinês e tailandês.

                  ANTES de entrar no templo, ouvimos o som das moedas jogadas uma a uma nas dezenas de panelas de ferro alinhadas ao longo dos 46 metros de Buda. Um ritmo de tilintar que nos segue da entrada à saída e marca a visita. E também no Wat Po está a escola de massagem tailandesa tradicional. De graça. É só enfrentar a fila.

 

Detalhes do Phra Mondhop


                  O palácio é real, para além da nobreza, e quando confrontrado com a realidade ao seu redor, além de seus muros, ocorre um dos mais evidentes contrastes de Bangkok. Talvez em sua visita o turista perceba precisamente nele que a cidade vive um dilema: navegar para o futuro sem puxar as âncoras do passado. Mas brilhando do mesmo jeito. Nas modernas fachadas de inox e vidro, nos mosaicos cerâmicos e espelhados dos antigos templos. Defronte ao frente Golfo da Tailândia, outrora parte de importantes rotas comerciais e os consequentes intercâmbios culturais entre o Oriente e o Ocidente que elas promoviam, Bangkok hoje vive esse curso em direção à modernidade enquanto mantém seus aspectos mais atraentes: tradições e patrimônio antigo.

                   ASSIM como o enorme, belissimo Buda reclinado, um grupo de quatro enormes chedis, um conjunto satélite de pavilhões do Grande Palácio, os famosos, atraentes e bonitos Phra Maha Chedi Si Rajakarn. Cada um com 42 metros de altura e inteiramente decorados com mosaicos cerâmicos, são uma das partes mais notáveis da visita ao complexo. Cada um construído para comemorar o reinado dos reis Rama I, II, II e IV, da dinastia Chakri. com uma cor predominante para cada rei: verde para o Rama I, branco para o Rama II, amarelo para o Rama III e azul para o Rama IV. Phra Maha Chedi Si Rajakarn é cercado por um muro branco com portas de estilo tailandês e chines, decorado com azulejos de cor e jardins ornamentais protegidos por guardiões.

Os guardiões do Palácio

                  QUANDO entramos no Wat Suthat Thep Wararam - ou Wat Suthat - não imaginávamos o quanto ele é bonito e que veríamos uma bela imagem de Buda - Phra Sri Sakayamuni. Wat Suthat tem um apelo mágico e mexe com a gente. Localizado na Rua Bamrungmuang, centro de Bangkok, ou Krung Ratanakosin, não está muito longe de outros locais de interesse turístico, como Grand Royal Palace.

Chinesices do Wat Suthat, influências da comunidade chinesa vizinha ao templo

                   APESAR de gigantesca cidade, em poucos quilômetros quadrados pode-se encontrar vários templos interessantes, como Wat Boworniweithviharn, Wat Thepthidaram, Wat Mahannopphram, Wat Mahadhat, Wat Phra Chetuphon (Wat Pho), Wat Arun, Wat Rachapradit, entre outros. O Wat Suthat foi construído em 1807 pelo Rei Rama 1. É muito bem mantido e preservado. O templo inteiro ocupa uma área de 45.000 metros quadrados, e nesse espaço há muitos interesses arquitetônicos, esculturais e visuais baseados no tema budista tailandês e na sua filosofia. Defronte ao templo, numa grande praça circular, há o Giant Swing, uma estrutura enorme em forma de balanço construída em 1784.  

Giant Swing

                  HÁ pequenas capelas nos quatro cantos construídos em torno do Vihara - o mosteiro, ou edifício principal - cada qual com imagens representando as posturas mais comuns de Buda . Entre elas o Buda sentado com as pernas cruzadas e as mãos dobradas em seu colo, ou posição lótus. Outras são do Buda com a mão levantada ou uma das mãos tocando a terra.

 

Wat Suthat

                   NO lado oposto do Rio fica Thonburi, um bairro bem mais bucólico, talvez o que mais se aproxime do que foi um dia a angelical Bangkok. Sente-se isso quando se nafega pelos antigos canais do século XVI. Entre mergulhos infantis e jacintos boiando na superfície da água e canoas coloridas, ainda respira-se a atmosfera daqueles tempos. E aqui é bem mais refrescante navegar o Rio Chao Phraya pela manhã ou no fim da tarde, quando então a "luz dos fotógrafos" - o entardecer -, revela os tons dourados dos raios do Sol refletindo-se nas superfícies vitrificadas dos arranha-céus e dos templos. Mas no Chao Phraya não deixe de saber que alguns mercados flutuantes são falsas encenações montadas para turistas. Chegam em barcos estacionados junto aos templos carregados de bugigangas. Algumas são até interessantes.

Tuk tuk. Sabendo usar (regatear e insistir no destino) é útil, prático e divertido

                 FOI no bairro Silom onde melhor sentimos o que significa "tráfego congestionado" em Bangkok. Centro comercial moderno, zona financeira e de hospedagem, por ali circulam de dia milhares de locais, os turistas, os executivos e os comerciantes, e de noite parte deles por causa da sua vida noturna. Dizem que Bangkok tem cerca de 11.000 restaurantes e bancas de comida de rua. Dia e noite. Para todos tipo de comida asiática cozida, frita, grelhada, marinada, assada, sopas, saladas, arroz e macarrão. Um dos lugares mais populares para comer é Sukhunvit, onde a oferta é tão grande que é difícil saber por onde começar.

Wat Pho

                  UMA contagem não oficial relaciona mais de 400 templos budistas na região metropolitana de Bangkok. Muitos turistas estrangeiros visitam apenas os mais destacados, entre eles o Wat Phra Keao, Wat Arun, Wat Pho e o Wat Traimit. Mas há muitos  outros atraentes e de grande beleza, que especialmente por estarem vazios de turistas tornam-se verdadeiros oásis de serenidade, lugares extremamente tranquilos para um repouso dos sentidnsode pois de umas horas na cidade. São templos como Wat Rakang, Wat Borworniwet, Wat Intraviharn, Wat Paknam, Wat Prasat, Wat Suwannaram e Wat Suthat, que se alguns não são tão brilhantes na arquitetura e ornamentação, são muito respeitados entre os habitantes e religiosos locais. São interessantes o suficiente para merecer sua visita. A maioria deles verdadeiros símbolos budistas.  

Bangkok: imensos contrastes dentro e fora dos muros do Grande Palácio

                  A Khao San Road, famosa rua dos mochileiros e turistas jovens, com seus albergues , lojas e restaurantes baratos, tem personalidade, mas para quem não é jovem nem mochileiro nada mais é doque uma curiosa tourist trap. À noite é território  cheio de estrangeiros e tailandeses em busca de diversão e de ladyboys e prostitutas tentando vender-se. Talvez seja o lugar com mais cara de amigos falsos e trapaças da cidade. 

O Rio e o Templo

                  VOLTANDO ao nosso passeio no rio, os contrastes entre moderninade e antiguidade continuam a revelar-se em terra. E de muitas maneiras: do simples e urbaníssimo Skytrain aos tuk-tuks, dos multi-coloridos taxis aos antigos, por vezes espantosamente decreptos ônibus urbanos. O turista observador encontrará alguns contrapontos aqui também. Entre a tradicional e ornada arquitetura religiosa e os reluzentes, futurísticos arranha-céus, onde a cidade demonstra porque é o epicentro da modernidade asiática. Poderiam estar em Chicago, Tóquio, Xangai ou Dubai e causariam o mesmo impacto. A torre The Met Bangkok é apenas um desses exemplos da fase moderna da arquitetura, reflexo da era dos “Tigres Asiáticos”. Apesar disso Bangkok é uma urbe por vezes feiosa, mas tem tudo o que uma cidade moderna precisa ter o conforto de seus visitantes.

   Vista do Rio, Bangkok por vezes é uma urbe meio feiosa

                  ENTRE os templos de Bangkok, há os incríveis Wat Mahathat, Wat Traimit, Wat Saket e Wat Sutat, templos que eu classificaria na categoria "visita obrigatória". E para além do prazer visual dessa arquitetura monumental, há outros que o visitante pode experimentar. Não me refiro àqueles que atribuem à cidade sua pior reputação: “paraíso sexual", do sexo predatóri, dos go-go bars, das casas de “massagem” suspeitas e dos ladyboys de Soi Cowboy e das barracas que oferecen todo o tipo de artigos, de eletrônicos a imitação de marcas famosas, especialmente os típicos Rolex falsos de Bangkok. Infelizmente a realidade expandiu-se para além da Soi Patpong, até a Khao San Road, Chidlom, Ploenchit e Sukhumvit. Todos renderam-se ao turismo sexual. E ainda que os espetáculos pornôs possam ser ridículos (ao meu ver), atraem uma legião de turistas sexuais ou simples voyeurs, muitos dos quais percebem tarde demais que algumas de suas ‘boom-boom girls’, ou Ladyboys, na verdade são travestis (talvez as mais perfeitas do planeta). E que pisam num terreno fértil para a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

                  MINHA melhor recomendação para quem que conhecer o lugar é, primeiramente, eliminar os preconceitos. Depois saber que é seguro para quem vai apenas conhecer sem todavia envolver-se. Não recomendo a ninguém que deixe de conhecer a região por medo ou preconceito. Ainda que não se escape de perceber que sexo, sexualidade e prostituição andam agarradinhos com o turismo. E que expressam-se no corpo de dançarinas-prostitutas com seus olhares blazé-sensuais dançando agarradas em postes sobre balcões. Nada me pareceu mais broxante e melancólico em Bangkok. Quando falo dos prazeres que a cidade proporciona, me refiro a todos os demais que se podem experimentar na cidade.

Um passeio incomum por Bangkok pode revelar preciosidades arquitetônicas

                 O marketing também lhe atribuiu o apelido "Veneza do Oriente". Pompa que não guarda mínima lembrança com a cidade dos Doges. É marketing, clichê. E Bangkok nem precisa deles, o que se nota quando visitamos seus canais, conhecemos o mais vivo contraste entre a futurística e a tradicional. Entre estes canais, o Khlong Saen Saeb, construído em 1830 pelo rei Rama III, comunicava a cidade com a província de Chachoengsao. Já nos khlongs de Thonburi a vida transcorre como há séculos, quase inalterada em suas mesmas canoas carregadas de frutas, de verduras e pescado, e nas crianças banhando-se à porta de suas casas.

Pelos khlongs de Thonburi, num barco de rabeta longa

                POR ali uma ao Museu das Embarcaçõs Reais  expõe belos exemplares antigos e históricos da época imperial, revelando ao turista muitas tradições relacionadas aos canais. Da visita sai-se com a impressão de que os traços mais típicos de Bangkok estão naqueles os klongs por onde corre uma água leitosa e navegam canoas com teto de palha trançada e condutores com chapéus de cone. 

Surpresas arquitetônicas nos caminhos não batidos de Bangkok

                 WAT Sukhothai Traimit,  o templo budista, fica relativamente próximo à Khao San Road, em Chinatown. Estando por lá vale uma esticada. É onde está o grande Buda de Ouro, o maior Buda em ouro maciço do mundo: 5 mil quilos. É do século XIII. O templo fica numa grande comunidade chinesa.

  Wat Sukhothai Traimit

                   Antes de saber-se que era de ouro, pensava-se que era de barro, porque dessematerial fora recoberto para esconder o tesouro. Certa vez, durante uma reforma no templo, algo caiu sobre a estátua de barro, que quebrou-se, revelando o que estava por baixo: ouro puro. Tornou-se, então, um dos tesouros mais preciosos do país.

 

E o que era barro...

...virou ouro

                     Ainda que haja carros em excesso - quer estejam zunindo loucamente ou engarrafados no trânsito sufocante -, que a poluição do ar seja sensível nos olhos e narinas, que a quantidade de gente seja pra lá de excessiva, que a comida seja estranha (mas deliciosa!), que a prostituição não se disfarce, que as armadilhas turísticas sejam óbvias e numerosas, que o turismo selvagem traga seus problemas, tudo, tudo se resolve com preparo. 

Jim Thompson's House

                 A tarde cai e a noite chega. Por algum tempo deixamos de lado a sensação de cansaço que a cidade nos obriga, e à noite chega brilhando agora com as luzes, dando à cidade dos anjos - e ao nosso olhar - um dos seus mais belos momentos. Como este, visto do alto de um dos apartamentos do Península, nosso porto seguro, oásis de relaxamento e tranquilidade em Bangkok, do “outro” lado do rio, numa das partes mais convenientes e pitorescas para se hospedar na cidade.

A Rua Khao San

                Retornar à cidade no fim da tarde é um convite para explorar a noite. Não sem antes uma sessão de massagens e piscina, para depois programar-se um jantar no restaurante mais alto da cidade. Com vistas de tirar o fôlego, o aclamado Sirocco fica no 63º andar do edifício Lebua State Tower. O restaurante ao ar livre, tem um dos mais renomados cardápios de Bangkok e uma vista deslumbrante desde o Skybar. A culinária é ocidentalizada, tem notas mediterrâneas e pode surpreender por seus ingredientes de qualidade. A música ao vivo é de boa qualidade. Quando lá estivemos havia uma banda acompanhado uma cantora de jazz fabulosa, completando o ambiente ideal para qualquer celebração. Romântica, especialmente. Mas essas vertigens visuais não se limitam ao Sirocco. O hotel Banyan Tree Bangkok tem no seu 60º andar um concorrente à altura. Tanto do solo quanto na comida. Há lugares para saborear dim sum no Bai Yun, de cozinha tailandesa contemporânea no Saffron, de frutos do mar do Pier 59, de comida japonesa no Taihei. Para vistas dslumbrantes como as do Sirocco, há o Vertigo, apropriadamente chamado assim devido à sensação vertiginosa que se tem do bar ao ar livre, no topo do hotel Banyan Tree de Bangkok.

Vianmeck Palace

                  O Palácio Dusit - ou Phra Maiara Wang Dusit - é um complexo de residências reais em Rattanakosin entre 1897 e 1901 pelo rei Chulalongkorn (Rama V). Não se visita, mas fica próximo do Dusit Zoo e de Vianmeck Palace, antiga residência real, este sim um lugar que vale a pena visitar se tiver tempo. Quando voltou da Europa em 1897, o Rei Rama V investiu seu prórpio dinheiro para comprar pomares e campos de arroz para a construção de um jardim real, chamado por ele mesmo de Jardim de Dusit. A primeira residência no Dusit Garden foi a mansão Vimanmek, construída em 1900 por ordem do rei Ram. A construção era um palácio de verão em madeira que foi desmontada de seu sítio original, longe dali, em Chonburi, e reconstruída no lugar. O rei mudou-se do grande palácio para residir na mansão Vimanmek por 5 anos, até sua morte prematura em 1910. Depois disso a família real voltou para o Grand Palace.

Palácio Dusit

                Não havendo tempo para visitar todas, destaco minhas 15 atrações mais atraentes em Bangkok: 1. Grand Palace e Wat Phra Kaew, 2. Wat Po, 3. Wat Arun, 4. The National Museum, 5. Vimanmek Teak Mansion e o Dosit Throne Hall, 6. Jim Thompson´s House, 7. Royal Barges Museum, 8. Thon Buri Canals, 9. China Town, 10. Chatujak Weekend Market, 11. Suan Pakkad Palace, 12. Wat Suthat e o Giant Swing, 13. Golden Mount, 14. Wat Traimit e 15. Lumpini Park.

                  Kop kun kap, Bangkok! (obrigado!)

Notas:

 Quando se fala em compras Bangkok pode ser um dos paraísos mundiais. Especialmente para quem gosta de artigos de decoração e peças antigas. Neste caso, não há como resistir ao River City Shopping Center, sobretudo nos seus andares onde concentram-me os melhores antiquários da cidade. Já para as sedas de lenços a jogos de mesa, bolsas a roupas - não há melhor lugar que a loja Jim Thompson Thai Silk Shop que por si já vale a visita, especialmente se conjugada à belíssima cada de Jim Thompson.

Os tailandeses são compreensivos e tolerantes com os turistas em termos de não respeito às tradições.  Mas não com as relacionadas às coisas sagradas. Entre elas, com as quais não se brincam, sobr risco de arrumar confusão: a família real, o budismo, não tocar a cabeça de uma pessoa e apontar com os pés qualquer coisa, e, finalmente, vestir-se adequadamente em público.

 [1] Krung Thep Mahanakhon Amon Rattanakosin Mahinthara Yuthaya Mahadilok Phop Noppharat Ratchathani Burirom Udomratchaniwet Mahasathan Amon Phiman Awatan Sathit Sakkathattiya Witsanukam Prasit. É este o nome não abreviado, e para os muito íntimos. Bang Makok, para os mais eruditos, era uma pequena aldeia às margens do Chao Phraya, até a nova capital ter sido fundada em Thonburi, a seguir à queda de Ayutthaya. Mais tarde, em 1782, o Rei Rama I construiu um palácio em Rattanakosin e renomeou a cidade como Krung Thep, ou Cidade dos Anjos.

 [2] Como toda cidade culturalmente exótica, de costumes tão diferentes que recomendam-nos consistência no conhecimento,  no planejamento e nas informações, desde as mais elementares - como usar sapatos confortáveis, roupas adequadas, mapas e guias de viagem,  até às menos comuns, como um iPod para os momentos ruidosos de rua, lenço de pano para quando trafegar de tuk-tuk entre fumaça de óleo diesel, água mineral, mochila, proteção solar e boa vontade.  Quando me refiro à poluição, quero dizer que é preciso comprender que ela não está no chão das ruas, mas no ar. E que que a despeito de sua grandeza, Bangkok é cidade limpa ede ruas bem mantidas. Não se encontra lixo no chão, ao menos para classificá-la como “cidade suja”. 

 [3] The Peninsula Bangkok: o conteúdo deste blog não é patrocinado por companhias aéreas, hoteleiras, de seguros de viagem, locadoras de automóvel, de reservas de hotéis ou qualquer outra empresa relacionada ou não com viagens e turismo. Esta matéria não foi revista ou aprovada nem é de conhecimento das cias., entidades, hotéis, serviços ou pessoas citadas em seu corpo. As opiniões expressas são exclusivas do autor e também não endossadas por qualquer pessoa ou entidade. Não escrevo posts patrocinados (clara ou disfarçadamente), não recebo 'brindes' ou mimos, não aceito convites para fazer coberturas positivas de qualquer evento (de lançamento de caminhões a classes executivas de cias. aéreas). Não recebo permuta ou qualquer vantagem, minhas viagens são auto-financiadas, não sou recompensado ou comissionado em nenhuma hipótese e a que título for por qualquer marca de produto ou serviço, mencionado aqui ou não. Tudo o que é publicado aqui é feito com a suposição de que o leitor saiba identificar os objetivos deste blog, sobretudo que verificará com o fabricante, fornecedor ou prestador do serviço em questão. Não publico matérias que não sejam de minha autoria,  não tenho ghost-writers nem escritores colaboradores esporádicos ou permanentes. 

Uma vila "perdida" em Chinatown

Reader Comments (10)

Alguns anos depois, parece que voltei a Bangkok...Revivi os roteiros a pé, relembrei dos templos que eu tinha adorado (cujos nomes se perderam dentro da minha cabeça) e revi cenas que vivemos em muitas das fotos. Abri o Google Maps e fui acompanhando o post com o mapa...

Bangkok é mesmo cidade empolgante, que recebe bem o turista, oferece atrativos o suficiente para muitos dias de exploração. Engraçado é que, apesar do tamanho, eu me sinto confortável e à vontade quando me lembro da cidade.

Espero podermos voltar todos em breve...

Um beijo.

18:20 | Unregistered CommenterEmília

Arnaldo, a primeira vez que fui a Bangkok foi em 1978, naquela época já era profana e apimentada. Voltei várias vezes depois, um susto com a cidade enorme mas concordo com você que a essência é a mesma. Adoro.

21:22 | Unregistered CommenterElizabeth

Obrigado, Elisabeth, por sua visita e comentário. Imagino o choque cultural para um ocidental, em 1978, ao visitar Bangkok pela primeira vez. Adoraria ter conhecido a cidade nesta época. Todavia, acho que ainda é uma cidade com enorme potencial de efetivamente encantar brasileiros. Também adoro Bangkok! Pretendemos retornar pra lá, oportunamente, com nossos gêmeos.

Abraço e mais uma vez, obrigado.

Arnaldo: continue a fotografar e divulgar no seu blogue, este belo mundo de civilizações tão diferentes que ainda temos para visitar.

Olá, Arnaldo!

Eu amo seus posts, mas este sem dúvidas é o meu preferido dos últimos tempos. As fotos estão incríveis :-)

Talvez tenha a ver com minha vontade gigante de conhecer a Tailândia, em especial Bangkok. Tenho planos de viajar para lá com meu marido em breve.

Muito boa sua última observação sobre "jabá". Transparência é tudo. Ainda mais para gente como eu que com muito esforço junto sua graninha para poder viajar por aí sem dever nada a ninguém.

Abraços,

Ana Paula

10:15 | Unregistered CommenterAna Paula

José Faria, mais uma vez grato por mais uma visita e comentário!

OBRIGADO, Ana Paula, pelo comentário e pela visita. E parabéns por seu blog. Fico muito bem sabendo que ajudei a inspirar a viagem do casal e que Bangkok tornou-se mais um desejo lendo este post. Obrigado!

Hoje é domingo à tarde. Estas tardes preguiçosas, pelas que eu escorregar suavemente até segunda-feira. Em seguida, começa novamente a agitação e estresse da semana. É um prazer ler seu texto com calma, porque eu viajo transportada sem mover do sofá. Recebo novas emoções para as tranquilas tardes de domingo. É semelhante à leitura de um bom livro.

13:39 | Unregistered CommenterCarmen

Muito obrigado, Carmen. Depois das imensas alegrias de viajar, das lembranças e fotos que trago, compartilhar minhas viagens e reflexões tem sido uma dos aspectos mais gratificantes delas. Então creio que não haja melhor elogio para um blogueiro de viagens do que receber comentários assim: "Eu amo viajar através de suas palavras"!

Belíssimo post. Ficamos encantados e muito ansiosos para conhecer Bangkok. Parabéns pelas fotos e pelo guia perfeito e completo. Tenho certeza que vai nos acompanhar durante a viagem.

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